Marco Antonio Villa soma R$ 2 milhões em campanha e é alvo de prisão

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Marco Antonio Villa - Reprodução/YouTube Foto: Marco Antonio Villa - Reprodução/YouTube

O historiador, professor e comentarista político Marco Antonio Villa, de 71 anos, arrecadou R$ 2 milhões para financiar sua candidatura a deputado federal em São Paulo nas eleições de 2026, declarou não possuir bens e agora tem prisão decretada pela Justiça paulista. A ordem judicial foi expedida em razão de uma dívida de pensão alimentícia calculada em R$ 570.358,61, valor atualizado até 30 de setembro de 2026.

Na disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo MDB, Villa obteve 31.579 votos, não conseguiu se eleger titular e terminou o pleito na condição de suplente. O montante utilizado na campanha teve duas origens registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE): R$ 1,75 milhão repassados pelo diretório do MDB e R$ 250 mil doados pelo engenheiro Eduardo Robson Rainere de Almeida, quantias exclusivas para gastos eleitorais que não integram o patrimônio pessoal do candidato.

Marco Antonio Villa - Internet
Foto: Marco Antonio Villa – Internet

Mandado contra Marco Antonio Villa autoriza prisão por 30 dias em São Paulo

O mandado de prisão foi assinado em 8 de outubro de 2026 pelo juiz Eduardo Palma Pellegrinelli, titular da 12ª Vara da Família e das Sucessões do Foro Central Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), em ação sob segredo de Justiça referente ao sustento de um filho do historiador, de 45 anos, que é pessoa com deficiência (PCD) e está sob os cuidados da mãe. A determinação estabelece o recolhimento pelo prazo de 30 dias, prorrogável por igual período, e autorizou o ingresso de agentes na residência do devedor, inclusive mediante arrombamento de portas e fechaduras, caso necessário.

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Policiais civis cumpriram diligências de busca em dois endereços vinculados ao comentarista político, um deles situado no bairro de Higienópolis, na região central da capital paulista, e outro no município de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Como não foi encontrado pelas equipes nos locais indicados, ele passou a ser considerado foragido pelas autoridades.

Marco Antonio Villa contesta cobrança mensal de R$ 40 mil em nota oficial

Na sexta-feira (16), o historiador divulgou uma nota oficial nas redes sociais para rebater os valores exigidos no processo e relatar que a sentença judicial impõe o repasse mensal de 20 salários mínimos à ex-esposa e a um dos filhos, somado ao custeio do plano de saúde de ambos, obrigação que segundo ele ultrapassa R$ 40.000,00 por mês em valores atuais. “Infelizmente, nunca tive condições financeiras para arcar com essa quantia desarrazoada. Não sou milionário, mas sim uma pessoa assalariada que labuta arduamente todos os dias”, afirmou Marco Antonio Villa no comunicado.

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No mesmo pronunciamento, ele sustentou ser alvo de uma cobrança desproporcional que tenta reverter nos tribunais. “Já paguei quase R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais) à ex-esposa da qual há muito me separei e ao meu querido filho (que embora conte 45 anos, em razão de suas fragilidades, vem sendo pela mãe contra mim orquestrado)”, declarou o professor.

Patrimônio declarado por Marco Antonio Villa caiu de R$ 1,3 milhão para zero

A declaração de ausência de bens entregue por Villa à Justiça Eleitoral em 2026 contrasta com o registro apresentado quatro anos antes. Nas eleições de 2022, o candidato havia informado ao TSE possuir um patrimônio total de R$ 1,3 milhão, composto por dois imóveis no estado de São Paulo: um apartamento localizado no Jardim Paulista, na capital, e uma casa no município litorâneo de Peruíbe.

Em sua manifestação pública, o comentarista justificou o esvaziamento patrimonial afirmando que precisou se desfazer da casa no litoral e do imóvel residencial na capital, além de consumir todas as economias e contrair empréstimos bancários para quitar quase R$ 1,5 milhão em pensões. “Após ter liquidado literalmente meu patrimônio acima mencionado e me compelido a contrair dívidas onerosas, pretende-se, agora, liquidar aquilo que me é mais caro: minha saúde, minha honra e minha liberdade de ir e vir”, disse Villa, acrescentando que confia na reversão da medida judicial.

Até a tarde deste sábado (17), o paradeiro de Marco Antonio Villa permanecia desconhecido pela Polícia Civil, e a defesa ou a ex-esposa do historiador não haviam se manifestado publicamente sobre o teor da nota divulgada por ele.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2011. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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