PlayStation 5 e PS5 Pro têm falha explorada pela ferramenta Relapse 13.60 em versões até a compilação 13.60

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PS5 - Roman Kosolapov / shutterstock.com Foto: PS5 - Roman Kosolapov / shutterstock.com

A comunidade de modificações disponibilizou publicamente a ferramenta de exploração Relapse 13.60, abrindo caminho para o destravamento de unidades do PlayStation 5 e do PS5 Pro equipadas com edições recentes do software de sistema. O método viabiliza a instalação de emuladores, alterações personalizadas e softwares sem assinatura oficial em videogames da Sony Interactive Entertainment que estejam operando entre as compilações 7.00 e 13.60 do programa interno.

Com a publicação da sequência de falhas em 29 de setembro de 2026, profissionais e analistas do setor de proteção digital rapidamente avaliaram a dimensão da brecha descoberta nos aparelhos. Lance McDonald, que atua de forma independente como modder e pesquisador de segurança, validou o alcance técnico do procedimento recém-lançado. “Um novo jailbreak para PlayStation 5 acabou de sair. Todo console PS5 agora pode ser desbloqueado, exceto aqueles atualizados na última semana. Enorme”, declarou, em tradução livre.

Como a cadeia de vulnerabilidades contorna as proteções do Orbis OS

Para superar os mecanismos de defesa projetados pela Sony Interactive Entertainment, o recurso recém-divulgado combina diferentes brechas em sequência no ambiente do aparelho. O primeiro passo do processo atinge os motores WebKit e JavaScriptCore presentes no navegador de internet nativo do console, rompendo a camada de contenção de memória restrita àquela aplicação específica. Superada essa barreira inicial, o código aciona uma condição de corrida diretamente no núcleo (kernel) do Orbis OS — o sistema operacional do videogame estruturado sobre a base do FreeBSD — e conquista autorização irrestrita para ler e gravar dados na memória protegida da máquina.

PS5 PlayStation 5 Sony - Divulgação
Foto: PS5 PlayStation 5 Sony – Divulgação

Apesar do acesso profundo obtido durante a execução, o método não grava modificações permanentes nos componentes de armazenamento da placa-mãe do PlayStation 5. Por se tratar de uma alteração temporária, o proprietário do videogame precisa repetir todo o processo sempre que ligar ou reiniciar o equipamento, visto que o corte de energia devolve o sistema às configurações originais protegidas de fábrica. Enquanto o destravamento está ativo, o aparelho libera a porta 9021 na rede local para receber a injeção manual de arquivos de código no formato ELF, a exemplo dos pacotes kstuff-lite e etaHEN, que garantem estabilidade na abertura de programas caseiros e rotinas adaptadas.

Versões de sistema atingidas pela brecha e detalhes de rede

Tanto a edição padrão do PlayStation 5 quanto o modelo PS5 Pro estão sujeitos à ação da ferramenta, desde que o sistema operacional permaneça na faixa vulnerável e não tenha recebido o pacote corretivo liberado pela empresa em meados de setembro de 2026. Aparelhos que são mantidos desconectados da rede mundial de computadores preservam as condições técnicas necessárias para a leitura e aplicação do procedimento.

  • Sistemas vulneráveis no PlayStation 5 e no PS5 Pro: edições de firmware situadas entre 7.00 e 13.60.
  • Atualização que neutraliza a brecha: versão 14.00 (compilação 26.06-14.00.00), disponibilizada em 16 de setembro de 2026.
  • Canal de comunicação local para envio de códigos ELF: porta de rede 9021.
  • Vetores combinados na invasão: vulnerabilidade no motor WebKit somada à condição de corrida no kernel baseado em FreeBSD.
  • Data de lançamento aberto da ferramenta: 29 de setembro de 2026.

Punições previstas nos contratos da fabricante e perda da PlayStation Network

Qualquer modificação na programação original do PlayStation 5 viola de maneira expressa as diretrizes contratuais estabelecidas pela empresa responsável pelo equipamento. As regras de utilização da Sony Interactive Entertainment preveem punições rigorosas contra usuários que realizem engenharia reversa, executem softwares não autorizados ou alterem arquivos internos de títulos comerciais. Nesses casos, a companhia detém o direito de excluir em definitivo o perfil do infrator na PlayStation Network (PSN) e de inutilizar o acesso online do próprio console ao bloquear a identificação física do aparelho, o que corta a conexão com partidas coletivas, serviços de rede e acervos de jogos comprados digitalmente.

A aplicação dessas restrições busca conter o uso de trapaças e adulterações em disputas pela internet, práticas que comprometem o equilíbrio das sessões voltadas a múltiplos jogadores. Além do risco de sanção direta, a própria natureza do procedimento afasta o usuário do ambiente conectado: como a falha exige a manutenção de um software antigo, quem decide permanecer na faixa vulnerável fica automaticamente impedido de acessar os servidores da Sony, que cobram a versão mais recente do sistema para liberar o login na PlayStation Network.

Histórico de segurança da plataforma e lançamento da atualização 14.00

Desde a sua chegada às lojas, o PlayStation 5 manteve barreiras de proteção consideradas difíceis de transpor, restringindo as tentativas anteriores de destravamento a versões muito iniciais do sistema operacional. A chegada do método Relapse até a compilação 13.60 muda esse quadro técnico, pois abre margem para a execução de lançamentos mais novos sem exigir que o proprietário atualize imediatamente o videogame. Paralelamente às descobertas no console físico, programadores seguem trabalhando em projetos de emuladores da plataforma destinados a computadores pessoais, buscando converter as instruções nativas do aparelho para outras arquiteturas e atingindo marcas de até 30 quadros por segundo nas baterias preliminares de testes.

A reação técnica da fabricante para fechar as portas utilizadas pelo método entrou em vigor em 16 de setembro de 2026, data em que a Sony deu início à liberação mundial do firmware 14.00, identificado pelo código de compilação 26.06-14.00.00. O pacote de atualização suprimiu as vulnerabilidades presentes no motor WebKit e eliminou a condição de corrida no núcleo do sistema operacional, impedindo que unidades atualizadas consigam rodar a cadeia do Relapse 13.60. Até o momento, a Sony Interactive Entertainment não divulgou nenhum comunicado oficial comentando a liberação pública da ferramenta de desbloqueio.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2011. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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