Metrô de SP libera Pix nas máquinas para a tarifa de R$ 5,40

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Metrô de São Paulo Foto: Metrô de São Paulo - Instagram/metrospoficial

Os passageiros do Metrô de São Paulo já podem utilizar o Pix para comprar bilhetes unitários com QR Code impressos na hora nas máquinas de autoatendimento das estações. A modalidade estreou nesta terça-feira (20) e atende uma rede estadual que transporta uma média diária de 3 milhões de pessoas.

A atualização tecnológica dos terminais é executada pela empresa Autopass, responsável pela operação dos equipamentos do sistema de bilhetagem TOP. O recurso será liberado de forma escalonada nas 71 estações e 78,2 quilômetros de extensão administrados diretamente pela companhia estadual até o dia 30 de outubro de 2026.

Cronograma de ativação do Pix nas linhas do Metrô de São Paulo

O processo de configuração dos terminais de autoatendimento foi dividido por ramais para garantir a adaptação gradual do sistema nas estações estaduais. Nas linhas de trens metropolitanos, como a 10-Turquesa, 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, operadas pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e por concessionárias, o pagamento instantâneo já operava desde o primeiro semestre e o mês de julho de 2026.

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  • Linha 1-Azul: ativação iniciada na terça-feira (20), com conclusão em todas as máquinas até quinta-feira (22);
  • Linha 2-Verde: configuração dos equipamentos na sexta-feira (23) e conclusão na segunda-feira (26);
  • Linha 3-Vermelha: habilitação do sistema na terça-feira (27) e término na quarta-feira (28);
  • Linha 15-Prata: implantação nos terminais na quinta-feira (29) e finalização em 30 de outubro de 2026.

Tarifas vigentes e canais de compra de passagens no Metrô de São Paulo

Para os usuários que circulam diariamente pelas 105 estações e 116 quilômetros de toda a malha metroviária da capital paulista, que registra média de 4,3 milhões de passageiros por dia, a rede dispõe de diferentes meios de acesso e valores tarifários. O Bilhete Unitário QR Code custa R$ 5,40 e vale para uma viagem no sistema sobre trilhos. Já para quem utiliza o Bilhete Único Comum na integração entre os trens e os ônibus municipais de São Paulo, a tarifa total é de R$ 8,34, enquanto a integração na modalidade Vale-Transporte tem o valor fixado em R$ 10,28.

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Além das máquinas de autoatendimento nas estações, a aquisição do bilhete digital QR Code pode ser feita nos guichês físicos, pelo aplicativo TOP (disponível para os sistemas Android e iOS) e pelo WhatsApp oficial no número (11) 3777-9456. Os bloqueios das estações seguem aceitando os cartões físicos Bilhete Único e TOP, bem como o pagamento por aproximação diretamente nas catracas com cartões de crédito e débito, tanto físicos quanto virtuais em celulares e relógios inteligentes, modalidade iniciada em dezembro de 2025 e expandida em setembro de 2026 para todas as catracas das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata.

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Aposentadoria do bilhete magnético Edmonson após 52 anos no Metrô de São Paulo

A expansão dos pagamentos digitais antecede a desativação definitiva do bilhete magnético do tipo Edmonson, o tíquete de papel com tarja preta criado no século XIX pelo inglês Thomas Edmondson para o setor ferroviário. Adotado no Brasil desde o início da operação comercial do Metrô de São Paulo, em 14 de setembro de 1974, no trecho entre Jabaquara e Vila Mariana, o modelo deixará de funcionar após 52 anos de uso contínuo em uma rede que já acumulou mais de 35 bilhões de passageiros transportados. A aposentadoria ocorre por conta da obsolescência do sistema de leitura e da falta de peças de reposição no mercado.

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A produção dessas unidades magnéticas, que medem 6,5 por 3 centímetros e eram fabricadas pela Casa da Moeda, já havia sido encerrada em 2021, mas a companhia manteve a venda do estoque remanescente nos últimos anos enquanto fazia a transição para o QR Code. Os passageiros que ainda possuem o bilhete Edmonson poderão utilizá-lo nas catracas somente até o dia 31 de outubro de 2026; a partir de 1º de novembro de 2026, o acesso com o papel magnético será bloqueado, abrindo-se um prazo entre novembro de 2026 e janeiro de 2027 para a substituição das unidades guardadas em postos de troca.

Ainda não há datas definidas para o início do funcionamento do pagamento via Pix nas máquinas de autoatendimento das linhas privadas 4-Amarela e 5-Lilás. O Metrô de São Paulo também não confirmou até o momento os endereços exatos dos postos de atendimento nem o procedimento detalhado para a troca dos bilhetes magnéticos Edmonson remanescentes, informando apenas que divulgará os locais posteriormente.

Carolina Costa é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2019. Formação: Administração

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