Prêmio Literário Biblioteca Nacional paga R$ 30 mil em 13 categorias

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Diversidade e direitos humanos entre os vencedores do Prêmio Literário Biblioteca Nacional Foto: Diversidade e direitos humanos entre os vencedores do Prêmio Literário Biblioteca Nacional

A Fundação Biblioteca Nacional (FBN), órgão vinculado ao Ministério da Cultura (MinC), divulgou no Rio de Janeiro, na terça-feira (20), os vencedores do Prêmio Literário Biblioteca Nacional 2026. O primeiro colocado de cada uma das 13 categorias do edital recebe o valor em dinheiro de R$ 30.000,00.

Entre os ganhadores estão a poeta e escritora Adélia Prado, a escritora Maria Valéria Rezende e o líder indígena e autor Raoni Mẽtyktire. Ao comentar os resultados, o presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Marco Lucchesi, afirmou: “São prêmios que contemplam a produção literária brasileira mas que também dão testemunho da riqueza do acervo da Biblioteca Nacional”.

Diversidade e direitos humanos entre os vencedores do Prêmio Literário Biblioteca Nacional
Foto: Diversidade e direitos humanos entre os vencedores do Prêmio Literário Biblioteca Nacional

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Vencedores de Poesia, Conto, Romance e Crônica no Prêmio Literário Biblioteca Nacional

A categoria Poesia, identificada como Prêmio Alphonsus de Guimaraens, teve como primeiro colocado o livro “O jardim das oliveiras”, de Adélia Prado, da Editora Record. Publicada em 2025, a obra reúne 105 poemas escritos em diferentes momentos da trajetória da autora, que completou 90 anos em dezembro de 2025. O segundo lugar da disputa ficou com “Boris e Marina”, de Alberto Martins (Grupo Companhia das Letras), e o terceiro com “Os mortos”, de Paulo Franchetti (Ateliê Editorial). Já na categoria Romance, correspondente ao Prêmio Machado de Assis, a escritora Paulliny Tort venceu com “Os imortais” (Editora Fósforo), narrativa sobre um clã de neandertais que atravessa um território hostil e adota uma criança sapiens. Lourenço Mutarelli ficou em segundo lugar com “Masuaki e/ou Não deixe os cachorros latirem sozinhos” (Grupo Companhia das Letras), seguido por Renata Belmonte, em terceiro, com “Piscinas russas” (Tusquets Editores).

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Na categoria Conto (Prêmio Clarice Lispector), a vitória foi de “Recapitulações”, da escritora Maria Valéria Rezende (Editora 34). “Uma ótima surpresa, eu não esperava. Eu nem sabia que estava escrita e já é a segunda vez que isso me acontece. Só tenho a agradecer aos meus leitores, e que se divirtam com o meu livro Recapitulações. Muito obrigada aos meus leitores”, disse Maria Valéria Rezende. O segundo lugar de Conto foi para “Mulheres que amam assombradas”, de Sandra Liss (Editora Litteralux), e o terceiro para “A escuridão do ventre”, de Clara Arreguy (Outubro Edições). Estreante na edição de 2026, a categoria Crônica (Prêmio João do Rio) premiou em primeiro lugar o artista e escritor DJ Dolores por “Lugares para chorar no Recife e outros” (Seja Breve Edições), com Cidinha da Silva em segundo por “Só bato em cachorro grande, do meu tamanho ou maior que eu” (Editora Rosa dos Tempos) e Maria Ribeiro em terceiro por “Não sei se é bom, mas é teu” (Editora Record).

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Tradição oral, ensaios e demais categorias do Prêmio Literário Biblioteca Nacional

Na disputa de Histórias de Tradição Oral (Prêmio Akuli), o primeiro lugar ficou com “Memórias do cacique”, de Raoni Mẽtyktire (Grupo Companhia das Letras), seguido por “A travessia de N’Koko”, de André Girardo (Editora Iluminuras), em segundo, e “A origem do milho kurâ – Anji-Itabienly”, de Eric Timóteo Iwyrâkâ Kamikiawa (PeraBook Editora), em terceiro. “Foi justamente para contemplar a história oral, essa grande produção que vai atravessando o país nas terras quilombolas, nas aldeias indígenas e terras ribeirinhas. O Prêmio Akuli foi uma espécie de antena necessária para captar o que está acontecendo no nosso país”, declarou Marco Lucchesi.

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O jornalista e escritor Leonencio Nossa conquistou o primeiro lugar em Ensaio Literário (Prêmio Mário de Andrade) com “João Guimarães Rosa, biografia” (Editora Nova Fronteira), superando “Exílio como forma: Gonçalves Dias e o dilema brasileiro”, de João Cezar de Castro Rocha (Autêntica Editora), em segundo, e “Crítica insubmissa”, de Beatriz Resende (Mapa Lab), em terceiro. Em Ensaio Social (Prêmio Sérgio Buarque de Holanda), a historiadora e autora Ynaê Lopes dos Santos venceu com “Irmãs do Atlântico: escravidão e espaço urbano no Rio de Janeiro e em Havana (1763-1843)” (Editora Civilização Brasileira), enquanto Felipe Loureiro ficou em segundo com “Olhares ianques: a ditadura brasileira nos arquivos norte-americanos” (Grupo Companhia das Letras) e Nei Lopes em terceiro com “Dicionário de direitos humanos e afins” (Editora Civilização Brasileira).

As outras seis categorias contemplaram produções gráficas, infantojuvenis e traduções. Em Histórias em Quadrinhos (Prêmio Adolfo Aizen), venceram Luís Moreira Gonçalves e Felipe Parucci com “Dormindo entre Cadáveres” (Comix Zone), seguidos por Magô Pool com “Segue o baile” (Veneta) em segundo e Pablito Aguiar com “Água até aqui: histórias de luta, sobrevivência e recomeço na maior tragédia climática do Rio Grande do Sul” (Arquipélago Editorial) em terceiro. Na categoria Ilustração (Prêmio Carybé), o primeiro lugar foi para “O muiraquitã: uma proteção ancestral”, de Mauricio Negro (PeraBook Editorial), o segundo para “A árvore solitária”, de Rodrigo Mafra (PeraBook Editorial), e o terceiro para “Velho sertão”, de Marcelo Tolentino (Editora Pequena Zahar). Marcelo Tolentino também figurou em Literatura Infantil (Prêmio Sylvia Orthof), dividindo o terceiro lugar com a autora Fernanda Rios pelo mesmo livro “Velho Sertão”, em uma disputa vencida por “Gavião”, de Lulu Lima (Editora Mil Caramiolas), com “Eletricista”, de Augusto Massi e Daniel Kondo (Elo Editora), na segunda posição.

Em Literatura Juvenil (Prêmio Glória Pondé), o primeiro lugar foi para “U-507”, de Roger Mello (Global Editora), o segundo para “Ocupado!”, de Paula Fábrio (Editora FTD), e o terceiro para “A história dos nossos amores”, de Severino Rodrigues (Editora Globo). Na categoria Projeto Gráfico (Prêmio Aloísio Magalhães), os designers Paulo André Chagas, Gabriela Marques de Castro e Gustavo Marchetti conquistaram tanto o primeiro lugar, com “Verena Smit – Entre a palavra e a imagem” (Editora WMF Martins Fontes), quanto o segundo lugar, com “Arquitetura do Estado de Trânsito” (Editora Machado), ficando o terceiro posto com “Excelsior”, de Luciana Facchini (Ubu Editora). Por fim, em Tradução (Prêmio Paulo Rónai), venceu Natália T.M. Okabayashi pela tradução de “Sem despedidas”, de Han Kang (Todavia), seguida em segundo lugar por Henrique Provinzano Amaral com “O contador, a noite e o balaio”, de Patrick Chamoiseau (Editora 34), e em terceiro por Camila de Moura com “Eurídice e outros poemas”, de Hilda Doolittle (Círculo de Poemas).

Datas e recorde de 3.389 inscritos no Prêmio Literário Biblioteca Nacional

O Prêmio Literário Biblioteca Nacional não cobra taxa de inscrição e paga o mesmo valor financeiro para todas as 13 categorias, avaliadas por comissões julgadoras formadas por três especialistas em cada área, que analisam qualidade literária, originalidade, contribuição à cultura nacional e excelência da tradução ou projeto gráfico. A data exata da cerimônia presencial de entrega dos troféus na sede da instituição ainda não foi confirmada.

  • 1994 — Criação do Prêmio Literário Biblioteca Nacional, com concessão anual e primeira outorga realizada em 1995.
  • 2023 — Início da gestão do presidente Marco Lucchesi, período em que foram criadas as categorias Histórias de Tradição Oral, Ilustração, Histórias em Quadrinhos e Crônica.
  • 23 de março de 2026 — Anúncio da criação da 13ª categoria do edital, o Prêmio João do Rio, dedicado a livros de crônicas.
  • 13 de agosto de 2026 — Divulgação da lista de 2.149 obras habilitadas após verificação das regras do edital, a partir de um recorde de 3.389 livros inscritos.
  • 20 de outubro de 2026 — Divulgação oficial dos vencedores das 13 categorias, realizada às 13h49 (horário de Brasília).

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2011. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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