Carla Perez completa 30 anos da estreia na Playboy com cachê milionário

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Carla Perez - Instagram/carlaperez Foto: Carla Perez - Instagram/carlaperez

A ex-dançarina do grupo É o Tchan e apresentadora Carla Perez completa, em 21 de outubro de 2026, 30 anos desde a sua estreia na capa da revista Playboy. Publicada originalmente em outubro de 1996, na edição de número 255, a revista registrou a venda auditada de 778.026 exemplares (aproximadamente 800 mil cópias) e rendeu à artista um faturamento total superior a R$ 1 milhão.

A alta procura nas bancas exigiu que a Editora Abril realizasse novas impressões para repor os estoques esgotados em todo o país. Para fechar o contrato no auge da fama como a “Loira do Tchan”, a dançarina baiana negociou um cachê fixo base de R$ 750 mil, valor que superou a marca milionária após a soma da participação percentual sobre as vendas da edição.

Bastidores de Carla Perez em Miami e fotos trancadas em cofre

A produção da primeira capa de Carla Perez teve a cidade de Miami, nos Estados Unidos, como cenário. A escolha internacional ocorreu para dar status ao trabalho e garantir privacidade à ex-integrante do É o Tchan, que tinha poucos dias de folga diante da rotina intensa de shows e gravações em programas de televisão no Brasil.

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O fotógrafo JR Duran foi o responsável pelos cliques da edição de outubro de 1996. Como a dançarina demonstrava timidez no início dos trabalhos com a câmera, o profissional sugeriu que a equipe colocasse para tocar a música “Na Boquinha da Garrafa”, sucesso do grupo baiano. O recurso fez com que a modelo se soltasse e reproduzisse passos da coreografia original durante as fotos, buscando um resultado natural.

Por exigência contratual, imagens mais explícitas foram vetadas da publicação devido à grande quantidade de fãs mirins que acompanhavam a carreira da artista. Para impedir a descoberta prévia do local do ensaio e evitar o vazamento do material antes do lançamento oficial, a editora montou uma operação de segurança máxima na gráfica, enquanto as fotografias prontas permaneceram trancadas dentro de um cofre na redação da revista.

Playboy de Carla Perez de 1996 - Reprodução
Foto: Playboy de Carla Perez de 1996 – Reprodução

Números, datas e edições de Carla Perez na Playboy

A trajetória da apresentadora na publicação da Editora Abril incluiu outras duas capas lançadas até o fim da década de 1990 e início dos anos 2000. Os dados consolidados das participações e do contrato de estreia reúnem as seguintes marcas:

  • Edição nº 255 (outubro de 1996): estreia fotografada por JR Duran em Miami, nos Estados Unidos, com 778.026 exemplares vendidos.
  • Cachê de outubro de 1996: base fixa de R$ 750 mil somada à participação nas vendas, totalizando mais de R$ 1 milhão recebidos pela artista.
  • Edição nº 273 (abril de 1998): segundo ensaio da dançarina, com fotos feitas no Pelourinho, em Salvador, e cobertura exibida pelo programa Fantástico.
  • Edição nº 305 (dezembro de 2000): terceira e última capa da baiana na revista, produzida em um ensaio temático de Natal ao lado de um Papai Noel.

Posição de Carla Perez no ranking histórico da Playboy nos anos 1990

O desempenho comercial da edição de outubro de 1996 colocou Carla Perez na 9ª posição entre as revistas mais vendidas da história da Playboy no Brasil. A década de 1990 concentrou as maiores tiragens da publicação no país, período em que a revista esteve sob a direção de Ricardo Setti, entre 1994 e 1999.

Na lista histórica das dez maiores vendagens nacionais, o primeiro lugar pertence a Joana Prado, conhecida como a Feiticeira, cuja edição de dezembro de 1999 vendeu 1.247.000 exemplares ela também ocupa o oitavo posto com a capa de agosto de 2000, que teve 804.866 cópias comercializadas. Suzana Alves, a Tiazinha, aparece na segunda colocação com 1.223.000 revistas vendidas em março de 1999 e na sétima posição em março de 2000, com 828.627 unidades. O terceiro lugar geral é de Adriane Galisteu, que atingiu 961.527 exemplares em agosto de 1995.

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Outras duas dançarinas que integraram o grupo É o Tchan na década de 1990 também figuram acima da marca de outubro de 1996 no ranking histórico da editora. Scheila Carvalho ocupa a quarta posição com a edição individual de fevereiro de 1998, que registrou 845.168 cópias vendidas, e divide o quinto lugar com Sheila Mello no ensaio conjunto publicado em setembro de 1999, responsável pela venda de 838.206 exemplares nas bancas brasileiras.

Beatriz Lima é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024.

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