Google Chrome ganha alertas contra sites suspeitos com IA

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Google Chrome - Piotr Swat / Shutterstock.com Foto: Google Chrome - Piotr Swat / Shutterstock.com

O navegador Google Chrome recebeu na terça-feira (20) três novas camadas de proteção contra golpes virtuais dentro do modo opcional Proteção Reforçada (Enhanced Protection, no nome original em inglês) da ferramenta Navegação Segura. O pacote anunciado pelo Google em Mountain View, na Califórnia, Estados Unidos, amplia a barreira de defesa usada por mais de 1 bilhão de pessoas com alertas intermediários para sites suspeitos, detecção de fraudes via modelo de inteligência artificial Gemini em nuvem e bloqueio contra ataques de engenharia social do tipo ClickFix.

A principal mudança visual para quem navega tanto em computadores quanto em celulares é a divisão dos avisos de segurança em dois patamares distintos, separando páginas suspeitas de endereços confirmados como perigosos. “Os alertas de sites suspeitos notificam os usuários quando uma página exibe padrões enganosos comumente associados a sites maliciosos conhecidos. Ao adaptar a interface de aviso dessa maneira, conseguimos expandir com segurança nossa cobertura para exibir um volume maior de alertas de proteção”, informou o Google, em tradução livre, em comunicado oficial.

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Como funcionam os dois níveis de alerta no Google Chrome

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Foto: inteligência artificial – tadamichi/Shutterstock.com

A nova classificação da Navegação Segura diferencia o grau de certeza que o sistema do Google tem sobre o risco de prejuízo em cada endereço acessado pelo usuário. Até a atualização de 20 de outubro de 2026, o navegador concentrava a resposta visual na tela vermelha de bloqueio total para ameaças confirmadas.

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Quando o algoritmo identifica que uma página apresenta padrões semelhantes aos de links usados para roubo de dados (phishing) ou instalação de programas maliciosos (malwares), mas ainda tem um veredito de menor confiança, o Chrome classifica o endereço como site suspeito. Nesses casos, o navegador exibe um pop-up discreto com ícone de escudo diretamente na barra de endereços, chamada tecnicamente de Omnibox, sem cobrir a tela inteira e mantendo visíveis os elementos da página. O usuário recebe duas opções de botão diretamente no aviso: marcar o endereço como seguro (“Mark as safe”) ou voltar à segurança (“Back to safety”).

Já os sites classificados como perigosos são aqueles em que a inteligência artificial e os sistemas do Google atingem alta confiança sobre o alto risco de dano, como lojas falsas comprovadas ou páginas com arquivos contaminados. Para esses casos, o navegador mantém o tradicional alerta vermelho que ocupa toda a interface, esconde o conteúdo do site e exige etapas adicionais caso a pessoa ainda decida prosseguir.

Detecção de fraudes no Chrome migra para o modelo Gemini em nuvem

Além da mudança nos avisos visuais, o Google alterou a arquitetura de inteligência artificial responsável por inspecionar as páginas em tempo real para todos os usuários com a Proteção Reforçada ativada. A verificação deixou de depender apenas do modelo executado localmente no aparelho do usuário (on-device) e passou a operar em um modelo mais potente do Gemini instalado diretamente nos servidores da empresa (server-side). Com o processamento em nuvem, o navegador passou a identificar modalidades de fraude que escapavam da triagem local, incluindo alertas de falsos antivírus e avisos fraudulentos de atualização do próprio navegador.

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“Esse modelo avalia o conteúdo da página para analisar indicadores essenciais, como a marca representada, a intenção da página e uma pontuação de probabilidade de golpe, fornecendo os dados detalhados de ameaças necessários para identificar sites enganosos. A Navegação Segura considera então a análise do Gemini, em combinação com a reputação do domínio e outros sinais de segurança, para gerar um veredito final”, declarou o Google no comunicado.

Para evitar a coleta indiscriminada de dados de navegação durante a análise nos servidores, a empresa estabeleceu travas no envio de informações pela rede. “O Chrome minimiza a quantidade de dados compartilhados com o servidor ao analisar apenas o texto da página quando um site exibe indicadores de golpe de alta confiança. E sempre que o conteúdo da página é enviado para fora do dispositivo, ele é processado de forma efêmera o que significa que nunca é registrado, retido ou usado para treinar modelos”, afirmou a companhia.

Bloqueio de ataques ClickFix e dados técnicos da atualização do Chrome

A terceira frente anunciada pelo Google mira os ataques conhecidos no setor de segurança digital como ClickFix. Nessa modalidade de engenharia social, páginas maliciosas exibem um erro falso na tela e tentam convencer a vítima a copiar e executar manualmente comandos de texto em ferramentas internas do sistema operacional, como o PowerShell ou o Prompt de Comando, ação que instala programas invasores sem que o usuário perceba.

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Os dados e requisitos do pacote de segurança liberado pelo Google para o navegador reúnem os seguintes parâmetros:

  • Data do anúncio oficial: 20 de outubro de 2026, em Mountain View, Califórnia (EUA).
  • Sistemas compatíveis: versões do Google Chrome para computadores (desktop) e dispositivos móveis.
  • Requisito de funcionamento: ativação manual do modo opcional Proteção Reforçada (Enhanced Protection) nas configurações da Navegação Segura.
  • Nível de proteção adicional: 10 vezes mais segurança contra phishing, engenharia social, abuso de notificações e outros golpes em comparação ao modo de Proteção Padrão, segundo métricas do Google.
  • Alcance da ferramenta: mais de 1 bilhão de usuários com a Proteção Reforçada ativada, conforme balanço divulgado pela empresa em 2025.

Evolução da Proteção Reforçada no Chrome desde 2020

O pacote anunciado em outubro de 2026 dá sequência a uma série de mudanças iniciada em 2020, ano em que o Google lançou originalmente o modo Proteção Reforçada na Navegação Segura do Chrome como uma camada opcional mais rigorosa que o filtro padrão. A própria divisão dos alertas de páginas web em dois níveis suspeito e perigoso repete o sistema de classificação em duas etapas que a empresa já havia implementado anteriormente para os avisos de downloads de arquivos potencialmente nocivos no navegador.

No campo da inteligência artificial, o uso do Gemini contra fraudes no navegador havia começado em maio de 2025, quando o Google incorporou o modelo local Gemini Nano (executado diretamente no dispositivo) em aparelhos compatíveis, com foco inicial restrito à detecção de golpes de falso suporte técnico. Com a migração para os servidores, as novas defesas de IA e os alertas na barra de endereços passam a funcionar automaticamente para quem mantém a Proteção Reforçada habilitada no computador ou no celular.

Bruna Santos é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve e colabora para o portal desde 2024. Formação: Professora.

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