Google Fotos garante 15 GB na nuvem e desafoga iPhone e Android

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Google Fotos Foto: Google Fotos -sdx15 / Shutterstock.com

Proprietários de smartphones equipados com os sistemas Android e iPhone contam com três recursos integrados aos aparelhos para recuperar gigabytes de memória física sem a necessidade de excluir registros da galeria. O procedimento técnico combina a remoção de programas ociosos, a faxina seletiva de vídeos acumulados no WhatsApp e a transferência de arquivos fotográficos para os servidores do Google Fotos ou do iCloud.

Conforme diretrizes técnicas apresentadas no sábado (17) pelo especialista Tomás Cascão, o esgotamento da capacidade interna dos telefones resulta na maioria dos casos da retenção invisível de dados temporários, clipes recebidos em bate-papos e softwares instalados sem uso frequente. A aplicação conjunta dessas três rotinas de manutenção restaura o espaço livre do sistema operacional antes que o consumidor precise descartar fotografias pessoais de forma definitiva.

Remoção de programas sem uso e limpeza de downloads no iOS e Android

O passo inicial para desafogar o aparelho exige localizar quais softwares instalados ocupam a maior proporção do armazenamento físico. Nos modelos de iPhone, a plataforma da Apple disponibiliza uma função específica que desinstala somente o programa para devolver os megabytes ao telefone, mas preserva todos os documentos e configurações pessoais salvos pelo proprietário; após a operação, o atalho do aplicativo continua visível na Tela de Início com um ícone de nuvem ao lado, permitindo baixar o software novamente com um toque.

Fotos celular - leungchopan - shutterstock.com
Foto: Fotos celular – leungchopan – shutterstock.com

Para quem utiliza dispositivos com sistema Android, a orientação de manutenção consiste em apagar integralmente os aplicativos que permanecem fechados há várias semanas. Nos dois ecossistemas móveis, outra ação que devolve capacidade imediata ao hardware é o descarte de mídias salvas para reprodução sem acesso à rede em serviços de transmissão contínua, abrangendo álbuns musicais, capítulos de seriados e episódios de podcasts já consumidos.

Dentro do ambiente Android, o gerenciador nativo Files by Google — identificado como Ficheiros em determinadas marcas de aparelhos — conta com a seção “Arquivos duplicados”. Esse módulo varre as pastas do telefone em busca de documentos e imagens idênticas para que o dono do celular apague as cópias extras.

Exclusão seletiva de vídeos pesados e atualização de cópia no WhatsApp

A segunda frente de recuperação de espaço atua diretamente sobre o WhatsApp, plataforma que baixa e guarda por padrão arquivos de áudio, documentos e vídeos compartilhados em canais, grupos e conversas privadas. Tanto na versão para Android quanto no iOS, o aplicativo de mensagens possui uma tela dedicada que exibe na parte superior o total exato de memória ocupada e agrupa os itens pesados ou encaminhados repetidas vezes para agilizar o descarte coletivo.

Quando o objetivo é impedir que arquivos profissionais ou lembranças familiares sejam apagados por acidente durante a faxina automática, a conferência pode ser realizada de maneira individual dentro de cada grupo, canal ou bate-papo. Nessa tela específica da conversa, o sistema permite classificar todos os anexos recebidos por meio dos critérios “Maior”, “Mais recente” ou “Mais antiga”, facilitando a marcação exclusiva dos vídeos extensos que perderam a utilidade.

No instante em que uma mídia do WhatsApp é eliminada do telefone, os megabytes correspondentes retornam imediatamente ao armazenamento interno do dispositivo, porém o arquivo permanece registrado na nuvem até a próxima sincronização. Para atualizar esse registro externo de forma imediata, é necessário abrir o menu Configurações do mensageiro, acessar o setor Conversas e acionar a opção Backup de conversas.

Transferência da galeria para os 15 GB do Google Fotos e 5 GB do iCloud

A terceira etapa de otimização desloca o volume ocupado pelas imagens e gravações de vídeo para plataformas de armazenamento remoto. Dentro do aplicativo Google Fotos, basta selecionar o ícone de perfil da conta e tocar na ferramenta “Liberar espaço neste dispositivo” para que o programa remova da memória física do celular apenas os registros visuais que já tiveram a cópia de segurança finalizada nos servidores online. Cada Conta do Google disponibiliza gratuitamente 15 GB de espaço total na nuvem, cota dividida simultaneamente entre os arquivos do Google Fotos, os documentos do Google Drive e as mensagens do Gmail.

Durante a execução desse comando em celulares Android, no iPhone ou em tablets iPad, as fotografias e filmagens registradas em um período inferior a 30 dias podem continuar guardadas no próprio aparelho para consulta rápida, ao passo que os arquivos mais antigos ficam retidos somente no acervo virtual. O procedimento exige atenção redobrada para acionar apenas o botão “Liberar espaço neste dispositivo” e nunca o símbolo de lixeira comum, já que a exclusão manual direta dentro da tela principal do Google Fotos elimina a imagem tanto do telefone quanto da cópia salva na nuvem. Quando a cota online se aproxima do limite, o próprio painel de gerenciamento do serviço ajuda a identificar capturas de tela, imagens desfocadas e vídeos longos que consomem a franquia.

Depois que as cópias locais são apagadas pela ferramenta automática do Google Fotos, as imagens saem do aplicativo de galeria original do celular e deixam de abrir quando o aparelho está desconectado da internet, exigindo acesso conectado pelo aplicativo Google Fotos ou pelo navegador no endereço oficial da plataforma. Nos aparelhos da Apple, a devolução real dos gigabytes após o uso de limpadores ou da exclusão local depende de um passo extra: o usuário precisa abrir o aplicativo nativo Fotografias, entrar na pasta “Apagados” — também listada como “Eliminados recentemente” em versões do sistema — e esvaziar a lixeira manualmente. Em conjunto, proprietários de dispositivos da marca contam com 5 GB gratuitos iniciais no iCloud e podem ligar o ajuste “Otimizar Armazenamento do iPhone”, recurso que envia os arquivos originais em alta definição para os servidores da Apple e mantém no aparelho apenas miniaturas leves que reduzem o espaço consumido pela galeria para uma faixa entre 10% e 15% do volume original.

Para aplicar cada uma das três etapas de limpeza nos diferentes sistemas operacionais, o usuário deve seguir as rotas de navegação nos menus de configuração listadas a seguir:

  • Consulta de memória no iPhone: abrir o aplicativo Ajustes (ou Definições), entrar na aba Geral e tocar em Armazenamento do iPhone para visualizar o gráfico de espaço livre no topo e a relação de programas ordenados pelo peso.
  • Desinstalação automática no iOS: acessar Ajustes, entrar na seção Apps, selecionar App Store e ligar o botão “Desinstalar Apps Não Usados” — atalho que também aparece dentro do caminho Ajustes, Geral e Armazenamento do iPhone.
  • Consulta de memória no Android: entrar no aplicativo Configurações (ou Definições) do aparelho e tocar diretamente no menu Armazenamento.
  • Central de faxina do WhatsApp: abrir o menu Configurações (ou Definições) na tela do próprio mensageiro, selecionar Armazenamento e dados e tocar na ferramenta Gerenciar armazenamento.
  • Remoção de cópias já salvas no Google Fotos: iniciar o aplicativo, tocar sobre a imagem de perfil da conta localizada na borda superior da tela e acionar o comando “Liberar espaço neste dispositivo”.
  • Otimização de galeria pelo iCloud no iOS: abrir Ajustes, tocar no nome do usuário no topo, selecionar iCloud, entrar em Fotos e marcar a opção “Otimizar Armazenamento do iPhone”.

Carolina Costa é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2019. Formação: Administração

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