Ivo Vel Kos sai da prisão após Justiça revogar preventiva em SP

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Empresário Ivo Vel Kos - Reprodução/Redes sociais Foto: Empresário Ivo Vel Kos - Reprodução/Redes sociais

A revogação da prisão preventiva do empresário do setor financeiro Ivo Vel Kos, de 48 anos, resultou na saída dele da Penitenciária de Potim II, no interior de São Paulo, na noite de quarta-feira (21). Ele permaneceu detido por cerca de 2 meses e responde como réu pelos crimes de lesão corporal e ameaça contra a cirurgiã-dentista Giulia Melo Falcão Vel Kos, de 27 anos.

A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) confirmou em nota oficial nesta quinta-feira (22) que o réu deixou a unidade prisional em cumprimento à decisão judicial. Após a soltura, Ivo Vel Kos publicou uma foto nas redes sociais ao lado do filho, declarou ter tido a vida sequestrada injustamente e escreveu: “Estou de volta ao lado do maior amor da minha vida”. A ex-mulher do empresário manifestou-se afirmando confiar na Justiça.

Quais são as datas e medidas do processo contra Ivo Vel Kos?

A Vara do Foro Central de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher analisa o processo, que teve início em agosto de 2026 após uma ocorrência no bairro de Pinheiros, na Zona Oeste da capital paulista. Na época em que a denúncia foi aceita, o juízo negou o pedido de prisão domiciliar e determinou restrições em favor da vítima. A cronologia do caso e os parâmetros fixados nos autos reúnem os seguintes registros:

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  • 14 de agosto de 2026, às 23h: horário em que começaram as agressões durante o retorno de um jantar em Pinheiros, estendendo-se para a madrugada de 15 de agosto de 2026.
  • 18 de agosto de 2026: data em que a Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público, tornou o empresário réu e fixou medidas protetivas de urgência.
  • 21 de outubro de 2026: dia em que o réu deixou a Penitenciária de Potim II após a revogação da prisão preventiva.
  • 22 de outubro de 2026: data da divulgação da nota oficial da SAP confirmando a saída do detento.

Além do acompanhamento das etapas processuais, a decisão judicial de agosto impôs regras restritivas de circulação e comunicação ao réu:

  • Distância mínima obrigatória: 300 metros em relação à vítima, à residência dela, ao local de trabalho e aos familiares.
  • Restrição de comunicação: proibição de manter qualquer tipo de contato com a ex-mulher, seja pessoalmente, por mensagens ou por intermédio de terceiros.

Acusação do Ministério Público contra Ivo Vel Kos e relato de Giulia Falcão

O episódio que levou à prisão ocorreu quando o casal voltava de um jantar em Pinheiros. Segundo o relato da vítima à polícia e ao Ministério Público de São Paulo (MPSP), o empresário desferiu socos no rosto e no corpo dela dentro do carro e, ao chegarem à residência, atingiu a mão direita dela com um taco de beisebol e a ameaçou com uma arma de choque elétrico. Sobre o episódio, a cirurgiã-dentista declarou: “Dessa vez, ele tentou me matar”. O laudo de exame de corpo de delito apontou lesões corporais de natureza leve, com edemas e equimoses no rosto, na região dos olhos e do nariz, além de ferimento na mão direita.

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A promotora de Justiça do MPSP Fabíola Sucasas, responsável pela denúncia, apontou que os relatos indicavam uma escalada de violência, com histórico anterior de agressões, ameaças de morte, controle, perseguição e episódios de enforcamento, sufocamento e estrangulamento. Em nota sobre a dinâmica do crime, o MPSP informou: “Quando ela tentou pedir socorro pelo celular, o aparelho foi retirado pelo acusado. Em seguida, ao tentar deixar o imóvel, a mulher sofreu ameaças de morte caso saísse da residência. Ela conseguiu fugir e pedir ajuda a vizinhos, que acionaram a Polícia Militar”.

Versão de Ivo Vel Kos em depoimento e andamento sob segredo de Justiça

Em depoimento prestado à polícia na época da detenção, Ivo Vel Kos negou ter agredido a esposa no veículo ou na residência e rejeitou o uso de taco de beisebol ou arma de choque, alegando que foi atacado por ela com socos e chutes após uma discussão. O MPSP, contudo, destacou a confissão parcial do empresário ao detalhar a base da acusação: “Para oferecer a denúncia, a promotoria considerou, além do relato da vítima, as lesões constatadas pelos policiais que atenderam a ocorrência, a admissão do próprio investigado de que havia dado um soco no rosto da mulher e os laudos periciais”.

Os fundamentos detalhados da decisão judicial que revogou a prisão preventiva em outubro de 2026 ainda não foram confirmados, pois o processo tramita sob segredo de Justiça, conforme declarou anteriormente o advogado de defesa de Ivo Vel Kos, Davi Gebara. A defesa do empresário ainda não apresentou um posicionamento atualizado sobre a soltura.

Jeronimo Santos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Marketing

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