Agentes da Polícia Civil de São Paulo cumpriram nesta quinta-feira (22) um mandado de busca e apreensão em uma distribuidora de bebidas suspeita de fornecer produtos falsificados em Guarulhos, na Grande São Paulo. A operação mobilizou 30 policiais civis para vistoriar as instalações da empresa e verificar a origem dos itens estocados para comercialização.
De acordo com o delegado Fernando David, da 3ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), o objetivo da ofensiva policial é interromper a venda de mercadorias irregulares no estado e responsabilizar criminalmente os responsáveis pelo esquema. “A atuação integrada permite verificar não apenas a procedência dos produtos, mas também as condições em que são armazenados e comercializados, protegendo a saúde do consumidor e combatendo práticas ilegais”, afirmou o delegado.
Órgãos envolvidos na operação em Guarulhos
Durante o cumprimento da ordem judicial em 22 de outubro de 2026, as equipes inspecionaram o local para avaliar as condições sanitárias de armazenamento, procurar sinais de adulteração nos vasilhames e conferir a documentação fiscal de todo o estoque encontrado. A força-tarefa reuniu diferentes esferas de fiscalização e especialistas do setor na vistoria do imóvel:
Saiba mais: Vigilância sanitária: Anvisa fortalece 36 anos do SUS com ações cruciais em saúde pública e combate a crises
- Local da vistoria: galpão industrial situado na Estrada Velha de Guarulhos, no bairro São Miguel, em Guarulhos (SP);
- Coordenação policial: 3ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), com o emprego de 30 policiais civis;
- Órgãos públicos estaduais: equipes da Vigilância Sanitária e auditores da Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo;
- Apoio técnico: peritos da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), entidade que representa os fabricantes do setor.
Polícia Civil apura uso de laranja e notas suspeitas
O trabalho de investigação que motivou a expedição do mandado judicial apontou que o estabelecimento comercial movimentava grandes volumes de bebidas utilizando notas fiscais com indícios de fraude. Além da suspeita sobre a documentação das cargas, a Polícia Civil de São Paulo identificou inconsistências nos registros cadastrais da distribuidora, o que indica a utilização de um laranja — pessoa interposta no contrato social para ocultar a identidade do verdadeiro proprietário do negócio.
Veja também: Cometa interestelar 3I/ATLAS concentra grande teor de metanol
Histórico do operador investigado desde 2025
Segundo as apurações policiais, o homem apontado como o real operador da distribuidora em Guarulhos é um empresário que já possui condenação na Justiça de Minas Gerais pelos crimes de lavagem de dinheiro, ocultação de bens e infrações tributárias. O mesmo investigado também passou a ser alvo de órgãos de fiscalização em outubro de 2025, sob a suspeita de integrar esquemas dedicados à adulteração de bebidas alcoólicas com o uso de metanol, substância química tóxica.
Confira também: Pouso emergencial de Boeing da Boliviana de Aviación mobiliza equipes em Guarulhos
Até a última atualização divulgada pelas autoridades, os nomes da distribuidora vistoriada e do empresário suspeito de controlar o galpão não haviam sido informados oficialmente. A Polícia Civil de São Paulo também não detalhou o balanço final de produtos eventualmente apreendidos ou interditados no endereço.
