A Prefeitura de Boa Vista e o Governo Federal entregaram 136 moradias do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida na quinta-feira (22), na zona Oeste da capital de Roraima. O lote atende famílias de baixa renda enquadradas na Faixa 1, com ganho bruto mensal de até R$ 2.850,00, e marca a primeira entrega de imóveis na atual gestão municipal.
A cerimônia oficial de entrega das chaves ocorreu no Residencial Laura Moreira I, localizado no bairro Laura Moreira. O evento contou com a participação do secretário nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Augusto Rabelo, e da secretária municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Nathália Cortez. “São 136 famílias hoje realizando o sonho da casa própria, que têm um local seguro e acolhedor para criar seus filhos, viver seus sonhos e construir histórias e memórias. A gente fica muito feliz com essa entrega. São pessoas que aguardavam há muito tempo, passaram por desafios de morar de favor, de aluguel ou de não ter onde morar e que, hoje, estão recebendo uma casa com conforto, segurança e qualidade para poderem viver com suas famílias. Essa entrega representa a importância do nosso trabalho social, de trabalhar pelas pessoas, de ter um olhar para as famílias e de fazer entregas que a população precisa e espera receber”, disse a secretária.
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Distribuição das 136 unidades do Minha Casa, Minha Vida em Boa Vista
As moradias entregues nesta primeira etapa ocupam seis conjuntos habitacionais divididos por quatro bairros da zona Oeste do município. O maior volume de imóveis do lote fica no bairro Laura Moreira, que soma dois módulos residenciais, e no bairro Dr. Airton Rocha.
- Residencial Capri (bairro Dr. Airton Rocha): 41 casas entregues.
- Residencial Laura Moreira – módulo 1 (bairro Laura Moreira): 40 casas entregues.
- Residencial Centenário – módulo 3 (bairro Centenário): 15 casas entregues.
- Residencial Centenário – módulo 1 (bairro Centenário): 14 casas entregues.
- Residencial Laura Moreira – módulo 2 (bairro Laura Moreira): 13 casas entregues.
- Residencial Equatorial (bairro Equatorial): 13 casas entregues.
Regras da Faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida e datas de seleção
No âmbito municipal, o programa habitacional do Governo Federal tem a coordenação da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SEMADS), responsável por gerir os loteamentos da Faixa 1. Todo o procedimento de escolha e a validação final dos cadastros obedecem às diretrizes estabelecidas pela União e pela Caixa Econômica Federal, instituição financeira operadora do sistema.
A liberação das chaves na quinta-feira, 22 de outubro de 2026, sucedeu um cronograma de etapas presenciais e administrativas cumprido pelos moradores ao longo da mesma semana, além da aplicação de recortes específicos de vulnerabilidade:
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- Limite de renda familiar: faturamento bruto mensal de até R$ 2.850,00 para enquadramento na Faixa 1.
- Critérios de prioridade: mulheres chefes de família responsáveis pelo sustento da casa, núcleos familiares com idosos ou pessoas com deficiência, vítimas de violência doméstica, famílias com crianças ou adolescentes entre os dependentes e cidadãos em situação de vulnerabilidade social.
- 19 e 20 de outubro de 2026 (segunda e terça-feira): realização das vistorias presenciais nos imóveis pelas famílias selecionadas.
- 21 de outubro de 2026 (quarta-feira): publicação da lista oficial com os 136 nomes contemplados no Diário Oficial do Município (DOM) e convocação para a assinatura dos contratos habitacionais.
- 22 de outubro de 2026 (quinta-feira): solenidade de entrega das chaves aos moradores no bairro Laura Moreira.
Relatos de beneficiárias que deixaram o aluguel em Boa Vista
Para as famílias incluídas na relação do Diário Oficial do Município, o recebimento do imóvel representa o fim do comprometimento da renda mensal com o pagamento de aluguéis. Entre as contempladas está a dona de casa Delzimar Gomes, de 54 anos, mãe de quatro filhos adultos e titular do Benefício de Prestação Continuada (BPC), auxílio da assistência social federal pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda, ao qual tem direito por possuir deficiência visual. Antes de receber a casa própria, ela morava sozinha em uma residência alugada no bairro Nova Cidade, onde desembolsava R$ 650 por mês pelo imóvel.
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“Aguardo desde o início do Minha Casa, Minha Vida. Mas, no tempo de Deus, ele me abençoou e hoje estou aqui com meu filho, com muita alegria e gratidão. Agora, não vou mais pagar aluguel e estou muito feliz”, afirmou Delzimar Gomes.
Outra beneficiária desta primeira leva é a dona de casa Andréia Sales, de 45 anos. Mãe solo de três filhas, sendo uma delas autista, ela residia no bairro Dr. Sílvio Leite e tinha uma despesa mensal de R$ 600 com aluguel até ser destinada a uma das 13 unidades do Residencial Equatorial.
“Morava no bairro Dr. Sílvio Leite e pagava R$ 600 de aluguel. Me inscrevi no programa em 2019 e sempre orei a Deus, e ele realizou meu sonho. Nunca tive condições de comprar uma casa, e receber as chaves da minha casa hoje me deixa muito feliz”, disse Andréia Sales.
Obras de 1.800 moradias em 10 bairros de Boa Vista e meta municipal
A publicação da relação de selecionados e a entrega das 136 moradias ocorreram após grupos de famílias inscritas no programa realizarem protestos na sede da Prefeitura de Boa Vista para cobrar transparência no processo de seleção dos beneficiários. As inscrições para o projeto habitacional na capital haviam sido anunciadas em 2025. O pacote entregue faz parte de um projeto maior da administração municipal aprovado na Faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida, que prevê um total de 999 unidades habitacionais, somando casas e apartamentos, viabilizadas com terrenos cedidos pelo município e concessão de incentivos fiscais.
De acordo com o secretário nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Augusto Rabelo, a capital roraimense contabiliza um total de 1.800 unidades habitacionais em obras. Durante a cerimônia na zona Oeste, o representante do Governo Federal detalhou as exigências de infraestrutura urbana vinculadas aos conjuntos do programa.
“Eu digo que a habitação é um dos principais fatores de transformação na vida das famílias. Pelas regras do Programa Minha Casa, Minha Vida, essas moradias precisam estar próximas de escolas, Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e transporte público. Essas famílias vão para uma casa onde terão mais oportunidades. Com isso, a vida muda, porque a perspectiva de ter um patrimônio próprio, não gastar mais com aluguel e ter acesso ao direito à cidade e aos serviços públicos é o que transforma”, declarou Augusto Rabelo.
Ao todo, os canteiros de obras de unidades do programa Minha Casa, Minha Vida em Boa Vista estão distribuídos por 10 bairros da capital: Caimbé, Centenário, Cidade Satélite, Dr. Airton Rocha, Equatorial, Jardim Tropical, Jóquei Clube, Laura Moreira, Olímpico e Said Salomão.
