Netflix registra queda de engajamento nos EUA desde 2022Por Carolina Costa
4 min de leitura
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A Netflix tem queda na frequência de uso de seu aplicativo nos Estados Unidos desde a restrição ao compartilhamento de senhas, segundo uma reportagem publicada em 27 de outubro de 2026. O texto não identifica debandada nem cancelamentos em massa; o problema descrito é de engajamento.
A informação se baseia em dados internos da empresa, obtidos de fontes próximas à Netflix que pediram anonimato. Segundo a reportagem, assinantes americanos abrem o aplicativo com menos frequência e assistem a menos conteúdo. Em teleconferência com analistas, Ted Sarandos, copresidente da Netflix, afirmou que a audiência no país “simplesmente não está crescendo tão rápido quanto poderia”.
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Indicador interno mede os dias com reprodução de cada assinante
O principal dado da reportagem é o Qualified Play Days (QPD), indicador interno da Netflix que mede em quantos dias do mês o assinante efetivamente inicia uma reprodução. Segundo o texto, a queda no uso começou a aparecer em 2022, ano em que a empresa passou a proibir o compartilhamento de senhas. A Netflix não divulgou publicamente os valores internos do QPD, e os dados detalhados também não foram tornados públicos.
Tempo total de uso cresce no primeiro semestre, mas relatos divergem
O tempo total assistido na plataforma cresceu no primeiro semestre de 2026, segundo a reportagem, mas esse avanço veio sobretudo da base maior de clientes, e não de usuários individuais assistindo mais. Outra publicação informa que o uso total subiu, mas atribui o aumento a novos usuários, enquanto o uso individual caiu. Uma terceira publicação afirma que o assinante médio abre o aplicativo em menos dias do que há dois anos. As versões concordam na tendência, mas diferem no que foi medido, e esta reportagem não escolhe nenhuma delas.
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Churn segue em 2% nos EUA, e não há sinal de debandada
A taxa de cancelamento, conhecida no setor como churn, segue estável nos Estados Unidos, segundo a consultoria Antenna. A Netflix afirma que os últimos reajustes de preço não causaram onda incomum de cancelamentos. Os principais números citados na apuração estão na lista abaixo.
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- 2% é a taxa de cancelamento (churn) da Netflix nos EUA, segundo a consultoria Antenna.
- 30% a 70% é a queda de audiência de segundas temporadas de séries roteirizadas recentes em relação às primeiras, segundo dados citados pela reportagem.
- 2 pontos percentuais é o aumento do tempo total de uso do aplicativo no primeiro semestre de 2026, atribuído a novos usuários.
- US$ 300 milhões é quanto as vendas de publicidade ficaram abaixo das estimativas esperadas.
Netflix promete mais orçamento e novas categorias
Após a queda de uso, a Netflix informou que aumentará o orçamento de programação e incorporará novas categorias para combater o fenômeno. A empresa também destacou próximos lançamentos, incluindo a temporada final de Emily em Paris, como parte da resposta ao cenário de engajamento. Gregory K. Peters, presidente e diretor da Netflix, afirmou que o negócio “continua saudável”, segundo outra publicação.
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Queda de uso vem depois da perda de assinantes em 2022
O cenário atual tem precedente. Em 2022, ano da restrição ao compartilhamento de senhas, a Netflix demitiu cerca de 150 funcionários após perder 200 mil assinantes no primeiro trimestre daquele ano. No quarto trimestre de 2023, a empresa voltou a crescer, com 13,1 milhões de novos clientes. Desde então, segundo a reportagem, o crescimento da base de clientes foi o que mais puxou o tempo total assistido, e não o uso individual.
O que ainda não se sabe sobre a causa da queda
Não há confirmação de que a decisão sobre senhas seja a causa comprovada da queda. A própria reportagem trata essa explicação como possível e cita outros fatores, como interface, catálogo e concorrência. Nas fontes consultadas também não aparece migração de assinantes para o YouTube. Os dados internos detalhados não foram divulgados publicamente, e as fontes da reportagem não foram identificadas.















