Andrei Arlovski, ex-campeão do UFC, revela três vitórias contra o câncer e conquista cinturão mundial no BKFCPor Thiago Lemos
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O lutador bielorrusso Andrei Arlovski, ex-campeão peso-pesado do Ultimate Fighting Championship (UFC), revelou que superou três diagnósticos de câncer ao longo de sua trajetória profissional. O anúncio público ocorreu por meio de um comunicado divulgado nas redes sociais nesta quinta-feira (29 de outubro de 2026), no qual o veterano de 47 anos celebrou a volta por cima nos esportes de combate com a conquista do cinturão mundial dos pesos-pesados do Bare Knuckle Fighting Championship (BKFC), a maior liga de boxe sem luvas do planeta.
A batalha médica do veterano estendeu-se por mais de uma década. O primeiro tumor foi identificado em 2010, seguido por um segundo diagnóstico da doença três anos depois. No estágio mais complexo do tratamento, a equipe médica realizou uma cirurgia invasiva para a extração de um tumor em um dos rins, além da retirada de 28 linfonodos e da realização de ciclos complementares de quimioterapia:
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- Eu venci o câncer três vezes! Agora sou campeão dos pesos-pesados do BKFC! Isso é um fato! – celebrou o veterano europeu em mensagem publicada na internet.
Cinturão do boxe sem luvas coroou retorno aos ringues
O procedimento cirúrgico e a reabilitação física não afastaram o atleta das competições de alto rendimento. Meses após as sessões terapêuticas, o peso-pesado emplacou resultados positivos em circuitos de Dirty Boxing e boxe tradicional até desembarcar na disputa de título do BKFC:
- Histórico de saúde: três diagnósticos superados, cirurgia de rim, remoção de 28 linfonodos e quimioterapia
- Conquista do título mundial: vitória sobre Ben Rothwell em fevereiro de 2026
- Desfecho do confronto: interrupção médica decretada no terceiro assalto do combate
- Auge no octógono: campeão interino do UFC em 2005 e posteriormente consagrado campeão linear
A vitória sobre o norte-americano Ben Rothwell colocou o lutador bielorrusso novamente no topo de uma grande organização internacional de combate mais de duas décadas após o início de sua carreira nas artes marciais mistas.
Desejo de despedida no octógono esbarra em limites de mercado
Alvo de questionamentos frequentes sobre a longevidade física aos 47 anos, o competidor garantiu que a aposentadoria definitiva não está nos seus planos imediatos:
- Eu não desisto. Eu não paro. Não importa o que aconteça, continuo seguindo em frente – declarou o atleta.
O atleta ainda manifestou o desejo esportivo de realizar uma última luta de despedida no UFC, chegando a marcar o presidente da franquia, Dana White, no pronunciamento oficial. O próprio lutador reconheceu, porém, que um eventual retorno à organização que o consagrou mundialmente é um cenário contratual improvável.















