Santos altera início da troca de gramado na Vila Belmiro para receber evento festivo de NeymarPor Thiago Lemos
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O Santos transferiu a data de início da reforma completa do gramado da Vila Belmiro para o dia 7 de dezembro de 2026. A diretoria santista havia programado as intervenções de engenharia para o dia 3 de dezembro de 2026, data imediatamente posterior ao encerramento da Série A do Campeonato Brasileiro, mas recalculou o calendário operacional para atender a uma solicitação formal do atacante Neymar, que pretende utilizar a praça esportiva em uma partida festiva.
A equipe alvinegra encerra sua participação no torneio nacional contra o Botafogo no dia 2 de dezembro de 2026, jogando dentro de seus domínios pela 38ª rodada. Com o reagendamento para acomodar a celebração do camisa 10 da Seleção Brasileira, o maquinário pesado só entrará no campo de jogo na semana seguinte, demandando um prazo estimado de até 60 dias úteis para a finalização dos serviços.
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Tecnologia híbrida e financiamento por fundo imobiliário
O projeto de modernização prevê a instalação de um sistema de piso híbrido, combinando a fixação de fibras sintéticas entrelaçadas a um tapete de grama natural, modelo semelhante ao padrão adotado na Neo Química Arena, em São Paulo. A intervenção faz parte da reestruturação predial do estádio e será bancada por meio de recursos captados no mercado:
- Modelo tecnológico do gramado: estrutura híbrida com malha sintética e grama natural
- Prazo estimado para entrega da obra: até 60 dias corridos a partir do dia 7 de dezembro de 2026
- Orçamento total do retrofit da Vila: projeção de gastos fixada em R$ 72.000.000,00
- Teto de captação financeira: até R$ 100.000.000,00 viabilizados via Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC)
- Parceria no CT Rei Pelé: projeto de troca do campo de treinos com apoio da empresa NR Sports

A substituição do campo de jogo tornou-se inevitável após o gramado atingir o fim de sua vida útil ao longo do calendário esportivo. O departamento de futebol precisou manter os compromissos oficiais em Santos até o final do ano em razão da indisponibilidade de praças esportivas alternativas pertencentes a clubes rivais na capital paulista.
Treinadores divergiram sobre impacto do piso em clássico recente
A conservação da grama gerou avaliações opostas entre as comissões técnicas após o empate sem gols diante do Palmeiras, disputado na noite de quarta-feira (28 de outubro de 2026). O treinador santista Cuca minimizou a influência da superfície no resultado e justificou o desgaste pelo volume extremo de precipitação pluviométrica na Baixada Santista:
- O gramado não fez diferença no jogo. Palmeiras é técnico, rápido e tem força. Estamos treinando e vamos jogar aqui porque é o que temos. Jogar sem ficar se queixando. Diretoria está agindo para mexer aqui e no CT para ser o gramado que sempre foi um exemplo de gramado para todo o Brasil. Nesse ano, deu uma desandada. Mas nunca vi chover tanto. Chove mais do que Curitiba – afirmou o técnico do time praiano.
Por outro lado, o comandante adversário Abel Ferreira teceu críticas veementes à integridade do piso e cobrou uma normatização mais rígida das entidades desportivas:
- É lamentável, é lamentável que se deixe e não haja uma regulamentação séria, como há na Europa, nos melhores campeonatos do mundo, e deixar jogar duas equipes em um gramado nestas condições. É inacreditável. Primeiro ponto, e convido vocês a pegarem os olhos e irem lá fora e fazerem o trabalho que ninguém faz, fiscalizar a condição do gramado – disparou o técnico português.
As obras no estádio Urbano Caldeira têm previsão de conclusão entre o fim de janeiro e o início de fevereiro de 2027, quando o clube iniciará a disputa do Campeonato Paulista.















