Caso Victória: réu por morte de adolescente em Charqueada vai a júri popular no Fórum de PiracicabaPor Carolina Costa
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O Tribunal do Júri da Comarca de Piracicaba deu início ao julgamento de Miguel Rodrigo Pereira, acusado de sequestrar, torturar, estuprar e matar a adolescente Victória Lorrany Coutinho, de 14 anos. A sessão no fórum da cidade do interior paulista começou nesta quarta-feira (04). O réu, que já se encontrava detido desde abril de 2024, confessou os atos durante a fase inquisitorial da investigação conduzida pelas autoridades policiais.
Victória desapareceu na noite de 21 de abril de 2024 no município vizinho de Charqueada (SP). Ela passava o final de semana na residência materna e havia saído sozinha para comprar um lanche. A jovem residia rotineiramente com o pai em Piracicaba.
As acusações formalizadas pelo Ministério Público

A denúncia protocolada pelo Ministério Público de São Paulo em junho de 2024 imputa cinco crimes graves ao acusado. O processo perante a Vara do Júri reúne as seguintes acusações penais:
- Sequestro
- Tortura
- Estupro de vulnerável
- Homicídio quadruplamente qualificado
- Ocultação de cadáver
O advogado de defesa, Renan Augusto Servija, declarou durante os procedimentos prévios que o cliente demonstrou arrependimento e colaborou com a apuração. A manifestação jurídica sustenta a observância dos princípios constitucionais do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal ao longo de toda a instrução em plenário.
Localização do corpo após nove dias de buscas
O sumiço da jovem mobilizou buscas intensas por toda a região ao longo de mais de uma semana. O corpo acabou localizado no dia 30 de abril de 2024 em uma clareira de mata fechada, situada a cerca de um quilômetro da casa da mãe da garota. Laudos técnicos do Instituto de Criminalística confirmaram a identidade dos restos mortais da vítima.
Miguel Rodrigo Pereira, que tinha 42 anos no momento da prisão em flagrante convertida em preventiva, habitava nas imediações do endereço da família. A ordem dos trabalhos do júri prevê a oitiva de três testemunhas de acusação e de defesa antes da tomada do interrogatório oficial do acusado em plenário, com deliberação do conselho de sentença na sequência.







