Filha de Michael Jackson cobra R$ 3,2 bilhões e acusa espólio do cantor de travar fundo dos herdeiroPor Maria
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Paris Jackson, filha de Michael Jackson, acionou a Justiça dos Estados Unidos em 3 de novembro de 2026 para exigir o repasse de US$ 600 milhões, cerca de R$ 3,2 bilhões, sob a acusação de má gestão do patrimônio do pai. A petição protocolada pelos advogados da modelo e cantora contesta a conduta dos executores testamentários e pede a transferência imediata do montante para um fundo familiar compartilhado com os irmãos Prince Jackson e Bigi Jackson.
O processo aberto em tribunal norte-americano aponta que Michael Jackson estabeleceu em testamento que cada herdeiro deveria receber rendimentos diretos aos 21 anos, com parcelas complementares aos 30 e aos 40 anos de idade. Apesar da regra deixada pelo artista, a defesa de Paris sustenta que a estrutura fiduciária voltada aos filhos permaneceu sem repasses regulares desde a morte do músico, ocorrida em 2009.
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Disputa envolve faturamento com catálogo e direitos musicais
Os representantes jurídicos da herdeira afirmam que os administradores acumularam quantias vultosas nos últimos anos sem a devida partilha com os filhos. O documento destaca a alienação da fatia de 10% da EMI Music Publishing para a Sony por US$ 287 milhões, a comercialização do rancho Neverland por US$ 22 milhões em 2020 e uma negociação de catálogo em 2023 avaliada em US$ 750 milhões. A defesa exige que o tribunal determine uma liberação parcial e razoável desses valores aos três herdeiros diretos.
Em manifestação oficial, os executores do espólio rebateram as acusações e declararam que mais de US$ 200 milhões, cerca de R$ 1,06 bilhão, já foram repassados a Paris Jackson e aos demais beneficiários. A administração argumentou que pendências jurídicas e fiscais em aberto impedem o envio integral de recursos aos fundos individuais e doações filantrópicas.
Dívidas históricas e próximos passos judiciais
O patrimônio deixado por Michael Jackson somava mais de US$ 500 milhões em débitos em junho de 2009, além de disputas prolongadas com a autoridade tributária dos Estados Unidos sobre a avaliação total dos ativos. Os administradores sustentam que a reorganização financeira quitou passivos e multiplicou os rendimentos comerciais do acervo artístico.
O tribunal analisa os requerimentos preliminares das duas partes antes de decidir sobre a autorização de saques parciais do montante em disputa.















