Minha Casa, Minha Vida: faixa 4 eleva renda para R$ 13 mil em 2026Por Luís Pereira
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O governo federal atualizou os limites da faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida pela Portaria MCID 333/2026, publicada no Diário Oficial da União em 1º de abril de 2026 e assinada pelo ministro das Cidades, Jader Filho. Pelo texto, famílias com renda bruta mensal de até R$ 13 mil em áreas urbanas podem financiar imóveis de até R$ 600 mil, com juros de até 10,5% ao ano.
A faixa 4 é destinada à classe média. Ela foi criada em 2025 para atender famílias que não se encaixavam nas faixas voltadas à baixa renda e que, no mercado, pagavam juros elevados. Na época, a modalidade contava com R$ 30 bilhões, sendo R$ 15 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e R$ 15 bilhões de instituições financeiras.
A aprovação dos novos limites coube ao Conselho Curador do FGTS, em 24 de março de 2026, reunião que também fixou o teto dos imóveis das faixas 3 e 4. As novas faixas de renda valem para famílias residentes em áreas urbanas, e o programa passou a atender famílias rurais com renda bruta anual de até R$ 162,5 mil.
- Prazo de pagamento: até 420 meses, o equivalente a 35 anos.
- Tipo de imóvel: unidades novas, usadas ou na planta.
- Subsídio: não há na faixa 4.
- Agente financiador: Caixa Econômica Federal, principal operadora.
Faixa 4 dá acesso ao financiamento a famílias da classe média
A medida busca atender quem tem renda razoável, mas encontra barreiras para comprar casa nas grandes cidades. Em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, o preço médio dos imóveis costuma passar de R$ 400 mil, e o financiamento tradicional fica inviável para muitas famílias.
Com a escassez de recursos da poupança, a taxa de mercado para esse grupo frequentemente supera 12% ao ano. Em 2024, a construção civil cresceu 5,1%, acima do PIB nacional de 3,4%, e a expectativa do governo é que a nova faixa gere empregos e movimente a cadeia produtiva.
Como fazer a simulação e o pedido na Caixa
Os interessados devem procurar uma agência da Caixa ou acessar o site do banco para simular o financiamento. Parte do cadastro pode ser feita online, e quem não tem internet recebe atendimento presencial da Caixa e das prefeituras.
A análise de crédito pode levar até 30 dias. A Caixa verifica a capacidade de pagamento e a situação cadastral do candidato, inclusive restrições no SPC, na Serasa e no Cadastro Nacional de Mutuários (CADMUT).

Quem pode entrar na faixa 4 e quais regras valem
A renda bruta mensal deve ficar entre R$ 8.000,01 e R$ 13.000, sem contar benefícios assistenciais, como Bolsa Família, nem auxílios temporários, como auxílio-doença e seguro-desemprego. O candidato precisa morar na cidade do imóvel financiado.
Quem já tem financiamento ativo no Sistema Financeiro de Habitação (SFH) fica impedido de participar. O programa exige idade mínima de 18 anos e prioriza quem ainda não tem casa própria.
- Não possuir imóvel residencial em seu nome, em nenhuma cidade.
- Não ter restrições de crédito no SPC, Serasa ou CADMUT.
- Não ser funcionário da Caixa nem cônjuge de funcionário.
Teto de imóvel da faixa 3 sobe para R$ 400 mil
A faixa 3 passou a aceitar imóveis de até R$ 400 mil, ante R$ 350 mil antes da portaria. A faixa 4 saiu de R$ 500 mil para R$ 600 mil no valor máximo do imóvel.
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Na faixa 4 não há subsídio, ao contrário das faixas 1 e 2, nas quais o subsídio pode chegar a R$ 55 mil para abater o valor do imóvel. Ainda assim, os juros de até 10,5% ao ano e o prazo de 35 anos reduzem o peso das parcelas.
Famílias beneficiadas e meta de contratação
Pelos números que acompanham a portaria, ao menos 87,5 mil famílias terão juros menores no financiamento habitacional. Desse total, cerca de 31,3 mil entram na faixa 3 e outras 8,2 mil famílias da classe média chegam ao programa pela faixa 4.
Em 2025, o governo previa contratar 120 mil financiamentos na faixa 4 até o fim do ano. A meta atual de contratação não foi confirmada pela apuração.
Prioridade segue para mulheres chefes de família e vítimas de violência
O programa mantém atenção especial a famílias lideradas por mulheres, vítimas de violência doméstica, pessoas em situação de rua, idosos, pessoas com deficiência e famílias com crianças e adolescentes. Essas prioridades valem em todas as faixas, inclusive na faixa 4.
Na faixa 4, a escolha do imóvel é mais livre, e famílias com pessoa com deficiência podem optar por moradias adaptadas ou em áreas com melhor infraestrutura. O atendimento presencial da Caixa e das prefeituras complementa o cadastro online.
Metragem mínima e padrões dos imóveis financiados
Desde 2025, os empreendimentos devem seguir padrões de sustentabilidade, com materiais de baixo carbono e fontes de energia renováveis sempre que possível. Apartamentos precisam ter metragem mínima de 41,5 m², e casas, de 40 m².
Em áreas urbanas, o programa também investe em retrofit, a requalificação de prédios degradados em regiões centrais. Varandas, áreas de lazer e acesso a escolas, postos de saúde e transporte fazem parte da infraestrutura prevista.
Após a análise, o contrato é assinado e o financiamento é liberado
Depois da validação do crédito, o candidato escolhe o imóvel dentro do limite da faixa, o contrato é assinado e o financiamento é liberado pela Caixa.







