El Niño atinge intensidade “muito forte” no Pacífico e anomalia chega a 2 °C, alerta NOAAPor Carolina Costa
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O fenômeno climático El Niño alcançou a classificação de intensidade muito forte no Oceano Pacífico Equatorial após registrar anomalia térmica de 2,0 °C no trimestre encerrado em outubro de 2026. A confirmação técnica partiu do Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, que monitora a oscilação das temperaturas marinhas globais. Os modelos meteorológicos indicam probabilidade de 96% de manutenção desse nível crítico até o trimestre entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.
O patamar de 2,0 °C positivos representa o limite inicial para o enquadramento na faixa máxima de intensidade do fenômeno. Mudanças nos regimes de chuva e oscilações bruscas de calor decorrem diretamente desse aquecimento extraordinário das águas oceânicas. O reflexo no território brasileiro varia historicamente conforme a estação e a localização geográfica de cada estado.
NOAA monitora desvio térmico na região Niño 3.4 do Pacífico
A determinação da intensidade utiliza medições centralizadas na área denominada Niño 3.4, localizada na faixa equatorial do Oceano Pacífico. Os técnicos calculam a diferença entre a temperatura observada na superfície da água e o padrão histórico apurado para a região ao longo de décadas. O monitoramento contínuo dessa faixa oceânica permite antecipar alterações na circulação geral da atmosfera em escala planetária.
Um indicador específico ajusta os valores brutos para isolar a influência do aumento generalizado da temperatura nos mares do planeta. O cálculo do Índice Oceânico Niño Relativo remove a tendência de aquecimento global presente em toda a bacia dos oceanos tropicais. Esse procedimento matemático evidencia exclusivamente quanto o setor central do Pacífico aqueceu em relação às demais áreas oceânicas vizinhas.
Média móvel trimestral confirma persistência do aquecimento marinho
O diagnóstico de intensidade exige a consolidação de médias móveis obtidas ao longo de três meses consecutivos de medição. A janela analisada avança um mês a cada nova rodada de apuração, permitindo acompanhar a durabilidade da anomalia térmica sobre as correntes marítimas.
- Trimestre base encerrado em outubro de 2026 registrou anomalia de 2,0 °C positivos
- Projeção oficial aponta 96% de probabilidade de manutenção da intensidade muito forte
- Período de vigência estimado da faixa máxima abrange de novembro de 2026 a janeiro de 2027
- Metodologia de análise utiliza a área de referência Niño 3.4 no Pacífico Equatorial
A série de análises agora se concentra no intervalo de setembro a novembro de 2026 para acompanhar a estabilidade do evento. O término do ciclo atual terá monitoramento estendido até o início do próximo ano para determinar a desaceleração do sistema.







