El Niño 2026 bate recorde histórico com águas do Pacífico 3,56 graus acima da médiaPor Carolina Costa
2 min de leitura
![]() |
O fenômeno climático El Niño 2026 alcançou novos patamares históricos de aquecimento no Oceano Pacífico, segundo dados técnicos consolidados pelo Instituto Nacional de Meteorologia nesta terça-feira (3). A temperatura da superfície do mar na faixa conhecida como área 3 registrou anomalia mensal positiva de 3,56 graus Celsius em outubro. O índice consolida o evento atual como de intensidade muito forte e amplia os reflexos na circulação atmosférica em todo o território brasileiro.
Na região de monitoramento 3.4, considerada a principal referência global para a classificação do fenômeno, a média mensal ficou 2,47 graus acima do padrão habitual. O número representa o patamar mais alto já computado para os meses de outubro desde o início do acompanhamento sistemático. Em medições semanais, a faixa costeira entre o Peru e o Equador atingiu pico de 4,6 graus de aquecimento, igualando a marca histórica obtida em junho de 1983.
Siga o Mix Vale no Google e veja nossas notícias primeiro
Índices de aquecimento registrados pelo Inmet no Oceano Pacífico
- Área El Niño 3 (influência direta na América do Sul): anomalia mensal de 3,56 graus Celsius e recorde semanal de 3,7 graus Celsius
- Área El Niño 3.4 (referência global do evento): anomalia mensal de 2,47 graus Celsius em outubro, patamar que define o quadro como muito forte
- Área El Niño 1+2 (costa do Peru e Equador): anomalia semanal de 4,6 graus Celsius, igualando a maior marca da série histórica iniciada em 1981
O processo teve início em junho de 2026 e manteve curva de rápida intensificação ao longo dos meses subsequentes. A análise técnica aponta que a anomalia semanal de 3,7 graus na área 3 superou o recorde anterior de 3,6 graus estabelecido em dezembro de 1982. A série histórica começou a ser compilada em 1981, permitindo a comparação direta de quatro décadas de variações oceânicas.
A Organização Meteorológica Mundial classifica o episódio de 2026 com potencial expressivo para se consolidar entre os mais intensos já catalogados pelas redes de pesquisa internacional. A severidade dos efeitos práticos sobre o regime de chuvas, produção agrícola e estiagens regionais varia segundo a época do ano e padrões locais da atmosfera. O monitoramento contínuo permanece ativo para mapear a distribuição das anomalias climáticas no país.















