Impeachment de Pete Hegseth ganha força na Câmara dos EUA após derrotas dos republicanos nas urnasPor Beatriz
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O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, rejeitou em vídeo divulgado em 05 de novembro de 2026 a nova tentativa de parlamentares da Câmara dos Representantes de abrir um processo de impeachment contra a sua gestão à frente do Pentágono. A investida ocorre logo após as eleições legislativas de meio de mandato de 2026, marcadas pelo avanço da oposição democrata e por derrotas expressivas do Partido Republicano nas urnas.
Classificada pelo chefe militar como uma ação política sem fundamento, a iniciativa é liderada pelo deputado republicano Thomas Massie, do Kentucky, que prometeu reapresentar a resolução de destituição na segunda-feira (09), data marcada para o retorno das atividades legislativas em Washington. Massie, que perdeu a eleição primária republicana após divergências públicas com o presidente Donald Trump, declarou em publicação na rede social X que a única condição para recuar da proposta seria a renúncia voluntária do secretário de Defesa. Hegseth, por sua vez, garantiu que permanecerá no cargo e comparou as acusações às tentativas anteriores de destituição enfrentadas por Trump durante seus mandatos presidenciais.
O que motiva a pressão contra o chefe do Pentágono?
A insatisfação no Congresso norte-americano concentra-se na condução das operações militares na guerra contra o Irã, tema central dos debates políticos recentes que pesou contra os republicanos nas disputas eleitorais. Além do cenário internacional, a atuação interna de Pete Hegseth gerou atritos institucionais contínuos com congressistas de ambos os partidos devido à reestruturação agressiva e à demissão em massa de oficiais que ocupavam postos estratégicos no comando das Forças Armadas americanas.
Massie tentou levar o pedido de afastamento a voto em setembro de 2026, mas o presidente da Câmara, Mike Johnson, encerrou as sessões legislativas mais cedo, inviabilizando a tramitação da matéria naquele momento. Com a reconfiguração de forças e declarações de líderes da oposição, como o deputado de Nova York Hakeem Jeffries, a pressão por investigações formais e audiências públicas sobre o Departamento de Defesa aumentou significativamente para os próximos meses de trabalho legislativo.
Divisão partidária e histórico de destituições nos Estados Unidos
A abertura formal do processo de impeachment na Câmara dos Representantes depende de maioria simples de votos, o que exige a adesão de deputados republicanos à bancada democrata para aprovar o texto em plenário. Caso a resolução avance, o julgamento definitivo cabe ao Senado, responsável por decidir pela perda do cargo por meio de dois terços dos votos dos senadores presentes.
O histórico político de Washington mostra que a destituição de integrantes do gabinete presidencial é um evento extremamente raro e complexo na legislação dos Estados Unidos:
- Apenas dois secretários de gabinete sofreram impeachment na Câmara em toda a história norte-americana.
- O primeiro processo ocorreu na década de 1870 contra o então secretário de Guerra, William Belknap.
- O segundo caso atingiu Alejandro Mayorkas, secretário de Segurança Interna da administração do ex-presidente Joe Biden, em votação partidária.
- Nenhum membro do primeiro escalão do governo jamais foi condenado e destituído pelo Senado dos Estados Unidos.
Nos bastidores do governo federal, Donald Trump afirmou publicamente que o chefe da pasta realiza um trabalho consistente e que divergências são naturais após decisões firmes na estrutura militar. Congressistas que acompanham as movimentações aguardam o reinício dos trabalhos no Capitólio para medir o número exato de assinaturas que a resolução de Massie conseguirá reunir.






