Minas atingem petroleiros no Estreito de Ormuz e marinheiro morre após explosãoPor Maria
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Dois petroleiros pegaram fogo após serem atingidos por minas marítimas no Estreito de Ormuz nesta sexta-feira (06), segundo comunicado oficial emitido pela Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. Os navios realizavam navegação sem autorização e com os sistemas eletrônicos de posicionamento desligados no momento das explosões. A ofensiva militar coincidiu com o anúncio da morte de um tripulante no navio-tanque MT Velos Sapphire e com a derrubada de uma aeronave militar não tripulada dos Estados Unidos.
A corporação iraniana detalhou que um dos petroleiros estava localizado no setor leste do canal, enquanto o segundo navegava nas águas internas do estreito. O texto oficial acusou o Comando Central dos Estados Unidos de incentivar as embarcações a furar o bloqueio por rotas perigosas. De acordo com as autoridades de Teerã, operações mercantes sem autorização prévia em áreas mineradas resultam em risco iminente de naufrágio e novas detonações.
Um marinheiro morreu a bordo do petroleiro MT Velos Sapphire, com bandeira das Ilhas Marshall, após o navio ser atingido por uma explosão atribuída a um míssil na quinta-feira (05). A companhia grega de gestão naval Velos Tankers informou que o petroleiro navegava sem carga rumo ao Bahrein no instante da detonação. A tripulação conseguiu extinguir o foco de fogo no convés, sem registro de vazamento de produtos poluentes no mar. A embarcação seguiu viagem e atracou no Porto Khalifa Bin Salman, onde peritos analisam as avarias estruturais no casco.
As forças de defesa aeroespacial do Irã informaram também o abate de um drone norte-americano modelo MQ-1 sobre o território da Ilha de Qeshm, situada na entrada do estreito. A imprensa estatal iraniana atribuiu a interceptação à Guarda Revolucionária Islâmica, alegando violação de espaço aéreo. O governo dos Estados Unidos não publicou confirmação imediata sobre a perda do equipamento militar.
Articulações diplomáticas de emergência foram iniciadas para conter a crise na rota marítima de exportação energética. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manteve conversa telefônica nesta sexta-feira com o emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, para avaliar canais de desescalada regional. Representantes do governo catariano destacaram a urgência de negociações para preservar a livre circulação de navios mercantes e garantir o abastecimento seguro de combustíveis.
Diplomatas do governo iraniano transmitiram informações sobre o andamento dos contatos políticos a autoridades da Arábia Saudita e do Catar. As empresas mundiais de navegação e as seguradoras de cargas mantêm vigilância sobre o estreito, aguardando novas diretrizes de tráfego naval dos governos da região.






