Líderes republicanos no Congresso dos EUA tentam megapacote de fim de mandatoPor Beatriz
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Lideranças do Partido Republicano no Congresso dos Estados Unidos iniciaram uma ofensiva legislativa para aprovar pautas orçamentárias e indicações judiciais antes da posse da nova maioria democrata, marcada para o início de janeiro de 2027. O movimento ocorre em Washington após as eleições de 03 de novembro de 2026 determinarem a perda do comando de ambas as Casas legislativas pelos aliados do governo republicano. A janela de atuação conjunta reúne duas prioridades imediatas: a votação do financiamento federal até 12 de dezembro de 2026 e a definição do orçamento militar de US$ 1,5 trilhão exigido pela Casa Branca para 2027.
O presidente da Câmara dos Deputados, Mike Johnson, e o líder da maioria no Senado, John Thune, coordenam a agenda que passará a tramitar no plenário a partir de 09 de novembro de 2026. A bancada governista avalia utilizar manobras regimentais semelhantes às de reconciliação fiscal para driblar a necessidade de apoio democrata no Senado. Contudo, defecções internas de parlamentares em fim de mandato podem comprometer a margem de aprovação necessária para medidas mais amplas.
Calendário e números da transição no Congresso norte-americano
- Retomada dos trabalhos legislativos no plenário: 09 de novembro de 2026.
- Prazo-limite para aprovação do orçamento temporário e combate à paralisação: 12 de dezembro de 2026.
- Pedido de orçamento da Casa Branca para despesas com Defesa em 2027: US$ 1,5 trilhão.
- Término formal do controle unificado republicano nas duas Casas: início de janeiro de 2027.
O risco de uma nova paralisação da máquina pública caso um acordo não seja firmado até 12 de dezembro de 2026 divide as duas bancadas. Republicanos articulam fixar os níveis atuais de despesas para o período de doze meses, enquanto parlamentares democratas exigem extensões de curto prazo que permitam rediscutir os gastos sob a nova correlação de forças eleita para o próximo ano.
No campo da Defesa, o impasse envolve as verbas adicionais direcionadas ao conflito armado com o Irã. Integrantes do comitê de Forças Armadas da Câmara apontam forte resistência a concessões financeiras no montante solicitado pelo Poder Executivo. Paralelamente, o deputado republicano dissidente Thomas Massie informou que pretende protocolar artigos de impeachment contra o secretário de Defesa, Pete Hegseth, em meio ao aumento das pressões políticas sobre a condução das operações militares externas.







