Ataque hacker a banco francês desvia US$ 100 milhões em fraude com criptomoedas investigada em ParisPor Maria
3 min de leitura
![]() |
O banco Crédit Mutuel Arkéa foi alvo de um ataque hacker internacional que resultou no desvio de cerca de US$ 100 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 615 milhões, por meio de transferências financeiras ilícitas convertidas em criptomoedas. A notificação formal sobre a ação criminosa foi confirmada pelas autoridades judiciais em 5 de novembro de 2026, após a instituição financeira comunicar a invasão aos órgãos competentes.
O Ministério Público de Paris determinou a instauração de um inquérito específico para apurar a ação contra sistemas automatizados de processamento de dados conduzida por associação criminosa estruturada. Segundo os promotores públicos responsáveis pela investigação, a ofensiva mirou a estrutura operacional corporativa da entidade financeira, que atua com forte presença na Bretanha e em diversas outras regiões do oeste francês.
Ação criminosa não afetou depósitos de clientes correntistas
A diretoria da instituição financeira informou que os invasores conseguiram contornar travas técnicas para direcionar recursos corporativos em direção a contas externas, sob controle de terceiros, sem que qualquer saldo pessoal mantido por pessoas físicas ou pessoas jurídicas fosse comprometido. As transferências indevidas foram direcionadas para operadoras e carteiras de criptoativos, método adotado para pulverizar o rastreio do capital movimentado de forma ilegal no mercado internacional.
O sistema de segurança conteve a investida técnica logo após a identificação das transações anômalas.
Apesar da circulação de estimativas na imprensa regional francesa indicando prejuízos de US$ 133 milhões, o equivalente a R$ 726 milhões, a instituição comunicou que a escala do incidente situa-se em torno de US$ 100 milhões e garantiu que o impacto não desestabiliza a liquidez nem a solvência de suas operações de crédito e de custódia.

Investigação busca identificar autores no exterior
O desvio patrimonial foi identificado primeiramente por análises em livro-razão público conduzidas pelo especialista em segurança de redes distribuídas ZachXBT, que apontou transações expressivas executadas de forma fragmentada rumo a corretoras de moedas digitais. Os registros verificados na rede blockchain serviram de subsídio preliminar para dimensionar as transferências fraudulentas antes mesmo do relatório corporativo conclusivo.
Investigadores da promotoria de Paris concentram os trabalhos periciais nos endereços virtuais utilizados na dispersão dos montantes.
A cooperação judicial transfronteiriça deve requisitar informações societárias e relatórios de conformidade a plataformas internacionais de negociação de ativos virtuais onde parte do montante desviado foi depositada.







