Ataque com mísseis atinge prédio da Saudi Aramco no distrito financeiro de RiadePor Maria
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Um prédio administrativo da Saudi Aramco sofreu danos estruturais no distrito financeiro de Riade, capital da Arábia Saudita, após um ataque com mísseis reivindicado pelos rebeldes houthis neste domingo (08). As defesas antiaéreas sauditas interceptaram dois mísseis de cruzeiro e dois mísseis balísticos durante a ofensiva, mas destroços e estilhaços atingiram a instalação corporativa. A ação militar marca uma perigosa escalada bélica no Golfo Pérsico contra o principal polo de exploração de petróleo do planeta.
O impacto ocorreu no Distrito Financeiro Rei Abdullah momentos após a Defesa Civil emitir alertas de emergência aos moradores da capital saudita. Registros em vídeo comprovaram que múltiplos pavimentos da instalação comercial tiveram janelas estilhaçadas e fachadas perfuradas. Autoridades do Ministério da Energia da Arábia Saudita declararam que a tentativa de ataque gerou apenas consequências leves e negaram a existência de vítimas fatais ou feridos. No entanto, testemunhas relataram a mobilização de ambulâncias em direção à área isolada.
O comando militar houthi declarou que a operação no centro financeiro de Riade integrou uma série de bombardeios coordenados contra alvos estratégicos do setor energético e posições terrestres da coalizão no Iêmen. Em manifestação pública, o porta-voz militar da aliança saudita, general Turki al-Maliki, afirmou que o sistema de defesa conteve armamentos balísticos direcionados especificamente à capital.
A ofensiva aérea foi deflagrada menos de 24 horas após ataques atribuídos à aliança militar árabe deixarem ao menos 33 mortos nas imediações de Sanaa, no Iêmen. O dirigente houthi Mahdi al-Mashat declarou em pronunciamento oficial que o grupo manteria represálias diretas contra alvos econômicos e militares em território saudita enquanto perdurassem os bombardeios aéreos e o cerco territorial ao país vizinho. No mês anterior, outros disparos com artefatos explosivos contra o aeroporto internacional da capital saudita provocaram 13 mortes.
O governo da Arábia Saudita alocou cerca de US$ 83 bilhões em seu orçamento anual de defesa, mantendo-se entre os dez maiores compradores globais de armamentos pesados. O arsenal do reino árabe opera com baterias antiaéreas norte-americanas Patriot e THAAD, além de caças avançados e sensores de monitoramento de fabricação francesa e britânica.
O território saudita enfrenta vulnerabilidades estratégicas ao longo de fronteiras expostas a ações simultâneas promovidas por grupos armados sediados no Iêmen e milícias atuantes na região do Iraque. Análises militares indicam que os combatentes houthis passaram a saturar radares antiaéreos por meio de lançamentos combinados de drones de longo alcance com mísseis balísticos e de cruzeiro. A retomada formal dos combates em julho encerrou o período de trégua estabelecido em 2022 sob mediação da Organização das Nações Unidas.
Órgãos de inteligência e forças de segurança sauditas mantêm a apuração técnica para mensurar os prejuízos estruturais exatos nas instalações corporativas de Riade.







