Médica morta em Brasiléia: terceiro suspeito é preso no AcrePor Jeronimo Santos
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A Polícia Civil do Acre prendeu, no sábado (7), Fábio da Costa, de 34 anos, apontado como o homem contratado para planejar e executar a morte da médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos. Ela foi baleada num bar de Brasiléia, no interior do estado, na noite de segunda-feira, 2 de novembro de 2026.
Polícia prende terceiro suspeito, que teria recebido R$ 40 mil
Segundo a polícia, Fábio teria recebido R$ 40 mil pelo serviço e contratado Lucivaldo Lopes de Souza para atirar. Lucivaldo foi preso na quinta-feira (5) e confessou o crime. Ele disse que receberia R$ 10 mil, dos quais R$ 2 mil foram entregues antes da execução. No momento da prisão, a polícia recuperou R$ 700 desse adiantamento.
- 2 de novembro de 2026, segunda-feira: médica é baleada num bar de Brasiléia
- 4 de novembro de 2026, quarta-feira: médica é sepultada em Brasiléia
- 5 de novembro de 2026, quinta-feira: Lucivaldo Lopes de Souza é preso e confessa o crime
- 7 de novembro de 2026, sábado: Fábio da Costa é preso na zona rural de Brasiléia
Procurador é apontado como mandante e segue internado
A Polícia Civil aponta o procurador municipal de Brasiléia, ex-vereador e advogado Francisco Valadares Neto como mandante do crime. Ele tem mandado de prisão em aberto, mas segue hospitalizado em Rio Branco, e os investigadores aguardam condições de saúde para cumprir a ordem. Lucivaldo afirmou em interrogatório que agiu a mando dele. Testemunhas que estavam na mesma mesa da médica disseram que ela tinha medida protetiva contra o ex-companheiro e vinha relatando ameaças. Na casa dele, a polícia encontrou um computador com pesquisas relacionadas à morte, além de uma carta, apreendida para análise.
Por que a médica foi morta? Polícia ainda não esclareceu
A polícia ainda não conseguiu esclarecer a motivação do crime. Segundo o delegado, ela é de responsabilidade de quem encomendou a morte, e os investigadores não puderam ouvir o procurador por causa do estado de saúde dele. Também não se sabe como foi feito o contato entre os envolvidos, nem o papel exato de cada um. A Polícia Civil informa que continua identificando todas as pessoas que participaram da contratação e da execução, e que a investigação pode ter novos desdobramentos.







