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Caminhão colide contra paredão na ERS-122 e motorista morre no local

Acidente no km 107 da ERS-122
Acidente no km 107 da ERS-122 - Foto: Corpo de Bombeiros/ Divulgação

Um grave acidente ocorreu na manhã de 17 de novembro de 2024, no quilômetro 107 da ERS-122, em Flores da Cunha, Rio Grande do Sul. Um caminhão com placas de Pato Branco (PR) colidiu violentamente contra um paredão de pedra às margens da rodovia. O motorista, de 55 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu no local, deixando mais uma marca trágica no histórico dessa estrada perigosa.

As circunstâncias do acidente ainda estão sendo apuradas, mas a força do impacto foi tamanha que destruiu completamente a cabine do caminhão. O trecho da rodovia ficou parcialmente interditado por várias horas enquanto as equipes de resgate trabalhavam na remoção do veículo e na liberação da pista.

Dinâmica do acidente na estrada

O acidente aconteceu por volta das 6h, quando o caminhão seguia no sentido Flores da Cunha–Antônio Prado. O motorista perdeu o controle do veículo, que saiu da pista e atingiu o paredão rochoso que margeia a estrada. A colisão frontal foi tão intensa que não houve chances de sobrevivência para o condutor. O Instituto-Geral de Perícias (IGP) esteve no local para realizar os procedimentos legais e encaminhou o corpo ao IML.

Equipes do Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) foram acionadas e controlaram o tráfego na rodovia, que funcionou em sistema de pare e siga até que os destroços fossem removidos. Peritos investigam fatores que possam ter contribuído para o acidente, como falhas mecânicas, velocidade inadequada ou condições da pista.

ERS-122: uma estrada com histórico de acidentes fatais

A ERS-122 é conhecida por seu alto índice de acidentes graves, especialmente no trecho que corta Flores da Cunha. A combinação de curvas acentuadas, paredões de pedra e condições climáticas adversas, típicas da Serra Gaúcha, tornam a rodovia um cenário frequente de tragédias.

Em 2020, um caminhoneiro perdeu a vida no quilômetro 109 após seu veículo sair da pista e colidir contra uma rocha. Dois anos depois, em 2021, um caminhão baú carregado de farinha caiu em um barranco no quilômetro 106 e pegou fogo, matando o motorista. Outro caso emblemático ocorreu no mesmo ano, no quilômetro 108, quando um caminhão carregado de madeira ficou desgovernado, espalhando a carga pela pista e resultando em mais uma morte.

Esses casos refletem a complexidade de dirigir nesse trecho, onde erros mínimos podem levar a consequências fatais.

Fatores que aumentam os riscos no trecho

A periculosidade do trecho da ERS-122 em Flores da Cunha é atribuída a uma série de fatores que tornam a condução desafiadora:

  1. Geografia acidentada: A rodovia corta áreas montanhosas com curvas fechadas e paredões próximos à pista, limitando a margem de erro dos motoristas.
  2. Clima adverso: Neblina, chuvas intensas e pistas molhadas são comuns na Serra Gaúcha, prejudicando a visibilidade e o controle do veículo.
  3. Manutenção da via: Trechos com sinalização insuficiente e falta de defensas metálicas aumentam a gravidade dos acidentes.
  4. Volume de veículos pesados: Caminhões representam uma grande parcela do tráfego na região, potencializando o risco de colisões graves.
  5. Velocidade inadequada: Muitos motoristas desrespeitam os limites de velocidade, especialmente em descidas e curvas.

Esses fatores tornam crucial a adoção de medidas preventivas tanto por condutores quanto pelas autoridades responsáveis pela gestão da rodovia.

Recomendações para segurança no trânsito

A fim de mitigar os riscos na ERS-122, especialistas recomendam a adoção das seguintes práticas pelos motoristas:

  1. Respeitar os limites de velocidade: Manter velocidades adequadas, especialmente em curvas e descidas.
  2. Atenção às condições climáticas: Reduzir a velocidade e aumentar a distância de segurança em caso de chuva ou neblina.
  3. Manutenção preventiva do veículo: Garantir o bom funcionamento de sistemas essenciais, como freios e pneus.
  4. Evitar longas jornadas sem descanso: Fazer pausas regulares para evitar a fadiga ao volante.
  5. Uso correto dos faróis: Acionar faróis baixos em situações de baixa visibilidade.

Essas ações simples podem salvar vidas e evitar tragédias em rodovias perigosas como a ERS-122.

Ações implementadas pelas autoridades

Apesar das limitações, autoridades estaduais têm promovido algumas melhorias na rodovia para reduzir o número de acidentes. Barreiras de proteção estão sendo instaladas em trechos críticos, e a sinalização foi reforçada em curvas mais perigosas. Além disso, campanhas de conscientização têm sido realizadas para alertar motoristas sobre os riscos da estrada.

No entanto, especialistas apontam que ainda há muito a ser feito, incluindo a ampliação de áreas de escape e a instalação de radares fixos para controle de velocidade.

Impactos na comunidade e na economia local

A alta frequência de acidentes na ERS-122 não afeta apenas as famílias das vítimas, mas também a economia e o cotidiano da região. A rodovia é uma importante rota para o transporte de mercadorias na Serra Gaúcha, e as interdições causadas por acidentes geram prejuízos significativos para empresas e comerciantes.

Além disso, moradores de Flores da Cunha e cidades vizinhas convivem com a constante preocupação de trafegar pela rodovia, especialmente em horários de maior movimento.

Perspectivas para um futuro mais seguro

Embora as medidas implementadas até o momento tenham mostrado resultados pontuais, a solução definitiva para os problemas da ERS-122 depende de investimentos robustos em infraestrutura e fiscalização. Obras de ampliação, melhoria na drenagem e campanhas educativas são algumas das ações necessárias para transformar a realidade da rodovia.

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