IBGE revela Maria e José como nomes líderes com 12,2 milhões e 5,1 milhões de registros no Censo: veja a nova lista
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira (4), no Rio de Janeiro, a segunda edição do site Nomes do Brasil, com dados do Censo Demográfico de 2022. A ferramenta revela Maria como o nome feminino mais frequente, com 12,2 milhões de registros, equivalente a 6% da população recenseada. José lidera entre os homens, com 5,1 milhões de ocorrências, ou 2,5% do total.
A plataforma interativa permite consultas sobre ocorrência de nomes e sobrenomes, incluindo distribuição geográfica, períodos de nascimento e idades medianas. Os dados baseiam-se em 203 milhões de pessoas registradas em 90,7 milhões de domicílios em 1º de agosto de 2022. Pela primeira vez, o IBGE inclui sobrenomes, totalizando mais de 200 mil variações identificadas.
Nas cidades cearenses de Morrinhos e Bela Cruz, Maria representa 22% da população local. Em seis municípios de Pernambuco e Alagoas, o sobrenome Silva atinge mais de 60% dos habitantes. Esses padrões destacam concentrações regionais que refletem migrações históricas e tradições culturais.
- Maria: 12.224.470 pessoas
- Ana: 3.929.951
- Francisca: 661.582
- Júlia: 646.239
- Antônia: 552.951
Concentrações regionais marcam distribuição de nomes clássicos
Em Sergipe, o sobrenome Santos cobre 43,4% da população estadual, com 65,4% em Divina Pastora. Alagoas registra 35,8% de Silvas em seu território. Essas proporções indicam influências coloniais portuguesas, onde sobrenomes como Silva, derivado de “selva”, ligam-se a origens rurais.
O Censo 2022 confirma que grafias variadas, como Ana e Anna, contam-se separadamente, sem acentos diacríticos. Nomes compostos não se distinguem de formas simples no primeiro registro. A ferramenta oculta dados com menos de 20 ocorrências para preservar sigilo estatístico.
Evolução temporal dos nomes revela picos e declínios
O pico de registros de Maria ocorreu entre 1960 e 1969, com 2,5 milhões de nascimentos. Entre 2020 e 2022, o número caiu para 517 mil. José manteve estabilidade, com 5,1 milhões totais, mas sua idade mediana atinge 62 anos.
Nomes como Osvaldo e Terezinha mostram idades medianas de 62 e 66 anos, sinalizando declínio gradual. A plataforma inclui gráficos de incidência por década, permitindo rastrear tendências desde o início do século 20. Em 2022, o Brasil contava 4,3 mil nomes usados por no mais 20 pessoas cada.
Ascensão de nomes modernos entre novas gerações
Gael registrou apenas 763 nascimentos na década de 2000, mas saltou para 96,5 mil entre 2020 e 2022, com idade mediana de 1 ano. Valentina e Ravi seguem padrão similar, impulsionados por influências midiáticas e culturais recentes. Helena acumula 366 mil registros, com 112 mil nos últimos três anos e mediana de 8 anos.
Esses aumentos contrastam com a estabilidade de nomes tradicionais. A ferramenta Nomes no Brasil facilita buscas por estado e município, revelando variações locais. Enzo, por exemplo, totaliza 404 mil em 2022, com 248 mil nascidos de 2010 a 2019.
- Gael: 110.946 totais, 96.503 recentes
- Valentina: crescimento de 2010 em diante
- Ravi: ascensão vertiginosa pós-2010
- Enzo: 404.100, mediana de 6 anos
Sobrenomes mais frequentes lideram com herança portuguesa
Silva encabeça com 34 milhões de portadores, ou 16,8% da população. Santos segue com 21,4 milhões, ou 10,5%. Oliveira registra 11,7 milhões, enquanto Souza e Pereira completam o top 5 com 9,2 milhões e 6,9 milhões, respectivamente.
Esses sobrenomes refletem heranças ibéricas, comuns desde o período colonial. A plataforma permite mapas interativos de concentração, como 63,9% de Silvas em Belém de Maria, Pernambuco. Ferreira e Lima ocupam posições seguintes, com 6,2 milhões e 6,1 milhões.
O IBGE identificou 201.601 sobrenomes totais, com 195 mil divulgados publicamente. Variações como Sousa contam-se à parte de Souza. A inclusão inédita desses dados amplia o escopo do site, lançado originalmente em 2016 com o Censo 2010.
Comparações internacionais ampliam o escopo da ferramenta
O mapa Nomes no Mundo compara registros brasileiros com padrões globais. Wang, comum na China, aparece em 1.513 casos no Brasil. Juan, popular na Bolívia, soma 67.908 aqui. Esses cruzamentos destacam imigrações recentes.
A plataforma processa dados sem diferenciar sinais gráficos, como Tamara e Tâmara. Usuários acessam linhas do tempo e distribuições por gênero. O interesse público elevou acessos na versão anterior, justificando expansões como essa.








