Por Mark Weinraub
CHICAGO (Reuters) – A China prosseguiu com suas compras de soja, carne suína e carne bovina dos Estados Unidos mesmo com as dificuldades enfrentadas por negociadores na definição dos detalhes da primeira fase de um possível acordo comercial entre os países, mostraram dados governamentais divulgados pelos EUA nesta quinta-feira.
Em seu relatório semanal de exportações, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) apontou que a China chegou a acordos para adquirir 568.573 toneladas de soja na semana até 14 de novembro, um recuo ante as 760.527 toneladas verificadas na semana anterior.
Já os embarques efetivados à China na semana apresentaram elevação, saltando de 693.527 toneladas no período anterior para 873.573 toneladas.
Maior importadora global da oleaginosa, a China tem sido constante compradora de soja dos EUA desde o início do ano comercial, em 1º de setembro, comprometendo-se a adquirir 8,476 milhões de toneladas, enquanto as negociações comerciais entre os países se arrastam.
O número é superior às 647.990 toneladas compradas em igual período de 2018, mas figura bem abaixo dos 18,647 milhões de toneladas adquiridas entre setembro e meados de novembro de 2017, antes do início da guerra comercial.
Em meio a um surto de peste suína africana, que devastou sua criação de porcos e gerou uma escassez de proteína, a China também acelerou as compras de carnes suína e bovina dos EUA.
O USDA afirmou que as vendas semanais para exportação de carne de porco à China totalizaram 39.466 toneladas, volume programado para embarque em 2020. Já as vendas de carne bovina somaram 239 toneladas na semana.
Os embarques efetivados de carne suína no período foram de 12.979 toneladas, enquanto as exportações de carne bovina atingiram 1.134 toneladas.
(Por Mark Weinraub)

