Maia, Baleia Rossi, Lula, FHC e Ciro condenam ataque de Bolsonaro à Dilma
A declaração do presidente da República, Jair Bolsonaro, ironizando a tortura sofrida pela ex-presidente da República Dilma Rousseff gerou uma onda de críticas de lideranças políticas. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o presidente do MDB, deputado Baleia Rossi, ambos adversários de Dilma, além dos ex-presidentes da República Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso saíram em defesa da petista e atacaram Bolsonaro.
FHC, em sua conta pessoal do Twitter, afirmou que “brincar com a tortura dela (Dilma) – ou de qualquer pessoa – é inaceitável”.
Lula afirmou que “o Brasil perde um pouco de sua humanidade a cada vez que Jair Bolsonaro abre a boca”. “Minha solidariedade a presidenta @Dilmabr, mulher detentora de uma coragem que Bolsonaro, um homem sem valor, jamais conhecerá.”
O presidente da Câmara declarou que “Bolsonaro não tem dimensão humana. No Twitter, Maia escreveu: “Tortura é debochar da dor do outro. Falo isso porque sou filho de um ex-exilado e torturado pela ditadura. Minha solidariedade a ex-presidente Dilma. Tenho diferenças com a ex-presidente, mas tenho a dimensão do respeito e da dignidade humana.”
Já Baleia Rossi, candidato à presidência da Câmara, também usou o Twitter para falar sobre o tema: “Não é sobre esquerda, centro ou direita. É sobre a dignidade humana, é disso que se trata. Nossa solidariedade à ex-presidente Dilma Rousseff. Tortura nunca mais.”
O vice-presidente nacional do PDT e ex-ministro, Ciro Gomes, disse que Bolsonaro atacou Dilma por ser “frouxo, corrupto e incapaz”. “Enquanto ela defende suas convicções, ele vende o País ao estrangeiro e, por sua irresponsabilidade, quase 200 mil brasileiros já perderam suas vidas”, comentou.
Ironia
Na segunda-feira, Bolsonaro ironizou a tortura sofrida por Dilma durante o período que ela foi presa, na década de 1970, na ditadura militar. Em uma conversa com apoiadores, Bolsonaro pediu que lhe mostrassem um raio X para provar uma fratura da mandíbula da petista.
Entre risos, Bolsonaro declarou: “Dizem que a Dilma foi torturada e fraturaram a mandíbula dela. Traz o raio X para a gente ver o calo ósseo. Olha que eu não sou médico, mas até hoje estou aguardando o raio X.”
Resposta de Dilma
Em nota, Dilma rebateu as provocações feitas pelo presidente e o classificou como “fascista”, “sociopata” e “cúmplice da tortura e da morte”. “Quem não se sensibiliza diante da dor de outros seres humanos, não merece a confiança do povo brasileiro. Bolsonaro não insulta apenas a mim, mas a milhares de vítimas da ditadura militar, torturadas e mortas, assim como aos seus parentes, muitos dos quais sequer tiveram o direito de enterrar seus entes queridos”, declarou a ex-presidente da República.
Veja Tambem em Política
Trajetória de Soraya Thronicke revela ascensão rápida da advocacia ao Senado Federal
Governo e Câmara negociam transição de 2 anos para o fim da escala 6×1 com redução em outubro
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia radioterapia superficial após remoção de câncer de pele
Flávio Bolsonaro admite encontro com banqueiro Daniel Vorcaro em prisão domiciliar, gerando crise política
Status ‘persona non grata’ na diplomacia: entenda a aplicação e suas repercussões em 2026
Presidente Lula revoga cobrança de 20% da Taxa da Blusinha em importações até US$ 50 por medida provisória
Trump recebe Lula na Casa Branca em encontro sobre tarifas e minerais críticos
Eleições 2026: prazo para regularização de título termina hoje
Jair Bolsonaro internado em Brasília para cirurgia de ombro após autorização judicial
Deputados derrubam veto presidencial sobre PL da Dosimetria em Brasília; redução de pena do ex-presidente Jair Bolsonaro
O que é dosimetria? Congresso analisa veto do presidente ao projeto que reduz pena de condenados por atos golpistas