Auxílio emergencial: identificado R$ 808,9 milhões em pagamentos irregulares
Auxílio emergencial: identificado R$ 808,9 milhões em pagamentos irregulares A Controladoria-Geral da União (CGU) identificou o potencial pagamento indevido de R$ 808,9 milhões para cadastrados na segunda fase do auxílio emergencial, que repassou benefícios de R$ 300 entre setembro e dezembro de 2020. As informações constam em relatório da CGU publicado no fim de 2021 e retificado neste mês de fevereiro.
O órgão cruzou informações dos pagamentos e perfil dos beneficiários e identificou 1.819.284 pessoas que não cumpriam os requisitos de elegibilidade do programa, o que corresponde a 3,2% do total. Esses pagamentos somaram R$ 808.989.283,50.
De acordo com o relatório, foram identificados casos de beneficiários com indicativo de óbito (15.571 beneficiários), renda familiar em desacordo com as regras do programa (239.773 casos), pessoas com vínculo empregatício formal ativo (821.991 ocorrências), recebimento simultâneo de outros benefícios previdenciários ou assistencial (160.662 casos), pessoas que receberam também Bolsa Família e extrapolaram os valores limites (442.175 casos), famílias que receberam mais de uma cota do auxílio emergencial (17.993 situações), brasileiros que moram no exterior (16.680 casos), recebimento de mais parcelas do que o devido (75.635 pagamentos) e pagamentos a pessoas em regime fechado (32.282 situações).
A CGU também pontuou que uma parcela muito pequena desses pagamentos é decorrente de concessões judiciais ou extra-judiciais, que corresponderam a 0,1% dos beneficiários e 0,27% do valor. O governo recuperou R$ 44.436.633,20 desta etapa do auxílio emergencial via devolução de valores recebidos indevidamente ou estornos de benefícios não sacados.
Cobertura completa: Benefícios
Dessa forma, o “saldo” de pagamentos indevidos a serem recuperados soma R$ 764.552.650,30.
A auditoria também identificou beneficiários que receberam menos parcelas do que o devido nesta fase, “situação relacionada quase integralmente a ações preventivas adotadas pelo Ministério da Cidadania voltadas à suspensão, bloqueio ou cancelamento de benefícios com indicativos de não atendimento aos critérios de elegibilidade pelos beneficiários”.
O auxílio emergencial teve três fases. Na primeira, entre abril e agosto de 2020, o programa chegou a atender 68,3 milhões de pessoas, com pagamento de benefícios de R$ 600. A segunda etapa, entre setembro e dezembro de 2020 e alvo dessa auditoria, atingiu 55,2 milhões de pessoas, com pagamentos de R$ 300. Em 2021, os pagamentos de R$ 150, R$ 250 ou R$ 375 foram repassados a 39,4 milhões de pessoas entre abril e outubro.
Medidas insuficientes
“Os pagamentos a beneficiários que, em princípio, não cumpririam os critérios de elegibilidade indicam possível insuficiência das providências adotadas pelo Ministério da Cidadania para a adequada identificação dos beneficiários do AER, em especial considerando apontamentos previamente efetuados por ocasião das verificações realizadas pela CGU relacionadas ao Auxílio Emergencial”, aponta o relatório.
A CGU fez três recomendações ao Ministério da Cidadania. Para corrigir as inconsistências cadastrais, a sugestão é de confirmação das informações e ajustes nas bases de dados.
Sobre as possíveis irregularidades nos pagamentos efetuados, a CGU sugere a realização de validações adicionais para se certificar da elegibilidade dos pagamentos e orientar ações para suspensão dos pagamentos e verificação da pertinência das medidas adotadas para a devolução dos valores.
Já em relação aos pagamentos em duplicidade com outros benefícios, a recomendação é para que se busquem outros elementos para verificar essa duplicidade e implementar providências operacionais para vedar esse tipo de pagamento e cobrar o ressarcimento dos valores pagos indevidamente. Fonte: Extra Globo
Mais notícias em Auxílio Emergencial
Veja mais →
Trabalhadores de áreas afetadas por chuvas podem sacar mais de seis mil reais do fundo de garantiaCaixa Tem facilita resgate de até R$ 6.220 do FGTS para atingidos por desastres
Bolsa Família 2025 mantém estrutura atual e exige atualização cadastral para mais de 21 milhões de famílias
Governo federal atualiza critérios para benefício social emergencial em 2025 com foco em famílias carentes
Governo mantém Bolsa Família 2025 focado na renda básica e combate à pobreza com cadastro atualizado
Governo estende prazo até 11 de janeiro de 2026 para devolução voluntária de auxílio emergencial irregular
Pescadores artesanais da Região Norte recebem parcela única de R$ 2.824; veja como funciona o pagamento
MDS amplia prazo para devolver Auxílio Emergencial até janeiro de 2026 e evitar dívidas
Bolsa Família 2025 reforça compromisso com famílias de baixa renda e novos valores em todo o país
Bolsa Família garante mais de R$ 600 para 21 milhões de famílias com foco em recadastramento para 2025
Bolsa família 2025 inicia novo ciclo com regras aprimoradas e foco na primeira infância e gestantes
Governo inicia pagamento de R$ 2.824 para pescadores da Região Norte afetados pela seca severaMais notícias na Mix Vale
- 1Benefícios do Bolsa Família variam de R$ 600 a R$ 900: entenda os valores e como potencializar
- 2Ministério do Desenvolvimento intensifica auxílio a municípios de Minas Gerais com antecipação de benefícios
- 3Governo federal e estadual unem forças para apoiar cidades afetadas em Minas Gerais
- 4Governo federal destina socorro financeiro de r$ 800 e adianta benefícios sociais em minas gerais
- 5MDS estende até 11 de janeiro prazo para devolução de valores do Auxílio Emergencial
- 6Notificados pelo MDS têm nova chance de quitar débitos do Auxílio Emergencial em 2026
- 7Auxílio Emergencial: 177 mil famílias notificadas para devolver R$ 478 milhões
- 8Notificações do MDS cobram devolução de auxílio emergencial indevido em Americana, Hortolândia e mais cidades
- 9Irregularidades no Auxílio Emergencial levam 177 mil famílias a devolverem R$ 478,8 mi
- 10Como identificar se você deve devolver valores do Auxílio Emergencial recebido na pandemia