Prévias vencidas por Doria podem ser ignoradas, indicam partidos da 3ª via
O PSDB, MDB e Cidadania divulgaram uma nota nesta quinta-feira, 19, em que se comprometem a apresentar uma candidatura presidencial competitiva para a eleição de 2022. Em diversos momentos da nota, os três partidos citam que o ex-governador João Doria (PSDB) pode não ser o escolhido mesmo tendo vencido as prévias presidenciais tucanas.
“O Brasil terá uma nova candidatura, competitiva, para vencer, que será oficializada em breve. O povo brasileiro – e não disputas ideológicas e partidárias – estará no centro do debate político nas eleições de outubro. Para problemas reais, soluções reais”, afirmam a cúpula das três legendas.
O nome escolhido pelos presidentes das três siglas é o da senadora Simone Tebet (MDB-MS). O acordo será anunciado na próxima terça-feira, 24. No dia anterior, o comando do PSDB vai até São Paulo se reunir com Doria e tentar fazer com que ele desista da pré-candidatura.
“Em novembro de 2021, o PSDB realizou suas prévias, vencidas pelo governador João Doria. Em dezembro de 2021, deixando de lado conveniências políticas locais e pessoais, os partidos e seus respectivos pré-candidatos iniciaram as discussões para a formação de uma chapa única”, afirma a nota assinada pelos dirigentes partidários Bruno Araújo (PSDB), Baleia Rossi (MDB) e Roberto Freire (Cidadania).
Em outro trecho da nota, as legendas também citam uma fala da senadora Simone Tebet em que ela diz que pode não ser a candidata.
“Na mesma linha, a senadora Simone Tebet afirmou em entrevista que é preciso deixar os projetos pessoais porque o que interessa é o centro democrático estar no segundo turno das eleições. No dia 16 de maio, a senadora reforçou seu posicionamento”, escreveram os presidentes dos partidos.
Apesar disso, há no texto mais menções à possibilidade de Doria abrir mão de disputar a eleição. Os dirigentes também dizem que o paulista participou desde o início das negociações por uma candidatura unificada dos partidos.
“O marco zero dessas conversas ocorreu em São Paulo numa reunião na qual participaram, na residência do ex-presidente Michel Temer, os presidentes Baleia Rossi, do MDB, Bruno Araújo, do PSDB, o então governador João Doria, vencedor das prévias tucanas, e o vice-governador Rodrigo Garcia”, consta na nota.
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