Bolsonaro diz a evangélicos que ‘o outro lado quer legalizar aborto e drogas’
O presidente Jair Bolsonaro (PL) repetiu neste sábado, 2, que “o Brasil enfrenta neste momento uma luta do bem contra o mal”. Ele discursou durante evento evangélico realizado no Rio de Janeiro. “O outro lado quer legalizar o aborto, nós não queremos; o outro lado quer legalizar as drogas, nós não queremos; o outro lado quer legalizar a ideologia de gênero, nós somos contra; o outro lado quer se relacionar com países comunistas, nós não queremos; o outro lado ataca a família, nós defendemos”, seguiu Bolsonaro.
No palco ao lado do pastor Silas Malafaia e de outros líderes evangélicos, Bolsonaro disse que “tentaram derrubar o governo por questões econômicas”, mas que as dificuldades nesse setor estão sendo superadas. “Estamos superando agora a questão dos combustíveis, mas muito mais importante é a questão espiritual”, afirmou, momento em que então fez a comparação entre o que classificou como “luta entre o bem e o mal”. “Onde os bons se omitem, os maus vencem”, disse também.
O presidente relembrou a ocasião em que, durante outro evento evangélico, anos atrás, criou o slogan “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”. Segundo ele, ao discursar durante aquela reunião de pastores, lembrou-se da frase “Brasil acima de tudo”, que é comum de se ver inscrita em paredes de quartéis. Como estava em um evento religioso, ele emendou a citação a Deus, e estava criado o slogan usado durante a campanha presidencial de 2018.
O evento em que Bolsonaro esteve nesta tarde no Rio é o “Louvorzão 93”, show musical evangélico promovido por uma emissora de rádio gospel do Rio na Praça da Apoteose, trecho final do sambódromo, na região central do Rio. O evento reuniu cantores de música gospel e pastores. A emissora pertence à família de Arolde de Oliveira, que era senador pelo PSD-RJ e morreu de covid-19 em outubro de 2020.
Quando Bolsonaro foi anunciado, o público se dividiu entre aplausos e vaias. Ao final do discurso, que durou nove minutos, o presidente só recebeu aplausos e o coro de “mito”. Depois da fala do presidente, quem assumiu a palavra foi Malafaia, que fez um discurso exaltando o presidente.
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