Michelle Bolsonaro desponta entre influenciadores e vira trunfo eleitoral
A primeira-dama Michelle Bolsonaro se tornou uma das figuras mais influentes do segmento evangélico nas redes sociais e tem servido como trunfo da campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) para neutralizar a rejeição do marido, principalmente entre as mulheres.
A Casa Galileia, organização que promove ações e campanhas sobre os cristãos no Brasil, fez um monitoramento em milhares de publicações de influenciadores evangélicos, de fevereiro a agosto. E identificou que a primeira-dama passou a figurar entre os campeões de engajamento nesse público, não só por publicações próprias, mas, principalmente, pelos assuntos impulsionados por campeões de seguidores.
Com perfil apenas no Instagram, as publicações de Michelle têm superado 150 mil interações na semana. Seu maior alcance, no entanto, está nos perfis de pastores e políticos de direita que usam a imagem da mulher de Bolsonaro para impulsionar a campanha. As aparições públicas servem de conteúdo para perfis com altos índices de engajamento nas redes sociais, como é o caso do músico Rafael Bitencourt, do pastor Rodrigo Mocellin, da ex-ministra Damares Alves e do portal Pleno News.
Entre os dias 15 e 21 de agosto, Michelle divulgou o “santinho” da campanha à reeleição do marido e atraiu 570.135 interações. Ficou em segundo lugar no ranking de publicações mais influentes entre perfis evangélicos na rede social, liderado pelo vereador Nikolas Ferreira (PL-MG), candidato a deputado federal.
A primeira-dama também aparece ao publicar apoio à candidatura de Damares para o Senado e ser citada como alguém que a campanha do PT “tem que se preocupar mesmo”. Em sete meses, 18 publicações de Michelle ficaram entre os 20 posts de influenciadores evangélicos com maior engajamento na rede.
Em geral, a primeira-dama é vista entre os cristãos como “temente a Deus, que equilibra o temperamento difícil e explosivo do seu marido”. A autenticidade da fé virou ferramenta da campanha de Bolsonaro, mostra o levantamento.
ALERTA
O estudo identifica que Michelle mergulhou na campanha do marido a partir de junho, quando pesquisas apontaram baixa adesão do eleitorado feminino ao presidente, além de queda do apoio evangélico. Foi quando a campanha começou a focar nesses grupos nos discursos e agenda do candidato à reeleição.
“Michelle Bolsonaro performa o rosto do evangélico conservador e fundamentalista no Brasil, uma esposa crente e sábia que edifica sua casa, é temente a Deus e equilibra o temperamento difícil e explosivo do marido”, disse a pesquisadora Andréa Santos, autora do levantamento.
O atual presidente lidera as intenções de voto entre evangélicos, mas a rejeição cresce quando as mulheres são consultadas. Conforme a última pesquisa Datafolha, o presidente tem 49% das intenções de voto entre evangélicos, ante 32% de Lula. O petista tem 47% entre as mulheres, ante 29% de Bolsonaro.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Veja Tambem em Política
Trajetória de Soraya Thronicke revela ascensão rápida da advocacia ao Senado Federal
Governo e Câmara negociam transição de 2 anos para o fim da escala 6×1 com redução em outubro
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia radioterapia superficial após remoção de câncer de pele
Flávio Bolsonaro admite encontro com banqueiro Daniel Vorcaro em prisão domiciliar, gerando crise política
Status ‘persona non grata’ na diplomacia: entenda a aplicação e suas repercussões em 2026
Presidente Lula revoga cobrança de 20% da Taxa da Blusinha em importações até US$ 50 por medida provisória
Trump recebe Lula na Casa Branca em encontro sobre tarifas e minerais críticos
Eleições 2026: prazo para regularização de título termina hoje
Jair Bolsonaro internado em Brasília para cirurgia de ombro após autorização judicial
Deputados derrubam veto presidencial sobre PL da Dosimetria em Brasília; redução de pena do ex-presidente Jair Bolsonaro
O que é dosimetria? Congresso analisa veto do presidente ao projeto que reduz pena de condenados por atos golpistas