Bolsonaro sobe no palanque com Zema, que faz campanha para o presidente em MG
O presidente Jair Bolsonaro (PL) subiu no palanque com o governador mineiro, Romeu Zema (Novo), nesta quinta-feira, 6. Durante um evento da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Zema atacou o PT e prometeu se empenhar para a reeleição do chefe do Executivo, que disputa o Palácio do Planalto contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Quem é mineiro tem obrigação de saber as tragédias, o caos, o sofrimento que um governo do PT causa. Eu não preciso relembrar aqui o que aconteceu em Minas, em 2015, 2016, 2017 e 2018. Os prefeitos sabem melhor do que eu, inclusive, porque nesta época eu não estava ainda no setor público. Mas tivemos aqui o caos”, declarou o governador de MG, que foi reeleito no primeiro turno.
“Temos muito o que fazer em Minas ainda, e é com o presidente Bolsonaro em Brasília que nós vamos ter condição de continuar a nossa trajetória. Nós faremos tudo aqui para que no dia 30 à noite nós tenhamos aquele resultado que todos desejamos e que é o que levará o Brasil para o futuro”, emendou Zema. O governador foi ao Palácio da Alvorada nesta terça-feira, 4, para declarar apoio a Bolsonaro no segundo turno da disputa pela Presidência.
No Estado, que é o segundo maior colégio eleitoral do País, Lula liderou no primeiro turno. A campanha de Bolsonaro aposta agora em uma virada com o apoio de Zema. No Alvorada, ao lado do presidente, o governador já havia dito que a gestão do PT em Minas, com Fernando Pimentel, foi “desastrosa”. “Então, estou aqui para declarar o meu apoio à candidatura do presidente Bolsonaro, porque eu mais do que ninguém herdei uma tragédia”, disse, na ocasião.
Hoje, no evento da Fiemg, Bolsonaro também atacou o partido de seu adversário. “A especialidade deles é mentir, enganar, em especial, os mais humildes com propostas mirabolantes, mas a verdade sempre aparece”, declarou. “Conversem com os mais humildes, com os mais necessitados, porque eles, uma parte, continuam acreditando nas promessas mirabolantes de picanha e auxílios estratosféricos. Se fosse possível, daríamos, mas sabemos que isso não é possível”, emendou o candidato à reeleição.
No começo do discurso, Bolsonaro voltou a citar a cidade mineira de Juiz de Fora, onde sofreu um atentado a faca na campanha de 2018, e disse, mais uma vez, que cumpre uma “missão de Deus” na Presidência. O presidente ainda afirmou, como fez em outras ocasiões, que há “cobiça internacional” na região amazônica.
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