Polícia Civil investiga denúncia de racismo após PMs abordarem adolescentesPor Carolina Costa
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A Delegacia Especial de Atendimento ao Turista (Deat) está investigando uma denúncia de racismo feita por pais de adolescentes que foram abordados por dois policiais militares na entrada de um condomínio em Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro. A abordagem ocorreu na noite desta quarta-feira e foi registrada por câmeras de segurança do prédio. O Itamaraty também está acompanhando o caso.
Abordagem Violenta Registrada em Vídeo
As imagens mostram os adolescentes entrando em um prédio na Rua Prudente de Morais quando uma viatura da PM parou na calçada. Os policiais desceram com armas em punho, forçando o grupo, composto por um jovem branco e três negros, a encostar na parede para serem revistados. Os adolescentes, que chegaram de Brasília naquela manhã para passar férias no Rio, estavam acompanhados dos avós de um deles.
Pais Denunciam Racismo
A mãe de um dos adolescentes, Rhaiana Rondon, denunciou o episódio nas redes sociais, acusando os policiais de racismo. Ela relatou que os jovens, de 13 e 14 anos, foram abordados de forma abrupta, sem qualquer explicação, e três deles são negros.
Investigação e Análise das Imagens
A Polícia Militar informou que os policiais envolvidos na ação portavam câmeras corporais e que as imagens serão analisadas para verificar se houve excessos. A corporação enfatizou que os cursos de formação incluem disciplinas como Direitos Humanos, Ética, Direito Constitucional e Leis Especiais.
Reações e Críticas
Dani Monteiro, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania, criticou a conduta dos PMs, classificando-a como inadmissível. Ela afirmou que a abordagem demonstra o racismo institucional e estrutural presente nas ações policiais.
— É inadmissível que, em pleno século XXI, ainda nos deparemos com cenas de tamanha violência e racismo institucional e estrutural. Esta é mais uma reprodução cotidiana sofrida por jovens negros fluminenses. A abordagem da Polícia Militar é marcada pela truculência com a população preta, de quem age primeiro com a força, mesmo quando a abordagem é com meninos filhos de diplomatas. E isso demonstra o preconceito que permeia nossa sociedade, especialmente em ações policiais — declarou Dani Monteiro.







