Polícia Federal prende presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) e servidores públicosPor Luís Henrique Costa
4 min de leitura
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A Operação Tomada de Contas, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira, tem como alvo o presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo de Almeida. As fontes divergem sobre a situação dele: algumas informam que ele foi preso, outras tratam seu nome como alvo de mandado, e não há confirmação pública da situação exata.
Os investigadores suspeitam que a suspensão de contratos administrativos tenha sido usada para pressionar fornecedores do tribunal.
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Horário, locais e números da Operação Tomada de Contas
- Órgão responsável: Polícia Federal
- Autorização: Superior Tribunal de Justiça (STJ), que também determinou afastamento de sigilos e sequestro de bens
- Mandados de prisão preventiva: 6
- Mandados de busca e apreensão: 26
- Efetivo mobilizado: mais de 180 policiais federais
- Estados com ações: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo
- Cidade de referência: Cuiabá, Mato Grosso
- Horário da deflagração: não informado nas fontes consultadas
As ordens judiciais foram autorizadas pelo STJ. O afastamento de sigilos permite às autoridades acessar dados bancários e fiscais de investigados, e o sequestro de bens determina que patrimônio ligado aos suspeitos fique indisponível até decisão da Justiça. São medidas usadas quando há suspeita de desvio de recursos e de ocultação de dinheiro.
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TCE-MT: suspeitas de pressão sobre fornecedores e saques em espécie
A investigação também apura possível tratamento privilegiado de fornecedores na liberação de verbas públicas e diferenças nos valores pagos a empresas. Há indícios de movimentações financeiras atípicas de servidores, com saques frequentes em espécie nas dependências do próprio tribunal.
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Segundo a Polícia Federal, os fatos podem configurar crimes contra a Administração Pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Crime contra a Administração Pública atinge o funcionamento do Estado, lavagem de dinheiro é a tentativa de dar aparência legal a recursos de origem ilícita, e organização criminosa é a associação estável de pessoas para cometer crimes. O enquadramento é apenas em tese e não equivale a condenação.
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Da Operação Malebolge, em 2017, à Tomada de Contas de 2026
O TCE-MT já havia sido alvo da Polícia Federal antes. Em 2017, na Operação Malebolge, cinco conselheiros do tribunal foram afastados. A nova operação atinge o órgão de novo, desta vez com o próprio presidente entre os alvos.
- 2017 — Operação Malebolge da PF no TCE-MT, com o afastamento de cinco conselheiros
- 29 de outubro de 2026, pela manhã — PF deflagra a Operação Tomada de Contas e tem como alvo o presidente do TCE-MT
- 29 de outubro de 2026, 08h45 — publicação desta matéria, com informações preliminares sobre a operação
Polícia Federal: valores, nomes e prazos que ainda não foram confirmados
Os valores envolvidos nos desvios, os prejuízos aos cofres públicos e a identificação dos beneficiários não foram informados. Também não se confirmou se o conselheiro José Carlos Novelli e o consultor jurídico-geral do TCE-MT, Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, foram presos ou apenas citados em informações preliminares da operação. Quem são os seis presos preventivamente também não foi confirmado de forma completa.
A Polícia Federal informou que as investigações seguem para identificar a participação de cada suspeito e dimensionar os possíveis prejuízos. Prazo das prisões, eventual afastamento do cargo e audiência de custódia não foram confirmados. A assessoria do TCE-MT foi procurada, mas ainda não havia enviado posicionamento até a publicação de uma das matérias consultadas.















