Nicolás Maduro: veja como funciona a eleição e o voto na Venezuela

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CNE

O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela (CNE) anunciou na madrugada desta segunda-feira que, com 80% dos votos apurados, Nicolás Maduro foi reeleito presidente nas eleições realizadas no domingo, 28 de julho. No entanto, a coalizão oposicionista não reconhece o resultado e questiona a legitimidade do processo.

Sistema Eleitoral Venezuelano

A eleição na Venezuela utiliza urnas eletrônicas, semelhantes às do Brasil, mas com algumas diferenças importantes:

  1. Identificação do Eleitor:
    • O eleitor apresenta a carteira de identidade no local de votação.
    • O número do documento é digitado em uma máquina e a autenticação biométrica é feita por meio da digital.
  2. Votação na Urna:
    • A urna é liberada e o eleitor seleciona a foto do candidato.
    • As fotos dos candidatos aparecem várias vezes na mesma tela, representando os partidos que os apoiam. Maduro, por exemplo, apareceu 13 vezes na urna, enquanto seu oponente González, três vezes.
  3. Comprovante de Voto:
    • Após a confirmação do voto, a urna imprime um comprovante de papel.
    • O comprovante é dobrado e colocado em outra urna para posterior auditoria.

Auditoria e Transparência

O governo afirma que mais da metade das urnas passam por auditoria, comparando os votos eletrônicos com os comprovantes de papel. Contudo, a oposição e observadores internacionais questionam a transparência do processo. Em eleições anteriores, como a votação legislativa de 2017, foram levantadas sérias dúvidas sobre a integridade do sistema.

Questionamentos Internacionais

A comunidade internacional tem colocado em dúvida a legitimidade do sistema eleitoral da Venezuela. Em dezembro de 2023, um referendo sobre a anexação do território de Essequibo foi convocado, mas testemunhas relataram baixa participação, apesar da afirmação do governo de que mais de 10 milhões de eleitores apoiaram a proposta.

A empresa Smartmatic, que fornecia tecnologia para as urnas, alegou manipulação nos números oficiais de participação nas eleições de 2017, levando o governo a adotar novas máquinas de votação projetadas internamente. Essas eleições resultaram na formação de uma Assembleia Constituinte chavista, que usurpou o poder do Parlamento de maioria opositora.

Conclusão

As recentes eleições presidenciais reafirmam as preocupações sobre a transparência e legitimidade do processo eleitoral na Venezuela. Com a oposição não reconhecendo o resultado, o país enfrenta um cenário de incerteza política.

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