Vôlei: Zé Roberto e Bernardinho seguem à frente das seleções de vôlei rumo a 2028Por Thiago Lemos
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José Roberto Guimarães e Bernardinho, os dois maiores ícones do vôlei brasileiro, continuarão no comando das seleções nacionais, masculino e feminino, para o próximo ciclo olímpico. A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) oficializou nesta quinta-feira a permanência dos técnicos, reforçando a confiança no trabalho de ambos para os Jogos de Los Angeles em 2028. Eles também seguirão como coordenadores técnicos das equipes adultas e de base, visando uma integração maior entre as gerações.
As conquistas históricas de Zé Roberto e Bernardinho são amplamente reconhecidas. Juntos, eles somam múltiplos títulos olímpicos e mundiais, liderando o vôlei brasileiro a glórias internacionais por décadas. No entanto, nos dois últimos ciclos olímpicos, os resultados não foram tão brilhantes quanto no passado. A equipe feminina conquistou o bronze em Paris-2024 e a prata em Tóquio-2021, enquanto o time masculino teve um desempenho abaixo do esperado, com a oitava colocação nos últimos Jogos.
Zé Roberto e Bernardinho renovam com foco em 2028 e 2032
A continuidade dos dois treinadores é vista como parte essencial do plano da CBV para as próximas Olimpíadas. Segundo o presidente da entidade, Radamés Lattari, o compromisso dos dois treinadores com o desenvolvimento das seleções de quadra e de base é crucial para garantir resultados futuros.
“A integração entre as seleções adultas e as categorias de base é um dos pilares do nosso planejamento. Queremos continuar com esse trabalho mirando o ciclo olímpico de 2028 e 2032. Zé Roberto e Bernardinho são fundamentais para esse projeto, e ambos demonstraram total comprometimento com a ideia. Isso nos dá muita confiança para seguir em busca dos nossos objetivos”, afirmou Lattari.
Essa união entre experiência e renovação é considerada a chave para a longevidade do sucesso das seleções. A CBV, com essa estratégia, busca manter o voleibol brasileiro no topo, mesmo diante de uma competição internacional cada vez mais acirrada.
Desempenho recente e os desafios pela frente
Apesar de terem conquistado medalhas importantes nos últimos ciclos, o vôlei brasileiro vive um momento de transição. No feminino, sob o comando de Zé Roberto, a seleção alcançou a prata em Tóquio e o bronze em Paris, mas o ouro olímpico não veio. No masculino, liderada por Bernardinho, a seleção não subiu ao pódio desde o ouro no Rio-2016, acumulando resultados abaixo das expectativas, com a oitava colocação na última edição dos Jogos.
Bernardinho, conhecido por sua disciplina e exigência, destacou que o equilíbrio no cenário internacional do vôlei é uma realidade cada vez mais forte. “O nível de competitividade entre as seleções aumentou consideravelmente. Temos uma geração promissora de jovens atletas, e esse trabalho integrado com as categorias de base será essencial para alcançarmos um novo patamar. Estamos prontos para avançar”, comentou o técnico, reforçando sua confiança no projeto.
Integração das bases: a chave para a evolução
A coordenação entre as equipes de base e as seleções adultas é um dos principais pontos da estratégia traçada pela CBV. Tanto Zé Roberto quanto Bernardinho estarão diretamente envolvidos no desenvolvimento dos novos talentos, supervisionando o trabalho técnico desde as categorias mais jovens até o nível profissional.
Zé Roberto, que também é um grande defensor do trabalho técnico nas categorias de base, enfatizou a importância de investir na formação de atletas desde cedo. “Temos uma geração muito talentosa. Nossa missão é oferecer a melhor preparação técnica possível, aprimorando os fundamentos e desenvolvendo a parte tática desde a base. Isso garantirá que estejamos entre os melhores do mundo nos próximos anos”, disse o treinador da seleção feminina.
Reestruturação no vôlei de praia: foco na continuidade do sucesso
No vôlei de praia, o Brasil também busca manter o alto nível de desempenho. Leandro Brachola, responsável pela coordenação técnica das seleções de praia, seguirá no cargo após a bem-sucedida campanha em Paris-2024, onde Duda e Ana Patrícia conquistaram a medalha de ouro.
Brachola destacou o impacto positivo do último ciclo, que culminou com o ouro olímpico feminino, e a importância de continuar trabalhando de forma integrada com as duplas. “O trabalho com as categorias de base, através de camps de treinamento e apoio à preparação física, tem sido fundamental. Vamos seguir focados nas principais competições, sempre próximos das equipes adultas e de base para garantir uma transição sólida entre as gerações”, afirmou.
Visão estratégica para manter o Brasil no topo do vôlei mundial
A CBV deixa claro que o futuro do vôlei brasileiro depende de um planejamento de longo prazo, com uma forte integração entre as gerações. A função de coordenadores técnicos, atribuída a Zé Roberto e Bernardinho, reflete essa estratégia. O objetivo é garantir que a base forneça constantemente talentos qualificados para alimentar as seleções adultas, mantendo o Brasil competitivo em nível internacional.
Radamés Lattari destacou que o trabalho técnico será acompanhado de perto, e que as seleções femininas e masculinas terão toda a estrutura necessária para alcançar resultados consistentes nas próximas competições internacionais. “Estamos nos preparando para os próximos ciclos olímpicos com uma visão muito clara de que o trabalho começa agora, e os frutos virão nos próximos anos”, afirmou o presidente da CBV.
Compromisso com a renovação e superação de desafios
Tanto Zé Roberto quanto Bernardinho têm um histórico de sucesso consolidado, mas o desafio de conduzir as seleções brasileiras a novos títulos é grande. A pressão por resultados imediatos, especialmente após os últimos ciclos olímpicos, será inevitável. Ainda assim, ambos demonstram total confiança na capacidade das seleções de superarem as adversidades e alcançarem novos títulos.
Para Zé Roberto, o próximo ciclo será marcado por ajustes no trabalho técnico e uma busca por maior solidez tática. “Nosso trabalho será focado em pequenos detalhes. Hoje, no vôlei mundial, o nível é muito equilibrado, e as margens de erro são mínimas. Queremos continuar entre as melhores seleções, mas para isso, precisaremos de muito trabalho, dedicação e foco”, afirmou o técnico.
Bernardinho, por sua vez, reforçou que o desenvolvimento de novos talentos será fundamental para recolocar a seleção masculina no pódio olímpico. “Estamos trabalhando com uma geração jovem muito promissora, mas a experiência é um fator determinante para o sucesso. Nosso foco está em preparar esses atletas da melhor maneira possível, com rodagem internacional e confrontos de alto nível”, concluiu.
Um novo ciclo de esperança para o vôlei brasileiro
A confirmação da permanência de Zé Roberto e Bernardinho à frente das seleções brasileiras marca o início de um novo ciclo de esperança para o vôlei do país. Com uma estratégia clara, focada na integração das bases com as seleções adultas, o Brasil busca consolidar sua posição de destaque no cenário internacional e continuar acumulando títulos nas próximas competições.
O desafio será grande, mas a confiança da CBV na experiência e liderança dos dois treinadores é inabalável. A expectativa é que, com essa renovação planejada, o voleibol brasileiro possa retomar o caminho das glórias olímpicas e mundiais, consolidando-se novamente como uma das potências do esporte.







