Ex-secretário de Guarujá comete crime brutal contra mãe e cachorro antes de suicídioPor Bruna
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Thiago Felipe Avanci, ex-secretário de Modernização e Transformação Digital do Guarujá, cometeu um crime chocante na terça-feira, 17 de setembro de 2024, ao assassinar sua mãe, Sueli Nastri de Souza Avanci, e o cachorro da família, antes de tirar a própria vida. O caso abalou o litoral paulista e trouxe à tona questões envolvendo transtornos psicológicos e a tragédia familiar.
O dia do crime
Na manhã de terça-feira, 17 de setembro, Thiago Felipe Avanci pediu exoneração do cargo que ocupava na prefeitura de Guarujá. Poucas horas depois, ele cometeu os atos violentos em sua residência, localizada na mesma cidade. A sequência de eventos foi confirmada pela Polícia Civil, que investiga o caso.
Thiago, que vinha sendo alvo de investigações, utilizou uma arma de fogo para assassinar a própria mãe e o cachorro da família, antes de tirar a própria vida com um disparo na cabeça. O crime foi registrado em um boletim de ocorrência como dois homicídios e um suicídio, chocando a população local e familiares.
Denúncia e mandado de busca
A Polícia Civil de Guarujá já investigava Thiago Avanci após uma denúncia feita na Delegacia da Defesa da Mulher da cidade. A natureza da denúncia não foi divulgada, mas foi suficiente para que os agentes expedissem um mandado de busca e apreensão na residência de Thiago.
No dia do crime, os policiais cumpriram o mandado e revistaram a casa do ex-secretário. Entretanto, após a primeira visita, um novo fato emergiu: Carlos Maurício de Souza Avanci, irmão de Thiago, procurou a polícia após receber um vídeo perturbador.
O vídeo perturbador
Carlos Avanci relatou à polícia que recebeu um vídeo no qual sua mãe, Sueli, aparece ingerindo comprimidos, enquanto conversa com Thiago. Durante o vídeo, ambos discutem o fim de suas vidas, revelando um plano trágico que se concretizaria naquele mesmo dia. Thiago mencionou no vídeo que já havia acertado detalhes com um plano de assistência funerária, indicando que o ato estava premeditado.
Esse novo fato levou a polícia a retornar imediatamente à residência de Thiago e Sueli, onde encontraram a cena trágica que confirmaria o conteúdo do vídeo.
A cena do crime
Os policiais, ao chegar à residência após a denúncia de Carlos, encontraram a casa com as luzes apagadas, exceto por uma lâmpada acesa no andar superior. A porta estava trancada, o que obrigou os agentes a forçar a entrada.
Ao adentrarem o local, encontraram Sueli Nastri deitada na cama, já sem vida, com um ferimento de bala na cabeça. Ao lado dela estava o cachorro da família, também morto, porém sem sinais visíveis de violência. Acredita-se que o animal tenha sido envenenado. O próprio Thiago foi encontrado caído ao lado da cama, com a arma do crime – um revólver calibre 38 com numeração raspada – ao lado de seu corpo.
Armas e pertences apreendidos
Além da arma utilizada no crime, os agentes apreenderam três celulares, uma caixa de munição calibre 38 e outros objetos pessoais. Na edícula da residência, onde Thiago morava, os policiais também recolheram um notebook e outro telefone celular, que podem ser peças-chave na investigação.
A polícia continua a investigar as circunstâncias que levaram Thiago a cometer os crimes, tentando esclarecer se houve mais alguma motivação além do que foi registrado no vídeo enviado ao irmão.
A trajetória de Thiago Felipe Avanci
Thiago Felipe Avanci não era apenas um funcionário público, mas também um acadêmico respeitado. Ele foi professor universitário em quatro instituições de ensino, incluindo a renomada Universidade Presbiteriana Mackenzie, onde obteve seu doutorado em Direito Político e Econômico.
Além disso, Thiago possuía uma vasta formação acadêmica. Era mestre em Direito Ambiental pela Universidade Católica de Santos, especialista em Gestão Pública Municipal pela Unifesp, e também exerceu funções na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), como presidente da Comissão de Direitos da Criança e do Adolescente da OAB Guarujá entre 2014 e 2015.
Sua carreira acadêmica e jurídica contrastava com os acontecimentos trágicos de sua vida pessoal, revelando um abismo entre seu sucesso profissional e os problemas que o levaram à situação desesperadora.
A reação da sociedade
O caso chocou a cidade de Guarujá e reverberou em todo o estado de São Paulo. Amigos e conhecidos de Thiago, assim como colegas de trabalho e alunos, manifestaram surpresa e consternação diante dos atos violentos cometidos pelo ex-secretário. As redes sociais foram tomadas por mensagens de luto e perplexidade, enquanto muitos tentam entender o que poderia ter levado Thiago a tomar tais atitudes.
O prefeito de Guarujá lamentou a perda e se solidarizou com a família, destacando que Thiago sempre foi um servidor dedicado e que jamais apresentou sinais de que poderia cometer um ato tão brutal. A exoneração de Thiago foi um procedimento formal, já que ele havia solicitado a dispensa do cargo horas antes do crime.
Investigação em andamento
Embora o caso tenha sido registrado como homicídios seguidos de suicídio, a polícia ainda está analisando todos os elementos do caso. O material apreendido na casa de Thiago, incluindo os celulares e o notebook, será examinado para tentar identificar outras possíveis motivações.
A polícia também está avaliando o histórico de saúde mental de Thiago e Sueli. De acordo com os relatos obtidos pela investigação, Thiago já havia manifestado anteriormente a intenção de tirar a própria vida, o que foi registrado em um boletim de ocorrência na cidade de Santos.
Os investigadores também examinam se havia algum histórico de violência ou desentendimentos familiares que possam ter contribuído para o desfecho trágico. O conteúdo do vídeo enviado por Thiago ao irmão também será analisado com mais profundidade.
O impacto psicológico nos familiares
A família de Thiago e Sueli, principalmente Carlos, irmão do autor dos crimes, está devastada. A polícia oferece suporte psicológico aos familiares, já que o impacto da tragédia foi significativo. Carlos, que tentou alertar as autoridades após receber o vídeo perturbador, está recebendo acompanhamento especializado.
Casos como este evidenciam a importância de estar atento aos sinais de depressão, ansiedade e outros distúrbios mentais que podem resultar em tragédias familiares. Psicólogos e especialistas ressaltam a necessidade de apoio e tratamento adequado para prevenir situações tão devastadoras.







