Mercedes revela motivos para a queda de desempenho da Red Bull na F1Por Thiago Lemos
6 min de leitura
![]() |
A Mercedes acredita que a queda de desempenho da Red Bull na temporada atual da Fórmula 1 está diretamente ligada à saída de importantes nomes do corpo técnico da equipe de Milton Keynes. O chefe da Mercedes, Toto Wolff, comentou sobre o “declínio incrível” dos rivais, que começaram o ano com vitórias, mas hoje enfrentam dificuldades na luta pelo Mundial de Construtores.
No início de agosto, a Sauber anunciou a contratação de Jonathan Wheatley, ex-diretor-esportivo da Red Bull, como chefe de equipe para a chegada oficial da Audi em 2026. Mais recentemente, a Aston Martin confirmou a contratação do famoso projetista Adrian Newey, colocando fim à longa relação entre ele e a Red Bull. Essas saídas, segundo Wolff, são a principal razão pela qual a Red Bull tem enfrentado uma queda significativa em seu desempenho nas últimas corridas.
Perdas importantes e mudanças na Red Bull
Para conter os danos após as saídas de Wheatley e Newey, a Red Bull promoveu Gianpiero Lambiase, engenheiro de pista de Max Verstappen desde 2016, ao cargo de chefe de corrida. Ele agora se reporta diretamente ao diretor-técnico Pierre Waché, outro nome chave da equipe. A medida visa reorganizar a estrutura interna e dar mais foco às atividades de pista, tentando minimizar o impacto das mudanças.
No entanto, apesar dessas movimentações, a Red Bull perdeu a liderança do Mundial de Construtores para a McLaren. A equipe de Woking agora soma 476 pontos, 20 a mais que a Red Bull, que ficou para trás após um início de temporada dominante, onde venceu sete das primeiras dez corridas. Com 425 pontos, a Ferrari também ameaça a vice-liderança dos energéticos. Max Verstappen, atual tricampeão mundial, está há sete corridas sem vencer e comparou o carro RB20 a um “kart” após sua quinta colocação no GP do Azerbaijão.
O impacto das saídas e a visão da Mercedes
Toto Wolff, ao comentar a situação da Red Bull, afirmou que a saída de profissionais valiosos não poderia passar sem consequências. “Quando você perde pessoas de valor, é impossível que não haja impacto. O declínio deles é incrível”, disse o chefe da Mercedes. Para Wolff, a reorganização da Red Bull não foi suficiente para evitar a queda no desempenho, algo que fica evidente no campeonato.
Com 307 pontos, a Mercedes ocupa a quarta colocação no Mundial de Construtores e está fora da disputa pelo título deste ano. No entanto, Wolff vê a posição da equipe como uma oportunidade estratégica para os próximos anos. “Estar em quarto lugar pode nos beneficiar no médio prazo, principalmente com o regulamento de 2026. Primeiro, porém, precisamos fechar bem este campeonato, já que o carro do próximo ano será uma evolução direta do W15”, afirmou.
A disputa no Mundial de Construtores
A briga pelo Mundial de Construtores em 2024 ganhou novos contornos após a queda de rendimento da Red Bull. A McLaren, com Oscar Piastri como um dos destaques, assumiu a liderança com 476 pontos. A Ferrari, que também teve uma recuperação impressionante, está na terceira posição com 425 pontos, ameaçando a vice-liderança da Red Bull.
A Red Bull, por sua vez, luta para manter-se competitiva após as perdas significativas em seu corpo técnico e a falta de vitórias recentes. A equipe, que começou a temporada dominando as corridas, agora enfrenta o desafio de se reorganizar internamente enquanto tenta manter-se relevante nas disputas finais do campeonato.
A expectativa para 2026 e o papel da Mercedes
Enquanto a temporada de 2024 caminha para o fim, o foco das equipes começa a se voltar para o regulamento de 2026. A Mercedes, embora não esteja disputando o título este ano, já se posiciona para tirar proveito de sua colocação atual, pensando nas mudanças que o novo regulamento trará. Wolff destacou que, embora o quarto lugar atual não seja o ideal, ele pode ser benéfico para o desenvolvimento do carro e para as horas de túnel de vento nos próximos anos.
A equipe de Brackley, que dominou a Fórmula 1 entre 2014 e 2020, tem grandes expectativas para o futuro. O W15, carro projetado para 2025, será uma evolução do modelo atual, com a equipe apostando em um desenvolvimento consistente para retornar ao topo do pódio.
Futuro da Red Bull e a temporada 2024
Apesar das dificuldades, a Red Bull ainda tem tempo para tentar recuperar o terreno perdido. Com Verstappen no comando, a equipe busca soluções rápidas para voltar a vencer e assegurar uma boa posição no Mundial de Construtores. As próximas corridas serão decisivas para determinar se a equipe conseguirá reagir e evitar a pressão da Ferrari.
No entanto, a perda de figuras importantes como Newey e Wheatley pode ter consequências de longo prazo para o time de Milton Keynes. A Red Bull, que sempre contou com uma equipe técnica de ponta, agora enfrenta o desafio de se reorganizar e manter o alto nível de desempenho.
Próxima etapa: GP de Singapura
A Fórmula 1 retorna no próximo final de semana, de 20 a 22 de setembro, para o GP de Singapura. A corrida nas ruas de Marina Bay será a 18ª etapa da temporada, e todas as equipes estão focadas em garantir bons resultados. Será mais uma oportunidade para a Red Bull tentar se reerguer e para a Mercedes continuar seu desenvolvimento estratégico de olho em 2026.
Conclusão e visão de futuro
Embora a Mercedes esteja fora da briga pelo título de 2024, o time de Toto Wolff mantém a estratégia voltada para o médio e longo prazo. Enquanto isso, a Red Bull enfrenta um desafio imediato para voltar às vitórias e segurar sua posição no campeonato. A Fórmula 1, como sempre, segue imprevisível, e a disputa entre as grandes equipes promete continuar acirrada até o final da temporada.







