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O Tufão nº 17, batizado de “Jebi”, gerou grande preocupação devido à sua intensidade e rápido desenvolvimento ao longo de sua trajetória pela região do Pacífico. No dia 1º de outubro de 2024, agências meteorológicas em toda a Ásia começaram a emitir alertas, já que o tufão se aproximava de áreas costeiras, trazendo consigo ventos fortes, chuvas intensas e grande potencial de causar danos generalizados. O fenômeno foi monitorado de perto por diversas agências, como a Administração Meteorológica da Coreia (KMA) e a Agência Meteorológica do Japão (JMA), além de outros centros de previsão.

Formação e trajetória do Tufão Jebi

O Tufão Jebi se formou como uma depressão tropical no final de setembro de 2024, rapidamente ganhando força e sendo classificado como um tufão em questão de dias. No final de setembro, já havia alcançado a categoria 2, com velocidades de ventos sustentados de até 120 km/h (74 mph). O tufão intensificou-se à medida que se deslocava para o norte, rumo ao Japão, Coreia do Sul e partes da China. No dia 1º de outubro de 2024, a Agência Meteorológica do Japão relatou que a pressão central da tempestade havia caído para 985 hPa, sinalizando um aumento na intensidade, com ventos máximos atingindo até 135 km/h (84 mph)​.

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Impacto no Japão e na Coreia

No dia 1º de outubro de 2024, o Tufão Jebi fez-se sentir ao longo da costa leste do Japão, especialmente afetando regiões como Kyushu e Shikoku. A Agência Meteorológica do Japão emitiu avisos sobre chuvas intensas, possíveis inundações e elevação do nível do mar nas áreas costeiras. Autoridades tanto no Japão quanto na Coreia do Sul estavam em alerta máximo, já que a tempestade seguia na direção nordeste. Na Coreia do Sul, especialmente nas áreas de Jeju e Busan, foram registrados ventos fortes e chuvas torrenciais, levando ao cancelamento de voos e serviços de balsa​.

Conforme Jebi avançava em direção ao norte, aproximando-se da Coreia do Sul, houve grande preocupação com o possível impacto nas principais áreas urbanas. Autoridades sul-coreanas emitiram alertas de segurança pública, recomendando que os residentes se preparassem para possíveis inundações e deslizamentos de terra, especialmente em regiões montanhosas. Escolas nas áreas afetadas foram fechadas e o sistema de transporte público foi colocado em alerta​.

Dados meteorológicos principais e previsões

Em 1º de outubro de 2024, a posição de Jebi foi registrada em aproximadamente 32,6° N e 141,5° E, com a pressão central caindo para 990 hPa. O raio dos ventos máximos sustentados da tempestade se estendia até 220 quilômetros (137 milhas), representando uma ameaça significativa às rotas marítimas e regiões costeiras. Os modelos de previsão indicaram que o tufão manteria sua intensidade por pelo menos mais 24 horas, antes de enfraquecer gradualmente à medida que se deslocasse mais ao norte. Esperava-se que, até o dia 2 de outubro de 2024, Jebi começasse a transitar para um ciclone extratropical, ao encontrar águas mais frias e enfrentar maior cisalhamento do vento​.

Meteorologistas enfatizaram a importância de monitorar de perto o movimento da tempestade, devido ao seu potencial de intensificação rápida ou mudanças bruscas de trajetória. A Administração Meteorológica da Coreia divulgava atualizações a cada seis horas, com previsões detalhadas sobre o trajeto do tufão, velocidades dos ventos e intensidade das chuvas. Enquanto isso, autoridades locais no Japão e na Coreia do Sul se preparavam para possíveis ordens de evacuação nas áreas mais vulneráveis, especialmente aquelas próximas a rios e zonas costeiras suscetíveis a inundações​.

Preparações e precauções

Governos nas regiões afetadas tomaram medidas preventivas para mitigar o possível impacto do Tufão Jebi. No Japão, moradores de cidades costeiras foram orientados a reforçar suas casas e estocar suprimentos de emergência. Os serviços de emergência foram colocados em alerta, e centros de evacuação foram preparados em escolas e centros comunitários. Na Coreia do Sul, o governo mobilizou equipes de resgate adicionais para regiões com maior risco de inundações e deslizamentos de terra, especialmente em áreas com histórico de desastres relacionados a tufões​.

Tanto o Japão quanto a Coreia do Sul estão acostumados a lidar com tufões, e seus protocolos de preparação para desastres são bem estabelecidos. No entanto, cada tempestade apresenta desafios únicos, e o rápido desenvolvimento do Tufão Jebi exigiu adaptações rápidas à situação em constante evolução. O risco de quedas de energia, interrupções nas comunicações e atrasos no transporte estava entre as principais preocupações, e as autoridades estavam determinadas a evitar o caos que pode seguir eventos climáticos tão poderosos.

Cronologia dos eventos

A cronologia do desenvolvimento e impacto do Tufão Jebi fornece uma visão clara da progressão da tempestade:

  • 27 de setembro de 2024: Uma depressão tropical se forma no Oceano Pacífico ocidental.
  • 29 de setembro de 2024: O sistema é atualizado para tufão e recebe o nome “Jebi” pela Agência Meteorológica do Japão.
  • 1º de outubro de 2024: Jebi atinge seu pico de intensidade ao se aproximar do Japão e da Coreia do Sul, com ventos superiores a 135 km/h e pressão central de 985 hPa.
  • 2 de outubro de 2024: O tufão começa a enfraquecer à medida que se desloca para o norte, entrando em águas mais frias e começando sua transição para um ciclone extratropical.

Implicações de longo prazo

O Tufão Jebi serve como um lembrete da importância da preparação para desastres em regiões propensas a tufões. Embora o impacto imediato da tempestade inclua danos materiais, interrupções no transporte e potenciais perdas de vidas, os efeitos de longo prazo podem ser igualmente significativos. Setores agrícolas no Japão e na Coreia do Sul são frequentemente afetados por tufões, com culturas como arroz e frutas sendo particularmente vulneráveis aos ventos fortes e chuvas intensas.

Além disso, os custos econômicos associados aos esforços de recuperação pós-tufão podem ser substanciais. A reconstrução de infraestrutura, o reparo de casas danificadas e a restauração de redes de energia e comunicações exigem recursos significativos. Governos em ambos os países alocaram fundos emergenciais para apoiar os esforços de recuperação, mas a extensão total dos danos só será conhecida nos dias subsequentes à passagem da tempestade.

Conclusão

À medida que o Tufão Jebi continua sua trajetória pelo Pacífico, os países afetados permanecem em alerta máximo, com meteorologistas monitorando de perto seu progresso. As lições aprendidas com tufões anteriores desempenharão um papel crucial na minimização do impacto da tempestade, mas a natureza imprevisível desses eventos climáticos serve como um lembrete contínuo da necessidade de vigilância e preparação.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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