Adriane Galisteu passa por cirurgia de emergência após infecção urinária gravePor Maria
Atualizado 6 min de leitura
![]() |
Adriane Galisteu, apresentadora e personalidade da televisão brasileira, enfrentou recentemente um problema de saúde que exigiu uma cirurgia de emergência. Após retornar de uma viagem à Suíça, a artista começou a sentir sintomas como febre persistente e mal-estar, o que a levou a procurar atendimento médico imediato. Os exames realizados confirmaram um diagnóstico de pielonefrite, uma infecção urinária alta, agravada pela presença de um cálculo renal que estava bloqueando a passagem da urina. Esse quadro clínico pode ser grave se não tratado rapidamente, podendo resultar em complicações como insuficiência renal e infecção generalizada. Com o diagnóstico, os médicos optaram por uma intervenção cirúrgica para remover a obstrução e iniciar um tratamento adequado com antibióticos.
Após a cirurgia, Adriane relatou sua experiência nas redes sociais e tranquilizou seus seguidores sobre sua recuperação.
Siga o Mix Vale no Google e veja nossas notícias primeiro
Atualmente, a apresentadora está utilizando um cateter duplo J, um dispositivo médico que ajuda a garantir o fluxo urinário adequado entre o rim e a bexiga durante o processo de recuperação.
Pielonefrite: o que é e como se desenvolve
A pielonefrite é uma infecção urinária grave que atinge os rins e pode ser causada pela ascensão de bactérias da bexiga através dos ureteres. Esse tipo de infecção pode se tornar perigoso caso não seja tratado adequadamente, podendo levar a complicações como sepse e insuficiência renal. Os principais sintomas incluem febre alta, calafrios, dor lombar, fadiga extrema, náuseas e vômitos. Em alguns casos, o paciente pode apresentar também sintomas urinários, como ardência ao urinar, urgência frequente e presença de sangue na urina.
O tratamento da pielonefrite normalmente envolve o uso de antibióticos potentes para eliminar a infecção. Em casos mais graves, como o de Adriane Galisteu, em que há um cálculo renal obstruindo o fluxo urinário, a intervenção cirúrgica pode ser necessária para remover o bloqueio e evitar danos permanentes aos rins.
Cálculo renal: causas e fatores de risco
Os cálculos renais, conhecidos popularmente como pedras nos rins, são formações sólidas compostas por sais minerais e outras substâncias que se acumulam nos rins e podem obstruir as vias urinárias. Esse problema é bastante comum e pode atingir pessoas de diferentes idades, embora alguns fatores aumentem o risco de desenvolvimento.
- Baixa ingestão de água: A falta de hidratação adequada pode facilitar a cristalização de sais minerais nos rins.
- Alimentação rica em sódio e proteínas: O consumo excessivo de sal e proteínas pode aumentar a excreção de cálcio e ácido úrico, favorecendo a formação de cálculos.
- Histórico familiar: Pessoas com parentes próximos que tiveram pedras nos rins possuem maior probabilidade de desenvolver o problema.
- Doenças metabólicas: Algumas condições, como diabetes e gota, podem contribuir para a formação de cálculos renais.
- Uso excessivo de suplementos de cálcio: O consumo exagerado de suplementos pode levar ao acúmulo dessa substância nos rins.
Sintomas e diagnóstico dos cálculos renais
Os cálculos renais podem permanecer silenciosos por muito tempo, mas quando se deslocam dentro do trato urinário, podem causar dores intensas, conhecidas como cólicas renais. Os principais sintomas incluem:
- Dor intensa na região lombar: Muitas vezes irradiando para a virilha.
- Sangue na urina: Pode indicar lesões no trato urinário.
- Dor e ardência ao urinar: Sintoma comum quando o cálculo se aproxima da bexiga.
- Aumento da frequência urinária: Pode haver necessidade urgente de urinar.
- Febre e calafrios: Sinal de infecção associada ao cálculo renal.
O diagnóstico dos cálculos renais é feito por meio de exames de imagem, como ultrassonografia e tomografia computadorizada, além de exames laboratoriais para avaliar a presença de infecção e níveis de substâncias na urina.
Tratamentos para cálculos renais
Dependendo do tamanho e da localização do cálculo, diferentes abordagens podem ser adotadas para o tratamento:
- Hidratação e medicamentos: Para cálculos pequenos, a recomendação principal é o consumo elevado de água e o uso de analgésicos para aliviar a dor.
- Litotripsia extracorpórea: Procedimento que utiliza ondas de choque para fragmentar a pedra e facilitar sua eliminação.
- Ureteroscopia: Técnica minimamente invasiva na qual um endoscópio é inserido pela uretra para remover ou fragmentar o cálculo.
- Cirurgia percutânea: Procedimento indicado para pedras maiores, realizado com uma pequena incisão na pele para acesso direto ao rim.
A importância do cateter duplo J na recuperação
Após a cirurgia, Adriane Galisteu relatou o uso do cateter duplo J, um dispositivo frequentemente utilizado em pacientes que passam por procedimentos de remoção de cálculos renais. Esse cateter é inserido no ureter para evitar obstruções e permitir o fluxo contínuo da urina, reduzindo o risco de complicações e acelerando a recuperação.
O cateter duplo J é temporário e, na maioria dos casos, é removido após algumas semanas, quando o risco de obstrução e infecção diminui.
Cuidados pós-operatórios e prevenção de novas infecções
Após um procedimento de remoção de cálculo renal, os pacientes precisam adotar algumas medidas para garantir uma recuperação adequada e evitar novos episódios:
- Hidratação intensa: Beber pelo menos 2 a 3 litros de água por dia.
- Evitar alimentos ricos em sódio e proteínas em excesso.
- Realizar exames periódicos para monitoramento da saúde renal.
- Uso correto de medicamentos prescritos pelo médico para evitar infecções.
Estatísticas e dados sobre cálculos renais e infecções urinárias
- Estima-se que 12% da população mundial sofra com cálculos renais em algum momento da vida.
- As infecções urinárias são responsáveis por cerca de 8 milhões de consultas médicas por ano.
- Mulheres são mais propensas a desenvolver infecções urinárias, enquanto os homens apresentam maior incidência de cálculos renais.
- Estudos indicam que 50% das pessoas que tiveram um cálculo renal terão outro em até 10 anos caso não adotem medidas preventivas.
Dicas para evitar problemas renais e infecções urinárias
- Aumente a ingestão de líquidos: Manter uma boa hidratação ajuda a diluir substâncias que podem formar cálculos.
- Reduza o consumo de sódio: Excesso de sal sobrecarrega os rins e contribui para a formação de pedras.
- Evite segurar a urina por muito tempo: Isso pode favorecer a proliferação de bactérias na bexiga.
- Mantenha uma alimentação equilibrada: Ricas em frutas, verduras e fibras.
- Realize exames periódicos: Especialmente se houver histórico familiar de problemas renais.















