Adriane Galisteu passa por cirurgia de emergência após pielonefrite; entenda a doençaPor Bruna
Atualizado 7 min de leitura
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Adriane Galisteu, de 51 anos, foi hospitalizada ao retornar de uma viagem à Europa após apresentar febre alta e intensas dores na região lombar. Exames realizados no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, diagnosticaram um quadro de pielonefrite obstrutiva, infecção urinária grave associada à presença de um cálculo renal que bloqueava o fluxo urinário. A condição exigiu uma cirurgia de emergência para a remoção do cálculo e desobstrução do trato urinário. A apresentadora segue em recuperação sob acompanhamento médico, sendo monitorada para evitar complicações.
A pielonefrite é uma infecção que afeta os rins e pode ter diferentes graus de gravidade, dependendo do estágio da infecção e das condições associadas. Quando há obstrução urinária, o quadro se torna ainda mais crítico, exigindo intervenção rápida para evitar danos permanentes ao órgão.
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A cirurgia de Adriane foi necessária para eliminar o cálculo renal e restaurar o fluxo urinário, garantindo a eficácia do tratamento antibiótico contra a infecção. Sem essa intervenção, a infecção poderia se espalhar para a corrente sanguínea, aumentando o risco de sepse, condição potencialmente fatal.
Pielonefrite obstrutiva: uma infecção grave nos rins
A pielonefrite ocorre quando bactérias atingem os rins, causando inflamação e comprometendo a função renal. Essa infecção geralmente se origina na bexiga e sobe pelos ureteres até os rins. O sistema urinário é projetado para eliminar bactérias naturalmente, mas quando há bloqueios, como cálculos renais, o risco de infecção aumenta significativamente.
Entre os principais sintomas da pielonefrite estão febre alta, calafrios, dor intensa na região lombar, náuseas, vômitos, cansaço extremo e mudanças na urina, como odor forte e coloração escura. Em casos mais graves, a infecção pode causar abscessos renais ou evoluir para uma infecção sistêmica, levando a complicações fatais.

O papel dos cálculos renais na obstrução urinária
Os cálculos renais são depósitos de minerais e sais que se formam nos rins e podem migrar para os ureteres, obstruindo a passagem da urina. Esse bloqueio pode provocar dores intensas, conhecidas como cólicas renais, além de aumentar a propensão a infecções graves, como a pielonefrite obstrutiva.
Entre os fatores de risco para a formação de cálculos renais estão a ingestão insuficiente de líquidos, consumo excessivo de sal e proteínas, predisposição genética e distúrbios metabólicos. A prevenção envolve manter uma hidratação adequada, evitar alimentos ricos em oxalato e controlar os níveis de sódio na alimentação.
Tratamento da pielonefrite e remoção do cálculo renal
O tratamento da pielonefrite obstrutiva combina o uso de antibióticos para combater a infecção e procedimentos cirúrgicos para remover a obstrução urinária. No caso de Adriane Galisteu, foi necessária a inserção de um cateter duplo J, dispositivo que facilita a drenagem da urina e reduz a pressão sobre os rins.
Esse cateter pode permanecer no organismo por períodos variáveis, dependendo da evolução do quadro clínico. Em muitos casos, sua remoção pode ser realizada sem a necessidade de uma nova cirurgia, sendo feita em consultório médico.
Fatores de risco e prevenção da pielonefrite
- Consumo insuficiente de água, reduzindo a capacidade de eliminação de bactérias pelo trato urinário
- Histórico de infecções urinárias recorrentes
- Presença de cálculos renais ou anomalias anatômicas
- Diabetes e outras condições que comprometem o sistema imunológico
- Uso prolongado de sondas urinárias ou cateteres
Principais medidas para evitar infecções urinárias graves
- Beber pelo menos dois litros de água por dia para manter o sistema urinário limpo
- Urinar regularmente e evitar segurar a urina por longos períodos
- Manter uma higiene íntima adequada para reduzir a entrada de bactérias na uretra
- Reduzir o consumo de sal e proteínas para prevenir a formação de cálculos renais
- Buscar atendimento médico ao primeiro sinal de infecção urinária, como ardência ao urinar e aumento na frequência urinária
Consequências da pielonefrite não tratada
A pielonefrite pode ter complicações graves se não for tratada a tempo. Quando a infecção se torna persistente, pode levar à destruição gradual do tecido renal, resultando em insuficiência renal crônica. Outra complicação é o desenvolvimento de abscessos renais, que podem exigir drenagem cirúrgica.
Casos extremos podem evoluir para sepse, uma infecção generalizada no organismo que compromete órgãos vitais e pode levar à morte. A taxa de mortalidade da sepse severa pode ultrapassar 40%, tornando essencial o diagnóstico precoce e o tratamento imediato.
Estatísticas sobre infecções urinárias e cálculos renais
- Estima-se que cerca de 40% das mulheres e 12% dos homens terão pelo menos um episódio de infecção urinária ao longo da vida
- Aproximadamente 15% das infecções urinárias evoluem para pielonefrite
- Entre 10% e 20% dos pacientes com cálculos renais desenvolvem pielonefrite obstrutiva
- A taxa de internação por pielonefrite é maior em pessoas com mais de 50 anos
- A prevenção da formação de cálculos renais pode reduzir em até 50% os casos de pielonefrite obstrutiva
Histórico de pielonefrite e cálculos renais na medicina
Os cálculos renais são conhecidos desde a antiguidade, com registros de sua ocorrência datando de civilizações egípcias e gregas. Tratamentos rudimentares envolviam métodos dolorosos, como a tentativa de esmagamento manual dos cálculos. Com o avanço da medicina, técnicas como a litotripsia extracorpórea, que fragmenta os cálculos com ondas de choque, tornaram-se padrão no tratamento.
A pielonefrite foi descrita pela primeira vez no século XIX, sendo inicialmente confundida com outras infecções abdominais. Com o desenvolvimento dos antibióticos, o tratamento tornou-se mais eficaz, reduzindo a mortalidade associada à infecção renal grave.
Dicas para evitar a formação de cálculos renais
- Manter-se hidratado ao longo do dia para evitar a cristalização de minerais nos rins
- Reduzir o consumo de sódio, pois ele aumenta a excreção de cálcio na urina
- Controlar a ingestão de proteínas animais, que podem elevar os níveis de ácido úrico
- Incluir alimentos ricos em citrato, como limão e laranja, que ajudam a prevenir a formação de cálculos
- Praticar atividades físicas regularmente para manter o equilíbrio metabólico
Impacto da pielonefrite na qualidade de vida
A pielonefrite pode afetar significativamente a rotina dos pacientes, causando episódios frequentes de dor, fadiga e necessidade de internação hospitalar. Em casos crônicos, pode resultar em danos permanentes nos rins, levando à necessidade de hemodiálise ou transplante renal.
A infecção também pode ter impacto psicológico, gerando ansiedade e medo de novos episódios. Por isso, é fundamental um acompanhamento médico adequado e a adoção de hábitos saudáveis para reduzir a incidência de infecções urinárias graves.
A recuperação de Adriane Galisteu e a conscientização sobre a saúde renal
A hospitalização de Adriane Galisteu chama a atenção para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce das infecções urinárias. A apresentadora segue sob cuidados médicos e deve continuar monitorando sua saúde renal para evitar complicações futuras.
O episódio reforça a necessidade de conscientização sobre os riscos das infecções urinárias não tratadas e a importância de adotar medidas preventivas para garantir a saúde dos rins.















