São Paulo registra calor extremo com 35°C e Defesa Civil mantém alerta até 19 de fevereiroPor Beatriz
7 min de leitura
![]() |
A cidade de São Paulo enfrenta a terceira onda de calor de 2025, com temperaturas que ultrapassam a média histórica para o mês de fevereiro. Os termômetros devem atingir até 35°C entre os dias 17 e 19 de fevereiro, com sensação térmica que pode superar os 37°C em algumas regiões da capital paulista. A Defesa Civil emitiu alerta que permanece ativo até quarta-feira, dia 19, destacando os riscos à saúde e a importância da adoção de medidas preventivas, especialmente entre idosos, crianças e pessoas com comorbidades. A baixa umidade do ar, que deve chegar a 32% no início da semana, agrava ainda mais os efeitos do calor, aumentando as chances de problemas respiratórios e desidratação. Autoridades reforçam que a população deve evitar a exposição direta ao sol entre 10h e 16h, priorizando o uso de protetor solar, roupas leves e hidratação frequente.
Na segunda-feira, 17 de fevereiro, as temperaturas em São Paulo iniciaram o dia com mínima de 22°C e atingiram máxima de 34°C durante a tarde.
Na terça-feira, 18 de fevereiro, a previsão indica nova madrugada abafada, com 22°C, e possibilidade de pancadas isoladas de chuva à tarde.
Defesa Civil de São Paulo intensifica orientações sobre cuidados com o calor
A Defesa Civil reforçou o alerta e orientou a população a tomar precauções para evitar complicações causadas pelo calor excessivo. O uso de bonés, chapéus e óculos escuros foi destacado como importante, junto com a aplicação regular de protetor solar, principalmente para quem precisa sair de casa nos horários de maior radiação. Evitar atividades físicas sob o sol forte e dar preferência a alimentos leves, como frutas e saladas, também são recomendações consideradas essenciais para evitar quadros de mal-estar.
Os sintomas mais comuns relacionados ao calor extremo incluem tonturas, náuseas, fraqueza, dor de cabeça e cansaço intenso. Em casos mais graves, a exposição prolongada a temperaturas elevadas pode provocar desidratação severa e até mesmo insolação, exigindo atendimento médico imediato.
Os grupos considerados mais vulneráveis, como idosos, crianças e pessoas com doenças cardiovasculares ou respiratórias, devem receber atenção redobrada durante os períodos de altas temperaturas.
Onda de calor ameaça bater recorde e supera média histórica de fevereiro
A atual onda de calor tem potencial para bater o recorde de temperatura do ano em São Paulo. O maior valor registrado em 2025 até o momento foi de 33,9°C, mas a expectativa para os próximos dias é de que os termômetros cheguem a 35°C. Esse valor é 5°C acima da média climatológica para o mês de fevereiro, que gira em torno de 30°C na capital paulista.
Os bairros das zonas Norte e Oeste tendem a registrar as maiores temperaturas, especialmente em regiões como Pirituba, Perus e Lapa, onde a presença de áreas asfaltadas e edificações favorece a formação de ilhas de calor.
Nos últimos anos, os verões paulistanos têm se mostrado cada vez mais quentes. Entre 2020 e 2024, o aumento médio da temperatura na cidade foi de 1,5°C, reflexo direto das mudanças climáticas e do processo de urbanização acelerada.
Bairros mais afetados pelas altas temperaturas na capital paulista
- Pirituba – Sensação térmica pode ultrapassar 37°C devido ao baixo índice de áreas verdes.
- Lapa – Calor intenso em regiões próximas a avenidas de grande circulação.
- Vila Maria – Forte concentração de concreto e asfalto agrava o abafamento.
- Sé – Centro comercial com intenso fluxo de pedestres e veículos eleva a temperatura.
- Santo Amaro – Região Sul apresenta sensação térmica elevada e índices baixos de umidade.
Histórico de calor extremo em São Paulo e impactos na cidade
Os episódios de calor intenso em São Paulo se tornaram mais frequentes nos últimos anos. Em 17 de outubro de 2014, a cidade registrou sua maior temperatura da história: 37,8°C. Esse recorde permanece até hoje, mas desde então, os verões têm apresentado marcas próximas a essa.
Em setembro de 2020, a capital registrou 37°C em plena primavera, situação atípica que evidenciou o agravamento das ondas de calor na cidade. Além dos impactos na saúde da população, os períodos de calor extremo têm afetado o funcionamento dos transportes públicos, provocando falhas no metrô e trens devido ao superaquecimento de equipamentos.
Problemas causados pela baixa umidade do ar durante ondas de calor
A umidade relativa do ar em São Paulo caiu para 32% na segunda-feira, 17 de fevereiro, índice considerado abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que estabelece como ideal níveis superiores a 60%. O ar seco prejudica as vias respiratórias e pode agravar doenças como rinite, sinusite e asma.
Entre os problemas mais relatados por moradores estão:
- Ressecamento das mucosas do nariz e da garganta.
- Irritação nos olhos, causando vermelhidão e ardência.
- Tosse seca e sensação de dificuldade para respirar.
- Agravamento de alergias respiratórias e dermatológicas.
- Dores de cabeça frequentes e sensação de cansaço extremo.
Cuidados para minimizar os efeitos da baixa umidade em São Paulo
- Manter janelas abertas para ventilação, evitando ambientes abafados.
- Colocar recipientes com água ou toalhas úmidas nos cômodos.
- Utilizar umidificadores de ar, principalmente durante a noite.
- Beber água frequentemente, mesmo sem sentir sede.
- Evitar o uso excessivo de ventiladores, pois eles aumentam a circulação de partículas de poeira.
Possibilidade de pancadas de chuva não elimina o abafamento
Apesar da atuação da massa de ar quente, há previsão de pancadas isoladas de chuva na tarde de terça-feira, 18 de fevereiro, em algumas regiões da cidade. Essas chuvas, porém, serão de curta duração e não devem reverter o quadro de calor persistente, apenas proporcionando alívio momentâneo em determinados bairros.
A sensação térmica deve continuar elevada, podendo alcançar 37°C em áreas como Sé, Mooca e Vila Mariana, onde a densidade urbana potencializa o abafamento.
Cronologia da onda de calor em São Paulo
17 de fevereiro – Temperatura mínima de 22°C e máxima de 34°C, com umidade do ar em 32%. 18 de fevereiro – Manhã abafada com 22°C e possibilidade de pancadas de chuva no período da tarde. 19 de fevereiro – Termômetros podem atingir 35°C, com sensação térmica superior em regiões de maior concentração urbana.
Dados e números sobre o calor em São Paulo
- Temperatura máxima prevista: 35°C.
- Recorde de 2025 até agora: 33,9°C.
- Umidade mínima registrada: 32% em 17 de fevereiro.
- Alerta da Defesa Civil válido até: 19 de fevereiro.
Medidas preventivas recomendadas pela Defesa Civil
- Evitar atividades físicas sob o sol forte.
- Utilizar protetor solar e roupas leves.
- Aumentar a ingestão de água durante o dia.
- Permanecer em locais ventilados ou com climatização.
- Atenção redobrada com crianças e idosos.
Dicas práticas para lidar com o calor na rotina paulistana
- Ventilar ambientes e evitar uso excessivo de cortinas pesadas.
- Preferir refeições leves, como frutas, saladas e carnes grelhadas.
- Reduzir o consumo de bebidas alcoólicas e cafeinadas.
- Tomar banhos mornos para regular a temperatura corporal.
- Carregar garrafas de água durante deslocamentos pela cidade.
Contextos históricos e evolução climática em São Paulo
As ondas de calor na cidade se tornaram mais comuns nas últimas décadas. Dados climáticos mostram que, desde 1990, houve aumento de 1,3°C na temperatura média anual em São Paulo. O avanço da urbanização e a redução de áreas verdes são fatores que intensificam o calor e contribuem para o surgimento de ilhas de calor.







