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Elon Musk, o bilionário por trás da Tesla e SpaceX, agitou o cenário político americano ao detalhar planos ambiciosos e controversos para reformar o governo dos Estados Unidos durante uma entrevista de três horas no podcast de Joe Rogan, gravada em 2 de março de 2025 e lançada no dia seguinte. Aos 53 anos, Musk, agora chefe do recém-criado Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) na administração de Donald Trump, propôs cortar até 2 trilhões de dólares do orçamento federal anual, atualmente em 6,8 trilhões, eliminando o que ele chamou de “gordura burocrática” e programas federais obsoletos. A conversa, assistida por mais de 10 milhões de ouvintes nas primeiras 24 horas, abordou desde a redução drástica de funcionários públicos até a extinção de agências como o Departamento de Educação, reacendendo debates sobre o papel do governo em uma era de polarização e déficits recordes.

A entrevista, realizada no estúdio de Rogan em Austin, Texas, veio semanas após Musk assumir o DOGE, uma iniciativa lançada por Trump em janeiro de 2025 para enxugar a máquina pública. Musk defendeu que os EUA poderiam operar com um governo 50% menor, apontando ineficiências como os 438 bilhões de dólares gastos em 2024 com salários de 2,1 milhões de funcionários federais. Ele sugeriu substituir sistemas legados por tecnologia de ponta, como inteligência artificial, para gerenciar serviços públicos, e prometeu economizar 200 bilhões de dólares apenas em compras governamentais anuais, que totalizam 700 bilhões. Enquanto Rogan, com seu público de 14 milhões de assinantes mensais, questionava os impactos sociais, Musk insistiu que “o governo precisa de uma dieta radical” para evitar um colapso econômico, citando a dívida nacional de 34 trilhões de dólares.

O podcast, um dos mais ouvidos globalmente, amplificou as ideias de Musk em um momento em que sua influência na Casa Branca é crescente, após doações de 250 milhões de dólares à campanha de Trump em 2024. Suas propostas, como eliminar subsídios agrícolas de 20 bilhões anuais e revisar programas sociais que custam 1,2 trilhão, já geraram reações mistas—aplausos de conservadores e críticas de democratas, que temem cortes em serviços essenciais. Com o DOGE já demitindo 10 mil funcionários federais desde fevereiro, o plano de Musk para transformar o governo americano em uma operação ” enxuta e tecnológica” domina manchetes e redes sociais, enquanto especialistas avaliam os riscos e benefícios de uma reforma tão audaciosa.

Propostas de Musk chocam e dividem opiniões

Musk expôs uma visão radical no podcast, sugerindo cortar 30% dos 2,1 milhões de empregos federais—cerca de 630 mil posições—nos próximos quatro anos. Ele criticou o inchaço burocrático, apontando que os EUA gastaram 6,8 trilhões em 2024, com apenas 15% desse valor em serviços diretos ao público. O bilionário propôs extinguir o Departamento de Educação, que emprega 4.200 pessoas e custa 79 bilhões anuais, transferindo sua gestão aos estados, e eliminar o IRS (Receita Federal), substituindo-o por um sistema de impostos simplificado gerido por IA, economizando 12 bilhões por ano em administração.

A entrevista também abordou a digitalização de serviços, com Musk estimando que 80% das interações federais—como pedidos de passaporte ou benefícios—podem ser automatizadas, reduzindo custos em 50 bilhões anuais. Rogan, conhecido por seu estilo provocador, desafiou Musk sobre os impactos em trabalhadores de baixa renda, ao que ele respondeu que a economia “se ajustará” com novos empregos no setor privado. As ideias, detalhadas em um plano de 20 páginas apresentado ao Congresso em 28 de fevereiro, já enfrentam resistência de sindicatos e democratas, que alertam para o risco de colapso em serviços como saúde e educação.

DOGE acelera mudanças na Casa Branca

Desde sua nomeação em janeiro de 2025, Musk transformou o DOGE em uma força disruptiva, demitindo 10 mil funcionários federais em seis semanas, com foco em agências como a EPA (Proteção Ambiental) e o Departamento de Transporte. No podcast, ele revelou que o DOGE identificou 500 bilhões de dólares em “desperdícios evitáveis” no orçamento de 2024, incluindo 100 bilhões em contratos superfaturados e 50 bilhões em programas duplicados. A meta é cortar 2 trilhões até 2028, reduzindo o déficit anual, que atingiu 1,8 trilhão em 2024.

Musk destacou a SpaceX como modelo, onde cortou custos em 70% por lançamento espacial, sugerindo que o governo poderia economizar 300 bilhões em infraestrutura com métodos similares. Ele também criticou os 1,5 trilhão de dólares gastos em defesa, propondo reduzir 20% disso com tecnologia mais eficiente, como drones em vez de bases militares tradicionais. As ações do DOGE já geraram 80 reintegrações judiciais de funcionários demitidos, mas Musk afirmou que “o processo está apenas começando”, com planos de acelerar as reformas após a aprovação congressional do orçamento em abril.

Reação pública explode após podcast

A entrevista com Rogan, vista por 10 milhões nas primeiras 24 horas, disparou 2,5 milhões de menções no Twitter/X, plataforma de Musk, em um dia. Conservadores elogiaram a visão “ousada”, com figuras como o senador Ted Cruz (R-Texas) apoiando cortes de 2 trilhões, enquanto democratas, como a deputada Alexandria Ocasio-Cortez (D-NY), chamaram as ideias de “perigosas para os mais vulneráveis”, citando os 47 milhões de americanos dependentes de programas sociais. Sindicatos estimam que 1 milhão de empregos podem ser afetados até 2028, com protestos planejados em Washington para 10 de março.

Pesquisas mostram que 55% dos americanos apoiam cortes no governo, mas apenas 32% confiam em Musk para liderá-los, refletindo sua polarização. O podcast, que superou os 15 milhões de streams em 48 horas, também gerou memes e debates online, com #DOGECuts trending globalmente. A influência de Musk, amplificada por sua proximidade com Trump—evidenciada por sua presença no discurso do presidente ao Congresso em 4 de março—eleva o tom das reformas, mas expõe divisões sobre o futuro da governança nos EUA.

Cronologia da ascensão de Musk no DOGE

A trajetória de Musk no governo segue etapas marcantes:

  • Novembro de 2024: Musk doa 250 milhões à campanha de Trump, garantindo influência.
  • Janeiro de 2025: Trump cria o DOGE e nomeia Musk como chefe após posse.
  • Fevereiro de 2025: DOGE demite 10 mil funcionários federais em seis semanas.
  • 2 de março de 2025: Musk detalha cortes de 2 trilhões no podcast de Rogan.

Esse cronograma destaca sua rápida ascensão e impacto na administração.

Planos radicais miram eficiência tecnológica

Musk defendeu no podcast que a IA pode substituir 70% das funções administrativas federais, economizando 100 bilhões anuais em pessoal e sistemas legados, como os 5 bilhões gastos em TI obsoleta em 2024. Ele propôs um “governo digital” onde cidadãos acessam serviços via aplicativo, cortando 40 bilhões em custos de papelada. A extinção do Departamento de Educação, segundo Musk, economizaria 79 bilhões, com estados assumindo escolas por 50 bilhões a menos, usando plataformas online.

A visão inclui reduzir os 700 bilhões em compras federais em 200 bilhões com negociações baseadas em dados, inspiradas na Tesla. Rogan questionou a viabilidade, mas Musk insistiu que “tecnologia resolve ineficiência”, apontando que os EUA gastam 3 vezes mais per capita em governo que o Japão, com resultados piores. As propostas, se implementadas, podem cortar o orçamento federal em 30%, mas enfrentam barreiras legais e políticas.

Fatos que definem a visão de Musk

As ideias de Musk no podcast trazem números impactantes:

  • Corte de 2 trilhões visa reduzir orçamento de 6,8 trilhões em 30%.
  • 630 mil empregos federais podem ser eliminados até 2028, 30% do total.
  • DOGE já cortou 10 mil vagas, com 500 bilhões em desperdícios identificados.
  • IA pode economizar 100 bilhões em administração, diz Musk.

Esses dados mostram a escala de sua ambição reformista.

Debate político esquenta com propostas

Democratas alertam que cortes de 2 trilhões podem devastar programas como Medicare (900 bilhões) e assistência alimentar (120 bilhões), afetando 47 milhões de beneficiários. Republicanos, como o líder do Senado John Thune (R-SD), veem uma chance de reduzir o déficit de 1,8 trilhão, mas temem resistência em estados agrícolas dependentes de subsídios. O Congresso, que analisa o orçamento em abril, será o campo de batalha, com Musk prometendo lobby intenso.

A entrevista elevou a pressão sobre Trump, que apoia os cortes mas evita detalhes, delegando a Musk o papel de “czar da eficiência”. Sindicatos planejam ações judiciais contra demissões, enquanto 55% dos americanos, segundo pesquisas, querem um governo menor, mas apenas 32% confiam em Musk, sugerindo um caminho tortuoso para suas reformas radicais.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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