O Departamento de Defesa dos Estados Unidos tornou público, em 22 de maio de 2026, um novo pacote de documentos relacionados a supostos avistamentos de objetos voadores não identificados (OVNIs). Os registros incluem depoimentos de pessoas que relataram ter visto esferas verdes, discos e bolas de fogo inexplicáveis em diversas regiões do país.
Essa liberação representa a segunda remessa de documentos divulgados pelo governo americano, em conformidade com uma diretriz estabelecida pelo ex-presidente Donald Trump. A ação faz parte de um programa mais amplo de desclassificação de dados oficiais sobre fenômenos anômalos não identificados (UAP), um esforço contínuo desde os anos 1970 para promover clareza à sociedade.
Detalhes dos relatórios desclassificados pelo governo
Entre os 222 arquivos recém-disponibilizados, um deles possui 116 páginas dedicadas a avistamentos e investigações realizadas em uma base altamente secreta em Sandia, Novo México. Os incidentes documentados ocorreram de 1948 a 1950, época de intensa pesquisa e desenvolvimento militar pós-guerra. O Departamento de Defesa revelou que esse dossiê em particular contém 209 registros uniformes de “orbes verdes”, “discos” e “bolas de fogo” avistados nas imediações da unidade militar.
Outro episódio significativo detalhado nos documentos refere-se à equipe da missão espacial Apollo 12 Moon Landing. Em uma avaliação de saúde realizada após o retorno, o comandante Charles “Pete” Conrad, o piloto do módulo de comando Richard “Dick” Gordon e o piloto do módulo lunar Alan L. Bean descreveram ter presenciado flashes ou “rastros luminosos”. Esses fenômenos foram percebidos pelos astronautas enquanto tentavam descansar em um ambiente escuro, levantando questionamentos internos sobre sua proveniência.
Processo de transparência iniciado pela administração Trump
A publicação desses documentos se alinha a uma leva anterior de arquivos, liberados em 8 de maio, seguindo uma determinação direta do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Naquela data, também foi lançado um portal exclusivo, o WAR.GOV/UFO, que serve como um centro de dados para os “Fenômenos Anômalos Não Identificados”. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, defendeu a ação, declarando que os materiais, incluindo fotos e vídeos, geraram muitas conjecturas ao longo do tempo.
“É o momento de o povo americano visualizar isso por si”, afirmou Hegseth em uma nota oficial. Em fevereiro, Donald Trump já havia ordenado que sua administração divulgasse informações sobre “vida alienígena e extraterrestre, fenômenos aéreos não identificados (UAPs) e objetos voadores não identificados (OVNIs)”. O Departamento de Guerra aproveitou a ocasião para enfatizar que a administração Trump “demonstra uma transparência inédita” acerca dos UAP, acusando gestões anteriores de “tentar descreditar e desestimular a população americana” em relação ao tema.
O que são os Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAP)
A designação “Fenômenos Anômalos Não Identificados” (UAP) é empregada pelas autoridades americanas para categorizar observações que não encontram explicação imediata em dados padrões. Isso implica que, embora a fonte permaneça desconhecida, a existência de vida extraterrestre não é automaticamente pressuposta; a terminologia apenas aponta a ausência de uma justificativa lógica para o que foi visto. Os arquivos, segundo o Departamento de Guerra, tratam de situações “não solucionadas”, ou seja, a natureza exata dos fenômenos ainda carece de uma conclusão definitiva.
O Departamento de Guerra dos Estados Unidos estimula a participação do setor privado, convidando análises, informações e conhecimentos especializados para ajudar a elucidar tais fenômenos. O órgão ainda comunicou que vai continuar a emitir relatórios distintos para os casos de UAP que forem esclarecidos, aprofundando o entendimento público sobre esses acontecimentos.
- Orbes verdes, discos e bolas de fogo: Registrados em 209 incidentes na base militar de Sandia, Novo México, entre os anos de 1948 e 1950.
- Flashes ou rastros luminosos: Notados pelos astronautas da Apollo 12, Charles “Pete” Conrad, Richard “Dick” Gordon e Alan L. Bean, durante a missão Moon Landing.
- Imagens de sensores infravermelhos: Capturadas por equipamentos militares dos Estados Unidos em distintas operações.
Novas imagens capturadas por sensores infravermelhos
As fotografias divulgadas no segundo lote de arquivos foram, presumivelmente, coletadas por sensores infravermelhos instalados em plataformas militares americanas. Elas apresentam fenômenos aéreos não identificados que foram registrados em distintas regiões sob a jurisdição dos comandos militares. Um dos vídeos, por exemplo, foi obtido em 2022, na área que pertence ao Comando Central dos Estados Unidos.
Uma outra imagem tem data de 2021, também capturada na área do Comando Central dos Estados Unidos, e uma terceira foi gravada em 2023, sob a responsabilidade do Comando Norte dos EUA. Todos esses materiais audiovisuais foram encaminhados por usuários a uma rede confidencial, sendo os primeiros em junho de 2024 e o último em fevereiro de 2023. A disponibilização dessas imagens acrescenta um componente visual aos relatos documentados, reforçando a iniciativa de transparência do governo.
