Como consultar o informe de rendimentos do INSS para a declaração do Imposto de Renda 2025

Imposto de Renda Receita Federal

Imposto de Renda Receita Federal - Foto: Leonidas Santana / Shutterstock.com

Milhares de aposentados e pensionistas do INSS no Brasil estão se preparando para o início do prazo de entrega da Declaração do Imposto de Renda 2025, que começa em 17 de março e se estende até 30 de maio. Quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888 em 2024, como benefícios previdenciários, está obrigado a prestar contas à Receita Federal. O informe de rendimentos, essencial para o preenchimento correto da declaração, já está disponível no site e aplicativo Meu INSS, facilitando o acesso aos dados necessários. A expectativa é que 46,2 milhões de declarações sejam enviadas neste ano, um número que reflete a ampla abrangência do tributo no país. Para evitar multas, que podem variar de R$ 165,74 a 20% do imposto devido, os contribuintes precisam organizar seus documentos com antecedência e estar atentos às regras específicas, especialmente no caso de idosos, que têm prioridade na restituição.

A consulta ao extrato do INSS é um passo crucial para aposentados e pensionistas. O documento detalha os valores pagos ao longo de 2024, discriminando rendimentos tributáveis, isentos e até acumulados, como o 13º salário. Acessar essas informações é simples, mas exige login no portal Gov.br, o que reforça a importância de manter senhas atualizadas. Para quem ultrapassou o limite de R$ 33.888, a entrega da declaração é obrigatória, independentemente de outras fontes de renda.

Além disso, o processo envolve cuidados extras para evitar a malha fina, que pode atrasar a restituição. Erros no preenchimento, como valores incorretos ou omissões, são comuns entre os segurados do INSS, especialmente aqueles com mais de 65 anos, que têm direito a uma isenção extra a partir do mês de aniversário. O calendário de restituição, que começa em 30 de maio, prioriza idosos acima de 80 anos, mas qualquer deslize na declaração pode comprometer essa vantagem.

Passo a passo para consultar o informe do INSS

Aposentados e pensionistas precisam do informe de rendimentos do INSS para declarar o Imposto de Renda com precisão. O acesso ao documento é digital, disponível desde o início de março, e pode ser obtido tanto pelo site quanto pelo aplicativo Meu INSS. O processo é intuitivo, mas exige atenção aos detalhes para garantir que todas as informações sejam baixadas corretamente.

Para facilitar, o procedimento envolve poucos passos. Primeiro, o contribuinte deve acessar o site ou aplicativo Meu INSS e fazer login com CPF e senha do portal Gov.br. Em seguida, na seção “Outros serviços”, é possível clicar em “Meus benefícios” e selecionar o benefício ativo, como aposentadoria ou pensão. Por fim, a opção “Extrato do IRPF” exibe o documento completo, que pode ser salvo no celular ou computador para uso na declaração.

Esse extrato traz dados fundamentais, como o total de rendimentos recebidos em 2024, os valores isentos para maiores de 65 anos ou portadores de doenças graves, e os rendimentos tributáveis que ultrapassam o limite de isenção. Com essas informações em mãos, o aposentado evita erros que possam levar à retenção na malha fina, garantindo um processo mais tranquilo.

Regras e prioridades no Imposto de Renda 2025

O período de entrega da declaração, de 17 de março a 30 de maio, traz algumas novidades para os contribuintes. Entre elas, está a reorganização da fila de restituição, que agora beneficia quem opta pela declaração pré-preenchida e pelo recebimento via Pix. Essa mudança visa agilizar o processo, mas não altera a prioridade legal de idosos acima de 60 anos, especialmente os com mais de 80, que seguem no topo da lista.

Quem recebeu acima de R$ 33.888 em rendimentos tributáveis, incluindo aposentadorias, está entre os obrigados a declarar. Outros casos incluem cidadãos com rendimentos isentos acima de R$ 200 mil, posse de bens superiores a R$ 800 mil ou lucros na venda de imóveis. Para aposentados, a atenção deve ser redobrada ao informar valores acumulados, como pensão e aposentadoria combinadas, ou rendimentos de trabalho adicional.

A Receita Federal oferece três formas de envio: pelo programa disponível para download, pelo aplicativo Meu Imposto de Renda ou online, via eCAC. Cada opção atende a diferentes perfis de contribuintes, mas todas exigem o mesmo cuidado com a exatidão dos dados, especialmente para quem depende do informe do INSS.

Calendário de restituição e prazos essenciais

O pagamento da restituição do Imposto de Renda 2025 está programado para ocorrer em cinco lotes, começando em 30 de maio e terminando em 30 de setembro. A ordem de prioridade considera fatores como idade, condição de saúde e escolhas tecnológicas, como o uso do Pix. Confira as datas e a sequência:

  • 1º lote: 30 de maio
  • 2º lote: 30 de junho
  • 3º lote: 31 de julho
  • 4º lote: 29 de agosto
  • 5º lote: 30 de setembro

Aposentados com mais de 80 anos recebem primeiro, seguidos por aqueles entre 60 e 79 anos, pessoas com deficiência ou doenças graves, e professores. Depois, vêm os contribuintes que utilizam a pré-preenchida e o Pix, uma novidade que incentiva a modernização do processo. Os demais entram na fila final.

Deduções que aliviam o bolso do aposentado

Aposentados podem reduzir o imposto devido ou aumentar a restituição ao aproveitar as deduções permitidas. Gastos com saúde, como consultas e medicamentos, não têm limite, mas exigem comprovantes. Já despesas com educação, incluindo cursos técnicos ou superiores, estão limitadas a R$ 3.561,50 por ano. Cada dependente declarado garante uma dedução de R$ 2.275,08.

Para quem tem mais de 65 anos, há uma isenção adicional de até R$ 24.751,74 no ano, que inclui R$ 22.847,76 dos rendimentos regulares e R$ 1.903,98 do 13º salário. O desconto simplificado, de R$ 16.754,34, é outra opção para quem não tem muitas despesas dedutíveis, mas pode ser menos vantajoso para aposentados com altos gastos médicos.

Essas deduções são estratégicas para aliviar a carga tributária, especialmente para quem acumula aposentadoria com outras rendas. A chave está em organizar recibos e notas fiscais ao longo do ano, evitando surpresas na hora de declarar.

Quem precisa declarar além dos aposentados

Além dos aposentados com rendimentos acima de R$ 33.888, outros grupos devem entregar a declaração. Contribuintes que realizaram operações na Bolsa de Valores com vendas acima de R$ 40 mil, ou que obtiveram lucros tributáveis, estão na lista. Quem possui bens como imóveis ou veículos avaliados em mais de R$ 800 mil em 31 de dezembro de 2024 também é obrigado.

Cidadãos que passaram a residir no Brasil em 2024 e permaneciam no país até o fim do ano entram na regra, assim como aqueles com receita bruta rural superior a R$ 169.440. Outra situação envolve a atualização de valores de imóveis com pagamento de imposto reduzido, instituída em dezembro de 2024, que exige a inclusão na declaração.

Para aposentados que trabalham ou têm dependentes com renda, todas essas informações devem ser somadas aos valores do INSS, aumentando a complexidade da declaração. A atenção aos detalhes é essencial para evitar problemas com o fisco.

Tabela do Imposto de Renda em detalhes

A tabela progressiva do Imposto de Renda define as alíquotas aplicadas aos rendimentos tributáveis. Desde fevereiro de 2024, ela segue este formato mensal:

  • Até R$ 2.259,20: isento
  • De R$ 2.259,21 a R$ 2.826,65: 7,5% (dedução de R$ 169,44)
  • De R$ 2.826,66 a R$ 3.751,05: 15% (dedução de R$ 381,44)
  • De R$ 3.751,06 a R$ 4.664,68: 22,5% (dedução de R$ 662,77)
  • Acima de R$ 4.664,68: 27,5% (dedução de R$ 896,00)

Anualmente, a tabela considera rendimentos até R$ 26.963,20 como isentos. Acima disso, as alíquotas sobem gradualmente até 27,5% para valores superiores a R$ 55.976,16, com deduções específicas por faixa. Aposentados devem usar esses limites para calcular o imposto sobre seus benefícios, ajustando-os com as isenções extras, se aplicáveis.

Cuidados para evitar a malha fina

Erros no preenchimento da declaração são a principal causa de retenção na malha fina, especialmente entre aposentados. Informar valores incorretos do INSS, omitir rendas adicionais ou esquecer deduções comprováveis pode levar a esse cenário. A correção exige uma declaração retificadora, o que atrasa a restituição.

A Receita Federal cruza dados de diversas fontes, como empresas e bancos, com os informados pelo contribuinte. Por isso, o extrato do INSS deve ser conferido com atenção, garantindo que os totais batam com o declarado. Para quem tem direito à isenção extra por idade ou doença, é preciso declarar corretamente para não perder o benefício.

A prioridade na restituição é uma vantagem para idosos, mas depende de uma declaração sem falhas. Organizar documentos com antecedência e, se necessário, consultar um contador são medidas que aumentam a segurança no processo.

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