Ex-goleiro Manga, ídolo do Botafogo, é velado em General Severiano após luta contra câncerPor Beatriz
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Haílton Corrêa de Arruda, mais conhecido como Manga, faleceu na terça-feira, 8 de abril, aos 87 anos, após uma longa batalha contra o câncer de próstata. Nesta quarta-feira, 9 de abril, o corpo do ex-goleiro foi velado no Ginásio Oscar Zelaya, localizado em General Severiano, sede social do Botafogo, clube onde ele se consagrou como um dos maiores ídolos de sua história. A cerimônia, que começou às 8h, reuniu dirigentes do clube, familiares e torcedores que foram prestar suas últimas homenagens a um dos maiores nomes do futebol brasileiro. O caixão, coberto pela bandeira do Botafogo, ficou no centro do Salão Nobre, simbolizando o vínculo eterno entre o jogador e o Glorioso. Após o velório, o corpo seguiu para o Cemitério São João Batista, onde será enterrado.
Manga marcou época no Botafogo entre 1959 e 1968, período em que conquistou 20 títulos, número que o coloca como o maior vencedor da história do clube. Nascido em Pernambuco, o goleiro iniciou sua carreira no Sport, mas foi no Rio de Janeiro que alcançou o auge de sua trajetória. Além do Botafogo, ele também defendeu as cores do Nacional, do Uruguai, e do Internacional, onde igualmente deixou seu legado como ídolo. Titular da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1966, realizada na Inglaterra, Manga é reconhecido como um dos maiores goleiros da história do futebol mundial, com uma carreira repleta de feitos memoráveis.
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A morte de Manga comoveu o mundo do esporte, especialmente os torcedores alvinegros, que perderam um símbolo de glórias passadas. Internado no Hospital Rio Barra, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, o ex-jogador enfrentou o câncer de próstata por um longo período, mas não resistiu às complicações da doença. Sua despedida foi marcada por emoção e reverência, refletindo a importância de seu legado não apenas para o Botafogo, mas para o futebol como um todo.
- O velório teve início às 8h no Ginásio Oscar Zelaya.
- O caixão foi coberto com a bandeira do Botafogo, clube onde Manga fez história.
- Dirigentes, familiares e fãs compareceram para a despedida.
- O enterro está programado para ocorrer no Cemitério São João Batista.
Uma carreira de glórias no Botafogo
Entre 1959 e 1968, Manga viveu seus anos dourados com a camisa do Botafogo. Durante esse período, ele se destacou pela agilidade, reflexos impressionantes e segurança debaixo das traves, características que o tornaram uma referência entre os goleiros de sua geração. Foi no clube carioca que ele alcançou a impressionante marca de 20 títulos, incluindo campeonatos estaduais e torneios internacionais. Esses números não apenas consolidaram sua posição como ídolo, mas também o colocaram como o jogador mais vitorioso da história do Glorioso, um recorde que permanece intacto até os dias atuais.
O Botafogo da década de 1960 era uma potência no futebol brasileiro, e Manga era peça fundamental nesse sucesso. Ao lado de craques como Garrincha, Nilton Santos e Zagallo, ele ajudou a construir uma era de conquistas que ainda hoje é lembrada com nostalgia pelos torcedores. Sua passagem pelo clube não foi apenas marcada por troféus, mas também por atuações históricas que ficaram gravadas na memória dos alvinegros. A identificação com o Botafogo era tão forte que, mesmo após deixar o clube, Manga continuou sendo reverenciado como um dos maiores símbolos da instituição.
Além dos títulos, o ex-goleiro também trouxe carisma e personalidade ao time. Sua presença em campo inspirava confiança, e fora dele, sua ligação com a torcida era evidente. A homenagem prestada no velório, com a bandeira do Botafogo sobre o caixão, reflete o quanto essa relação perdurou ao longo das décadas. Para os torcedores mais jovens, Manga é uma figura lendária, enquanto os mais velhos ainda recordam com emoção os jogos em que ele brilhou no antigo Estádio General Severiano.
Passagens marcantes por outros clubes
Embora o Botafogo tenha sido o ápice de sua carreira, Manga também deixou sua marca em outros grandes clubes. Antes de chegar ao Rio de Janeiro, ele começou no Sport, em Recife, onde já demonstrava talento e potencial para se tornar um dos melhores de sua posição. Sua estreia como profissional no clube pernambucano abriu portas para uma trajetória que o levaria a diferentes países e culturas futebolísticas, sempre com o mesmo brilho que o caracterizava.
Após o Botafogo, Manga rumou para o Uruguai, onde defendeu o Nacional. No clube de Montevidéu, ele conquistou títulos importantes, incluindo a Copa Libertadores de 1971 e o Mundial de Clubes no mesmo ano. Sua passagem pelo futebol uruguaio foi tão significativa que, até hoje, ele é lembrado como um dos grandes estrangeiros a atuar no país. A adaptação ao estilo de jogo sul-americano e a capacidade de se destacar em um ambiente competitivo reforçaram sua reputação internacional.
No Internacional, já na fase final de sua carreira, Manga também escreveu capítulos importantes. Em Porto Alegre, ele foi campeão brasileiro em 1975 e 1976, contribuindo para a consolidação do Colorado como uma força no cenário nacional. Mesmo com a idade avançada para um jogador de futebol, sua experiência e qualidade técnica continuaram a fazer diferença, mostrando que seu talento atravessava gerações e fronteiras.
- Principais conquistas de Manga fora do Botafogo:
- Copa Libertadores de 1971 com o Nacional.
- Mundial de Clubes de 1971 com o Nacional.
- Campeonato Brasileiro de 1975 e 1976 com o Internacional.
O legado na Seleção Brasileira
Manga teve a honra de representar o Brasil na Copa do Mundo de 1966, disputada na Inglaterra. Titular da equipe comandada por Vicente Feola, ele entrou em campo em um momento em que o futebol brasileiro ainda vivia o brilho das conquistas de 1958 e 1962. Apesar de o torneio não ter terminado com o tricampeonato, a participação de Manga na competição é um marco em sua carreira. Ele enfrentou adversários de peso e carregou a responsabilidade de defender a meta de uma das seleções mais temidas do planeta.
A convocação para o Mundial foi um reconhecimento de seu talento em uma época em que o Brasil contava com diversos goleiros de alto nível. Sua atuação na Copa, embora marcada por uma eliminação precoce na fase de grupos, não diminuiu sua importância para o futebol nacional. Manga era visto como um jogador completo, capaz de unir técnica, frieza e liderança, qualidades essenciais para quem veste a camisa da Seleção Brasileira.
Fora das Copas, ele também esteve presente em amistosos e jogos eliminatórios, sempre com a mesma dedicação que exibia nos clubes. Sua trajetória com a amarelinha é parte de um legado que transcende números e troféus, sendo lembrado como um exemplo de profissionalismo e paixão pelo esporte. A geração que o viu jogar ainda destaca sua postura imponente e a segurança que transmitia embaixo das traves.
A luta contra o câncer e o adeus
Nos últimos anos de vida, Manga enfrentou um adversário tão desafiador quanto os atacantes que encarou em campo: o câncer de próstata. Internado no Hospital Rio Barra, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, ele passou por um longo período de tratamento, lutando com a mesma garra que o caracterizou como jogador. A doença, que afeta milhares de homens em todo o mundo, acabou tirando a vida de um dos maiores ídolos do futebol brasileiro na terça-feira, 8 de abril.
A notícia de sua morte rapidamente se espalhou, gerando comoção entre torcedores, ex-companheiros e personalidades do esporte. Clubes como Botafogo, Nacional, Internacional e Sport divulgaram notas de pesar, destacando a importância de Manga para suas histórias. No velório, realizado no dia seguinte, a presença de fãs de diferentes gerações mostrou o quanto ele era querido e respeitado, mesmo décadas após sua aposentadoria.
O enterro no Cemitério São João Batista, um dos mais tradicionais do Rio de Janeiro, marca o fim de uma jornada repleta de conquistas e desafios. Para muitos, a despedida de Manga não é apenas a perda de um jogador, mas de um símbolo de uma era em que o futebol era arte, paixão e identificação com as cores de um clube.
Homenagens eternas ao ídolo
O velório de Manga no Ginásio Oscar Zelaya foi um momento de união para a nação alvinegra. Dirigentes do Botafogo, como o presidente Durcesio Mello, estiveram presentes, assim como familiares que acompanharam o ex-goleiro em seus últimos dias. A escolha do Salão Nobre como local da cerimônia reforça o peso de sua história no clube, um espaço reservado para figuras que marcaram época no Glorioso.
Torcedores levaram faixas, bandeiras e camisas do Botafogo para prestar suas homenagens. Alguns relembraram histórias pessoais, como jogos assistidos ao lado de pais e avôs, enquanto outros destacaram a influência de Manga em suas vidas como apaixonados pelo futebol. A emoção tomou conta do ambiente, com cânticos tradicionais da torcida ecoando pelas dependências de General Severiano.
Para eternizar seu legado, o Botafogo planeja iniciativas futuras, como a inclusão de Manga em campanhas institucionais e a possibilidade de nomear uma parte do clube em sua homenagem. Seus 20 títulos e sua dedicação ao Glorioso garantem que seu nome nunca será esquecido, permanecendo como um exemplo para as novas gerações de jogadores e torcedores.
- Momentos marcantes do velório:
- Início às 8h no Ginásio Oscar Zelaya.
- Presença de dirigentes, familiares e torcedores.
- Bandeira do Botafogo cobrindo o caixão no Salão Nobre.















