Cauly marca de pênalti e Bahia vai para o intervalo vencendo Paysandu por 1 a 0 na Copa do BrasilPor Luís Henrique Costa
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O Estádio Olímpico do Pará, conhecido como Mangueirão, em Belém, foi palco de um confronto eletrizante na noite desta quarta-feira, 30 de abril de 2025, entre Paysandu e Bahia, pelo jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil. Com a bola rolando às 21h30, o primeiro tempo foi marcado por intensidade, chances criadas por ambos os lados e um gol decisivo de Cauly, que converteu um pênalti aos 42 minutos, garantindo a vantagem parcial do Bahia. O Paysandu, impulsionado por sua torcida apaixonada, tentou reagir, mas esbarrou na solidez defensiva do Tricolor de Aço. O jogo, que segue em andamento, promete emoções ainda maiores no segundo tempo, com o Papão buscando o empate e o Bahia tentando ampliar a liderança para o confronto de volta, marcado para 21 de maio na Arena Fonte Nova, em Salvador.
A partida começou com o Paysandu mostrando iniciativa. Logo no primeiro minuto, Marlon tentou uma finalização pela esquerda, mas a bola parou na zaga baiana. O Bahia, sob o comando de Rogério Ceni, respondeu com paciência, trabalhando a bola pela esquerda e conquistando um escanteio aos 3 minutos, afastado pela defesa bicolor. O jogo seguiu equilibrado, com o Papão explorando a velocidade de Borasi e Nicolas, enquanto o Bahia apostava na criatividade de Cauly e Erick. Um momento crucial veio aos 38 minutos, quando o árbitro marcou um pênalti para o Bahia, mas assinalou impedimento. Após revisão do VAR, a penalidade foi confirmada, e Cauly não desperdiçou, abrindo o placar. Apesar da pressão do Paysandu nos minutos finais, o Bahia segurou a vantagem até o intervalo.
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O confronto no Mangueirão atraiu cerca de 25 mil torcedores, que transformaram o estádio em um caldeirão. O Paysandu, atual campeão da Copa Verde, entrou em campo sob pressão, vindo de um jejum de sete jogos sem vitórias na Série B. Já o Bahia, embalado por três triunfos consecutivos, incluindo uma vitória histórica contra o Palmeiras no Allianz Parque, demonstrou confiança. A arbitragem, liderada por Bruno Arleu de Araújo, foi alvo de atenção, especialmente pela revisão do VAR no lance do pênalti. No intervalo, os técnicos Luizinho Lopes, do Paysandu, e Rogério Ceni, do Bahia, têm a missão de ajustar suas estratégias para a etapa final, que será decisiva para definir o rumo do confronto.
⏱️ Fim do 1º tempo no Mangueirão! Cauly marca de pênalti e o Esquadrão vai pro vestiário com vantagem no marcador. #BBMP #BahiaDasArtes pic.twitter.com/gDG2OQAInv
— Esporte Clube Bahia (@ecbahia) May 1, 2025
- Principais momentos do primeiro tempo:
- 0’: Marlon tenta chute pela esquerda, mas a bola é bloqueada pela zaga do Bahia.
- 10’: Borasi cruza, mas a finalização é interceptada; Paysandu ganha escanteio.
- 28’: Erick chuta para o gol, mas Matheus Nogueira defende e manda para escanteio.
- 38’: Árbitro marca pênalti para o Bahia, mas assinala impedimento; VAR confirma a penalidade.
- 42’: Cauly converte o pênalti e abre o placar para o Bahia.
Paysandu pressiona, mas esbarra na defesa do Bahia
O Paysandu entrou em campo com a missão de aproveitar o fator casa para surpreender o Bahia. A equipe paraense, comandada por Luizinho Lopes, mostrou organização tática nos minutos iniciais, com Marlon e Reverson explorando as laterais. Aos 10 minutos, Borasi criou uma boa jogada, mas a finalização foi bloqueada pela zaga tricolor, resultando em um escanteio. O Papão continuou insistindo, e aos 12 minutos, Nicolas cruzou para Borasi, que novamente viu sua tentativa ser interceptada. Apesar do ímpeto ofensivo, o Paysandu teve apenas 37% de posse de bola no primeiro tempo, com 4 finalizações, sendo apenas uma na direção do gol, conforme dados da transmissão.
A torcida bicolor, conhecida por sua paixão, foi um fator de apoio constante, mas a equipe sentiu a falta de precisão nas finalizações. Aos 20 minutos, Reverson cobrou um escanteio perigoso, mas a bola foi direto para o tiro de meta. O cartão amarelo para PK, aos 36 minutos, por uma falta em Iago, evidenciou a intensidade do confronto, com o Paysandu tentando conter as investidas do Bahia. Luizinho Lopes, que assumiu o comando do time em março, aposta na força do Mangueirão, onde o Papão venceu 4 de suas últimas 8 partidas na temporada, para buscar o empate no segundo tempo.
Por outro lado, o Bahia demonstrou solidez defensiva, com destaque para Fredi Lippert e Rezende na zaga. Marcos Felipe, goleiro tricolor, foi pouco exigido, mas a equipe baiana criou chances claras, como o chute de Erick aos 28 minutos, defendido por Matheus Nogueira. A experiência de Rogério Ceni em jogos de mata-mata, com passagens vitoriosas por Flamengo e São Paulo, foi perceptível na postura tranquila do Bahia, que soube controlar o ritmo do jogo após o gol de Cauly. O Tricolor, que não sofreu gols em 3 de seus últimos 5 jogos, incluindo partidas da Libertadores, mostrou por que é considerado favorito no confronto.
- Estatísticas do Paysandu no primeiro tempo:
- 4 finalizações, sendo 1 no gol.
- 2 escanteios conquistados.
- 1 cartão amarelo (PK).
- 37% de posse de bola.
- 1 chance clara de gol (Borasi, aos 12 minutos).
Bahia aproveita pênalti e controla o jogo
O Bahia chegou ao Mangueirão em alta, vindo de uma sequência de três vitórias consecutivas, incluindo um triunfo emblemático contra o Palmeiras por 1 a 0 no Brasileirão. Rogério Ceni escalou uma equipe mesclada, preservando alguns titulares devido ao calendário apertado, que inclui a Libertadores. Cauly, um dos destaques do Tricolor na temporada, com 5 gols e 3 assistências em 2025, foi o nome do primeiro tempo. Sua frieza ao converter o pênalti aos 42 minutos, chutando no canto direito de Matheus Nogueira, deu ao Bahia a vantagem e mudou a dinâmica da partida.
A estratégia do Bahia foi clara: trocar passes no meio-campo e explorar as laterais, com Iago e Gabriel Xavier subindo ao ataque. Aos 16 minutos, o Tricolor controlou a posse de bola, buscando espaços na defesa bicolor. A jogada do pênalti, iniciada por uma infiltração pela direita, mostrou a qualidade técnica do elenco baiano, que tem jogadores como Everton Ribeiro e Erick como opções criativas. Apesar de um cartão amarelo para Acevedo aos 10 minutos, o Bahia manteve a disciplina tática, cometendo apenas 5 faltas no primeiro tempo, contra 8 do Paysandu.
O VAR, que já havia sido decisivo em outros jogos do Bahia na temporada, voltou a ser protagonista. A revisão do lance aos 38 minutos, que confirmou o pênalti após anulação inicial por impedimento, demorou cerca de dois minutos, mas foi crucial para o resultado parcial. O Bahia, que venceu 5 de seus últimos 10 jogos como visitante, demonstrou confiança para segurar a vantagem, mas sabe que o Paysandu, com o apoio da torcida, pode crescer no segundo tempo. Rogério Ceni, que enfrentou o Papão como jogador e sofreu com os gols de Robgol, agora busca sua primeira vitória como técnico contra o time paraense.
- Estatísticas do Bahia no primeiro tempo:
- 5 finalizações, sendo 2 no gol.
- 2 escanteios conquistados.
- 1 cartão amarelo (Acevedo).
- 63% de posse de bola.
- 1 gol (Cauly, aos 42 minutos).
Linha do tempo dos principais lances
O primeiro tempo no Mangueirão foi marcado por momentos de emoção e decisões cruciais. Abaixo, os principais lances que definiram os 49 minutos iniciais:
- 0 minutos: Marlon tenta chute pela esquerda, mas a bola é bloqueada pela zaga do Bahia.
- 10 minutos: Borasi cruza, mas a finalização é interceptada pela defesa tricolor; Paysandu ganha escanteio.
- 28 minutos: Erick chuta com perigo, mas Matheus Nogueira faz grande defesa e manda para escanteio.
- 38 minutos: Árbitro marca pênalti para o Bahia, mas assinala impedimento; VAR revisa e confirma a penalidade.
- 42 minutos: Cauly converte o pênalti, chutando no canto direito, e abre o placar para o Bahia.
Fator casa e desafios do Paysandu
O Paysandu, conhecido por sua força no Mangueirão, enfrenta um desafio tático para reverter a desvantagem. A equipe paraense, que conquistou a Copa Verde em 2024 e 2025, tem um histórico de viradas em casa, incluindo vitórias contra gigantes como Flamengo e Corinthians em edições passadas da Copa do Brasil. No entanto, o jejum de sete jogos sem vitórias na Série B, com 3 derrotas e 4 empates, pesa sobre o elenco. Luizinho Lopes, que assumiu o comando em um momento de reformulação, aposta em jogadores como Matheus Vargas e Benítez para criar jogadas no segundo tempo.
A torcida bicolor, que lotou o Mangueirão com bandeiras e cânticos, é um trunfo para o Papão. Em 8 partidas no estádio em 2025, o Paysandu venceu 4, empatou 3 e perdeu apenas uma, contra a Chapecoense. A pressão sobre o Bahia deve aumentar na etapa final, especialmente se o Papão conseguir empatar nos minutos iniciais. A ausência de Kevyn, lesionado, limitou as opções de Lopes no meio-campo, mas a entrada de Nicolas no ataque trouxe mobilidade, embora sem eficiência nas finalizações até o momento.
O Bahia, por sua vez, precisa lidar com a atmosfera hostil do Mangueirão. Rogério Ceni, que já enfrentou o Paysandu como jogador, sabe da dificuldade de jogar em Belém. O técnico, que optou por poupar jogadores como Jean Lucas e Luciano Juba, pode promover mudanças no segundo tempo, com nomes como Kayky e Michel Araujo como opções. A solidez defensiva, com apenas 2 gols sofridos nos últimos 5 jogos, é um ponto forte do Tricolor, mas a equipe precisa evitar erros, como o de Acevedo, que resultou em cartão amarelo.
Contexto histórico e rivalidade
O confronto entre Paysandu e Bahia reacende uma rivalidade histórica, com 21 jogos oficiais registrados. O Bahia leva vantagem, com 10 vitórias contra 6 do Paysandu e 5 empates. No Mangueirão, porém, o Papão equilibra as forças, com 4 vitórias, 3 empates e apenas uma derrota em 8 partidas. Um dos momentos mais marcantes foi em 2016, quando o Paysandu venceu por 2 a 1 na Copa do Brasil, com gols de Fabinho Alves e Lucas. O reencontro entre Robgol, ídolo bicolor, e Rogério Ceni, técnico do Bahia, também adiciona um toque especial ao duelo, com o ex-atacante tendo marcado 6 gols contra o ex-goleiro em confrontos passados.
Para o Paysandu, a Copa do Brasil é uma oportunidade de recuperação. A premiação de R$ 3,6 milhões por avançar às oitavas de final seria um alívio financeiro, além de um impulso para a campanha na Série B. O clube, que voltou à segunda divisão em 2024 após conquistar a Série C, enfrenta dificuldades, com apenas 2 gols marcados nos últimos 5 jogos. A final do Campeonato Paraense contra o Remo, marcada para maio, também divide as atenções, mas o foco no Mangueirão é total.
O Bahia, por sua vez, encara a competição como parte de um calendário intenso. Classificado para a Libertadores 2025, o Tricolor disputa cinco competições na temporada, incluindo o Brasileirão e o Campeonato Baiano. A vitória contra o Atlético Nacional por 1 a 0 na Libertadores, em um grupo considerado o “da morte”, reforçou a confiança do elenco. Com um investimento de R$ 50 milhões em reforços, como Erick Pulga e Lucho Rodríguez, o Bahia busca seu primeiro título da Copa do Brasil, após ser vice-campeão em 2001.
- Fatores que podem definir o segundo tempo:
- Pressão da torcida do Paysandu para empurrar o time ao empate.
- Capacidade do Bahia de manter a posse de bola e evitar contra-ataques.
- Aproveitamento de bolas paradas, que geraram chances para ambos os lados.
- Impacto de substituições, com jogadores como Kayky e Benítez como opções.
- Decisões do VAR, que já influenciaram o jogo no primeiro tempo.
Expectativas para a etapa final
O intervalo no Mangueirão é um momento de ajustes para as duas equipes. O Paysandu precisa melhorar sua eficiência ofensiva, já que criou chances, mas não conseguiu superar Marcos Felipe. Luizinho Lopes deve cobrar mais agressividade de Borasi e Nicolas, além de ajustar o posicionamento de Leandro Vilela para conter Cauly. A possibilidade de entrada de Rossi ou Dudu Vieira pode trazer mais dinamismo ao meio-campo bicolor, especialmente nas jogadas pelas laterais.
O Bahia, com a vantagem no placar, pode adotar uma postura mais cautelosa, mas Rogério Ceni é conhecido por manter a ofensividade. A entrada de jogadores como Everton Ribeiro ou Ademir pode aumentar o poder de fogo do Tricolor, enquanto a defesa, liderada por Fredi Lippert, precisa manter a concentração contra a pressão do Papão. O histórico de jogos equilibrados entre as equipes, com 5 empates em 21 confrontos, sugere que o segundo tempo será disputado lance a lance.
A arbitragem, que já foi alvo de reclamações no primeiro tempo, seguirá sob escrutínio. Bruno Arleu de Araújo, auxiliado por Rodrigo Figueiredo Henrique Correa e Carlos Henrique Alves de Lima Filho, teve atuação segura, mas a revisão do VAR no pênalti gerou debate. O jogo, transmitido ao vivo pelo Amazon Prime Video, mantém os torcedores atentos, com o Paysandu buscando uma reviravolta e o Bahia mirando consolidar a liderança.
- O que esperar do segundo tempo:
- Paysandu deve aumentar a intensidade, explorando bolas aéreas e a velocidade de Borasi.
- Bahia pode priorizar a posse de bola para controlar o ritmo do jogo.
- Substituições táticas de ambos os técnicos para mudar o cenário.
- Possibilidade de novas revisões do VAR em lances polêmicos.















