Força mental do Bahia foi crucial para virada contra o Inter, diz Rogério Ceni

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Pulga - X.com/ Bahia Foto: Pulga - X.com/ Bahia

O Bahia, sob o comando de Rogério Ceni, demonstrou resiliência na temporada ao reverter o placar contra o Internacional. O time tricolor venceu por 3 a 2 no dia 30 de agosto de 2026, em um confronto marcado por dois gols de Erick Pulga e um de Erick, enquanto Alan Patrick e Vitinho balançaram as redes para o adversário. A partida, válida pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro, ocorreu na Casa de Apostas Arena Fonte Nova.

Após o término do jogo, o técnico Rogério Ceni concedeu uma entrevista coletiva, onde realçou os aspectos positivos da equipe. Ele enfatizou a maneira como o Bahia conseguiu construir uma virada significativa ainda durante o primeiro tempo.

“Eles perderam uma chance no lance seguinte ao gol. Eles poderiam ter feito o terceiro, mas a gente também poderia ter feito o quarto. Há uma série de possibilidades para os dois lados. A gente construiu o 3 a 1 e teve força mental para virar o jogo saindo atrás com 16 minutos. Em 30 minutos a gente virou um jogo para 3 a 1. Isso demonstra força mental. Futebol é isso, são chances para você e contra. Acho que perdemos mais chances que o Inter. Pulga cabeceia uma bola muito perto do gol. O time cria, tem volume, chega. Quando a gente vai cansando, depois de criar tanto, é natural… se você não matar o jogo, dá chances ao adversário. O Inter precisava muito vencer hoje, tem bons jogadores, na minha opinião é um bom time”, explicou Ceni.

Ceni também salientou a contribuição fundamental dos atacantes para o resultado positivo. Erick Pulga foi decisivo com seus dois gols, enquanto Alejo Veliz participou da jogada que gerou o segundo gol, com uma assistência, e Kike Olivera esteve envolvido no terceiro, com um chute que resultou em rebote.

“Eles são os mais intensos. Os três da frente são os mais intensos. Kike jogou mais contra o Vitória do que hoje, mas é um jogador que pressiona o goleiro o tempo todo. Hoje errou alguns cruzamentos, mas é um cara que se entrega. Então é muito importante a presença deles. Pulga, Kike e Alejo estão em alta rotação. Precisamos fazer Ademir recuperar isso agora que está voltando de lesão, fazer Ruan Pablo entender. Se você pressionar o adversário tem mais chances para ganhar uma segunda bola e se manter no campo de ataque”, disse o técnico.

Rogério Ceni ainda abordou os perigos das trocas de ataque com o Internacional, especialmente na etapa final, e mencionou a ansiedade dos jogadores em partidas disputadas em casa.

“O lance do segundo gol do Inter começa com uma jogada nossa lá no ataque. A gente tinha quatro jogadores na segunda trave, mas a escolha é por fazer uma tabela. Dali o Inter sofre uma falta, cobra rápido e faz o gol. Começa com uma escolha errada. Mas fizemos três gols no jogo. O Pulga, que é um ponta, fez dois. Muito tempo que um ponta nosso não faz dois gols. Então tem essas situações das decisões, acho que também ficamos muito ansiosos, o torcedor gosta desse jogo de transição, mas ele não nos faz bem. Às vezes a gente não consegue, jogando em casa, fazer isso o tempo todo. Eu noto que os jogadores se sentem ansiosos aqui, eles não conseguem se soltar. Eles querem agradar ao torcedor e deixam de fazer a jogada certa para acelerar. A gente não tem um time para fazer esse tipo de jogo, não é saudável entrar nesse ritmo”, disse Ceni.

O Bahia agora se prepara para enfrentar o Bragantino. O objetivo é defender a posição da equipe na zona de classificação para a Libertadores. O próximo desafio tricolor será no dia 5 de setembro de 2026, no Cícero de Souza Marques, às 16h (horário de Brasília), marcando o início da 26ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O que Ceni falou sobre o panorama do futebol brasileiro

Ao analisar o cenário atual, o treinador comentou a similaridade entre os times no futebol nacional. “O futebol brasileiro é muito parecido. O Vasco venceu o Cruzeiro. Não se pode vender uma história apenas pela pontuação, a tradição e a camisa contam muito. O futebol está muito equilibrado, muito parecido”, disse. Ele avaliou que o Bahia poderia ter marcado mais cedo, mas que o confronto foi balanceado, conforme suas expectativas. “Eles têm muita velocidade no ataque, um meio-campo com grande qualidade técnica. Acho que os times no Brasil se equivalem hoje, com exceção de dois ou três na ponta da tabela.”

Ceni reforçou que o jogo se mostrou equilibrado, como previsto. “Não vejo uma equipe que se destaque. O Mirassol empatou com o Palmeiras hoje. Não podemos seguir essa onda da tabela de classificação. É muito simplista. O problema se resolve no campo, lutando passo a passo, como foi contra o Vitória e como foi agora.”

Comentários do técnico sobre a pressão na saída de bola

O técnico reconheceu as boas ações do Internacional, que constrói bem e ataca rapidamente. Ceni apontou que a ansiedade do Bahia em buscar os gols acaba prejudicando a pressão na saída de bola. “Nossa ansiedade para fazer os gols atrapalha. Acabamos indo com muitos jogadores ao ataque e cedendo espaços”, afirmou. Ele enfatizou os três gols marcados e a entrega da equipe, mas admitiu que a pressão não foi tão eficiente quanto no jogo contra o Vitória, pois o adversário desta vez tinha mais velocidade na transição, causando mais sofrimento ao time.

Manutenção da sequência invicta do Bahia na temporada

Ceni expressou o desejo de lutar pelo melhor desempenho possível da equipe, reconhecendo a dificuldade do campeonato. “Quero chegar o mais alto possível, mas é um campeonato difícil”, disse. Ele comparou a proximidade na tabela, citando Cruzeiro (39), Bragantino (36), Atlético-MG (37) e Coritiba próximos. “A diferença é muito pequena. Você disputa o quarto lugar com ameaça do sétimo chegando. É tudo muito parelho. E repito, tivemos Kauê, com 17 anos, contra a Chapecoense, hoje entrou Ruan Pablo, com 18 anos. São jogadores jovens entrando, não estão prontos.”

Como o treinador busca tranquilizar os atletas

Para Ceni, a tranquilidade do jogador está ligada à sua participação em campo. “Jogador tranquilo é o que joga. Quem não joga nunca está tranquilo”, observou. Ele citou Roman, que, em seu modelo de jogo, precisou se adaptar e mostrou paciência, estando em uma sequência de oito partidas. O técnico avaliou que Roman teve bons momentos e outros com mais erros, mas sempre teve e continuará tendo oportunidades, sendo um jogador importante para o grupo.

Visão sobre meio-campistas com bom desempenho em gols

Ceni vê como um benefício a característica de meio-campistas que chegam à área adversária. “Todos os clubes onde trabalhamos, os meio-campistas pisam na área, é uma característica nossa”, afirmou. Ele destacou que Jean Lucas e Erick frequentemente avançam. No jogo contra o Vitória, Erick atraiu o zagueiro, o que foi essencial para o gol. Essa estratégia de atacar o espaço é algo muito trabalhado, um grande bônus para os meias, que os valoriza sem prejudicar os atacantes. “O que importa é vencer o jogo, independente de quem marcou. Hoje, Alejo não fez gol e trabalhou muito bem. Volante com gol tem valor no mercado, e isso valoriza muito nossos jogadores.”

Análise dos gols sofridos e o tempo de volta do vestiário

Ceni inicialmente não havia notado um possível atraso na volta do intervalo, mas prometeu atenção ao tema. “Se a gente atrasa, temos que nos atentar a isso”, disse. Ele expressou satisfação em ver a produção de três gols, mesmo com críticas sobre a volta do vestiário. “Fico feliz de ver alguém que vê um cenário negativo até na volta do intervalo, enquanto a gente faz três gols. Mas acho que é isso, cada um ressalta o que é importante. Se você volta do intervalo com 14 ou 17 minutos, não muda nada em campo. A falta de atenção, sim, temos que ter durante todo o jogo. Mas a demora no vestiário é irrelevante. Vamos tentar melhorar nesse sentido.”

O papel do Ba-Vi na mudança de postura da equipe

Para Ceni, a “virada de chave” do time pode ter ocorrido antes do Ba-Vi, pois “fechar depois é mais fácil”. Ele destacou a invencibilidade da equipe há nove jogos. “É um time que oscila como os outros, mas mesmo assim volta para o segundo semestre e ainda não encontrou a derrota. O Ba-Vi foi muito motivador, e o que temos que tentar fazer é manter isso, mas isso também é um desafio no futebol. Perdemos pouco este ano, apenas cinco partidas. O time está sempre lutando.”

Oportunidades e adaptações de Roman Gomez no Bahia

Ceni revelou que Marcos Victor também treina na função de Roman Gomez. Ele descreveu Roman como um jogador com característica ofensiva e de ultrapassagem. Marcos Victor, por sua vez, demonstrou boa construção quando entrou em campo. “É uma pergunta que eu me faço todos os dias também”, admitiu Ceni sobre a escolha entre eles. Ele considera a ideia muito interessante, principalmente em jogos fora de casa, onde não se exige tanto apoio no ataque. Roman precisava de sequência, e o clube segue analisando, sendo uma dúvida constante em cada partida.

Thiago Lemos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2020: Formação: Administração.

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