Cruzeiro supera Campinas em virada épica e conquista nona Superliga MasculinaPor Luís Henrique Costa
10 min de leitura
![]() |
A quadra do ginásio Adib Moysés Dib, em São Bernardo do Campo, foi palco de uma batalha eletrizante no último sábado. O Cruzeiro enfrentou o Campinas na final da Superliga Masculina 2024/2025 e, após um início desafiador, virou o jogo com parciais de 18/25, 25/23, 25/23 e 25/21. A vitória marcou o nono título da equipe celeste na competição, consolidando sua hegemonia no vôlei brasileiro. Milhares de torcedores vibraram com a atuação impecável de jogadores como Lucão e Oppenkoski.
O jogo começou com o Campinas ditando o ritmo. A equipe do interior paulista surpreendeu ao dominar o primeiro set, construindo uma vantagem sólida desde os primeiros pontos. O Cruzeiro, apesar de tentar reagir, não conseguiu reverter o placar inicial. A derrota parcial por 18 a 25 acendeu o sinal de alerta na equipe mineira, conhecida por sua capacidade de recuperação em momentos decisivos.
No entanto, o cenário mudou drasticamente a partir do segundo set. O Cruzeiro voltou à quadra com uma postura agressiva, liderando o placar com ataques precisos e saques potentes. A torcida celeste, presente em grande número, impulsionou o time, que chegou a abrir 11 a 4. Apesar de uma tentativa de recuperação do Campinas, que encostou em 14 a 13, o Cruzeiro segurou a vantagem e fechou o set em 25 a 23, empatando a partida. A virada começou a ganhar forma, e o equilíbrio prometido entre as duas equipes finalmente se materializou.
- Ataques certeiros de Oppenkoski foram cruciais para o empate.
- Saques agressivos desestabilizaram a recepção do Campinas.
- Torcida mineira transformou o ginásio em um caldeirão.
- Campinas tentou reagir, mas perdeu força na reta final do set.
Primeiro set sob domínio campinense
O Campinas entrou em quadra com uma estratégia bem definida. Desde o início, a equipe apostou em saques flutuantes e bloqueios sólidos para neutralizar os ataques do Cruzeiro. O levantador González orquestrou jogadas rápidas, explorando a potência de Bruno Lima e Adriano. A vantagem construída logo nos primeiros pontos, com 8 a 3 no placar, deu confiança ao time paulista. Mesmo com tentativas de reação do Cruzeiro, que reduziu a diferença para quatro pontos em alguns momentos, o Campinas administrou a liderança e fechou o set com autoridade.
A atuação do Campinas no set inicial surpreendeu até os analistas mais otimistas. A equipe, que havia chegado à final após uma campanha consistente, demonstrou preparo físico e tático. Adriano, com cinco pontos no primeiro set, foi um dos destaques, combinando força no ataque com eficiência no bloqueio. O Cruzeiro, por sua vez, enfrentou dificuldades na recepção, o que limitou as opções do levantador Fernando Cachopa.
É CAMPEÃAAAAAO!!! É CAMPEÃO MAIS UMA VEZ! 🏆
— Sada Cruzeiro (@sadacruzeiro) May 4, 2025
SADA CRUZEIRO BATE O VÔLEI RENATA DE VIRADA EM SÃO PAULO, POR 3 A 1 E CONQUISTA O ENEACAMPEONATO DA SUPERLIGA!!
Última parcial: 25/21 pic.twitter.com/jUGdhZ2jit
Resposta celeste no segundo set
Determinado a mudar o rumo da partida, o Cruzeiro voltou para o segundo set com ajustes táticos. O técnico Filipe Ferraz orientou a equipe a intensificar os saques e melhorar a cobertura no bloqueio. A estratégia deu resultado logo nos primeiros minutos, com o time mineiro abrindo uma vantagem expressiva. Oppenkoski, que havia sido discreto no set anterior, assumiu a responsabilidade nos ataques, enquanto Gabriel Vaccari contribuiu com defesas cruciais.
O Campinas não se entregou facilmente. Após estar sete pontos atrás, a equipe paulista reagiu, liderada por Bruno Lima, que anotou quatro pontos consecutivos. O placar chegou a 14 a 13, reacendendo a esperança de uma nova virada. No entanto, o Cruzeiro manteve a calma e, com dois bloqueios seguidos de Lucão, retomou o controle. O set terminou com um ataque de Vaccari, garantindo o empate na partida e reacendendo a confiança da torcida celeste.
- Lucão liderou com dois bloqueios decisivos no set.
- Oppenkoski anotou seis pontos, sendo o maior pontuador do Cruzeiro.
- Campinas tentou encostar, mas errou saques em momentos cruciais.
Equilíbrio define o terceiro set
Diferentemente dos sets anteriores, o terceiro foi marcado por um equilíbrio constante. Nenhuma das equipes conseguiu abrir uma vantagem significativa nos primeiros minutos. O Cruzeiro apostou na versatilidade de Cachopa, que distribuiu bem as jogadas entre os atacantes. Já o Campinas manteve a consistência, com González explorando as diagonais curtas de Adriano. O placar seguiu empatado até a marca de 20 pontos, com trocas de liderança constantes.
Na reta final, o Cruzeiro encontrou seu melhor momento. Oppenkoski, com um ataque pela ponta, levou o placar a 24 a 22. O Campinas, porém, resistiu, com Bruno Lima salvando um set point com um ataque potente. A resposta celeste veio imediatamente: Lucão, com um bloqueio impecável, fechou o set em 25 a 23. A virada no placar geral, agora 2 a 1, colocou o Cruzeiro mais próximo do título e silenciou a torcida adversária.
Saques decidem o quarto set
A um set da vitória, o Cruzeiro entrou no quarto set com confiança renovada. A equipe caprichou nos saques, que haviam sido o ponto fraco no início da partida. Lucão, em entrevista após o jogo, destacou a importância desse fundamento: o saque agressivo desestabilizou a recepção do Campinas, permitindo que o time mineiro abrisse 16 a 10. A torcida, sentindo a proximidade do título, transformou o ginásio em um verdadeiro caldeirão.
O Campinas tentou reagir, reduzindo a diferença para quatro pontos em alguns momentos. Adriano e Bruno Lima continuaram sendo as principais armas ofensivas, mas a defesa celeste, liderada por Vaccari, neutralizou os ataques adversários. Na reta final, um erro de saque de Judson selou a vitória do Cruzeiro por 25 a 21. A quadra foi tomada por jogadores e torcedores, que celebraram o nono título da Superliga Masculina.
- Saques do Cruzeiro somaram 10 pontos diretos no jogo.
- Vaccari foi eleito o melhor jogador da partida.
- Campinas cometeu sete erros de saque, contra três do Cruzeiro.
- Lucão terminou com 14 pontos, sendo o maior pontuador do jogo.
Hegemonia celeste na Superliga
O Cruzeiro reafirmou sua posição como uma das maiores potências do vôlei brasileiro. Com o título de 2024/2025, a equipe chegou à marca de nove conquistas na Superliga Masculina, ampliando sua vantagem como o maior vencedor da competição. Desde o primeiro troféu, em 2011/2012, o clube mineiro construiu uma trajetória marcada por consistência e investimento em jovens talentos.
A campanha desta temporada foi marcada por desafios. O Cruzeiro enfrentou adversários fortes, como Sesi Bauru e Farma Conde São José, nas fases eliminatórias. A regularidade de jogadores como Lucão e Cachopa, aliada à aposta em nomes como Oppenkoski, foi fundamental para superar as adversidades. O título reforça a força do projeto esportivo do clube, que combina tradição com renovação.
Destaques individuais da final
A final da Superliga Masculina destacou o talento de diversos jogadores. Pelo lado do Cruzeiro, Lucão foi o grande nome, com 14 pontos, incluindo quatro bloqueios. Oppenkoski, com 12 pontos, mostrou versatilidade ao atuar tanto na ponta quanto na saída de rede. Gabriel Vaccari, eleito o melhor em quadra, contribuiu com 10 pontos e defesas decisivas.
No Campinas, Bruno Lima liderou com 13 pontos, seguido por Adriano, que anotou 11. González, com levantamentos precisos, foi essencial para manter a equipe competitiva. Apesar da derrota, o Campinas saiu de cabeça erguida, após uma campanha que surpreendeu pela consistência e qualidade técnica.
- Lucão: 14 pontos, com 4 bloqueios e 10 ataques.
- Oppenkoski: 12 pontos, sendo 8 em ataques pela ponta.
- Bruno Lima: 13 pontos, com 11 ataques e 2 bloqueios.
- Vaccari: 10 pontos e 15 defesas bem-sucedidas.
Torcida como fator decisivo
A presença da torcida cruzeirense foi um diferencial na final. Mesmo jogando em São Bernardo do Campo, a equipe mineira contou com um apoio expressivo. Faixas, bandeiras e cânticos transformaram o ginásio em um ambiente favorável ao Cruzeiro. Nos momentos mais tensos, como o empate no terceiro set, os gritos dos torcedores impulsionaram a equipe.
O Campinas também teve apoio, mas em menor número. A torcida paulista tentou incentivar a equipe, especialmente no primeiro set, mas foi ofuscada pelo volume dos cruzeirenses. A interação entre jogadores e torcedores após o jogo, com fotos e autógrafos, marcou a celebração do título.
Preparação para a temporada
A conquista da Superliga fecha a temporada 2024/2025 com chave de ouro para o Cruzeiro. O clube agora se prepara para competições internacionais, como o Mundial de Clubes, onde enfrentará equipes de alto nível. A base campeã deve ser mantida, com possíveis reforços para fortalecer o elenco.
O Campinas, por sua vez, planeja ajustes para a próxima temporada. A equipe mostrou potencial para brigar por títulos, mas precisa corrigir detalhes, como os erros de saque, que pesaram na final. A experiência adquirida na decisão será valiosa para o crescimento do projeto.
- Cruzeiro planeja manter 90% do elenco para 2025/2026.
- Campinas busca reforços para o setor de recepção.
- Mundial de Clubes será o próximo desafio do Cruzeiro.
- Temporada 2024/2025 teve média de 12 mil torcedores por jogo.
Caminho até a final
O Cruzeiro chegou à final após uma campanha sólida. Na fase classificatória, a equipe terminou em segundo lugar, com 18 vitórias em 22 jogos. Nas quartas de final, eliminou o Araguari com duas vitórias convincentes. As semifinais contra o Farma Conde São José foram mais equilibradas, mas o Cruzeiro venceu a série por 2 a 1.
O Campinas, terceiro colocado na fase inicial, também enfrentou desafios. A equipe passou pelo Guarulhos nas quartas e surpreendeu o Sesi Bauru nas semifinais, vencendo por 2 a 0. A consistência do levantador González e a força de Bruno Lima foram decisivas para a chegada à final.
Legado do título
O nono título do Cruzeiro reforça a importância do vôlei para Minas Gerais. O clube, que já revelou nomes como William Arjona e Wallace, continua sendo uma referência na formação de atletas. A final de 2024/2025, transmitida para mais de 10 milhões de telespectadores, também destaca o crescimento da modalidade no Brasil.
O Campinas, apesar da derrota, consolidou sua posição como uma equipe competitiva. A final foi a primeira do clube na Superliga, um marco para o projeto iniciado há menos de uma década. A rivalidade entre as duas equipes promete aquecer as próximas temporadas, com confrontos que já são aguardados pelos torcedores.
- Cruzeiro é o maior vencedor da Superliga, com 9 títulos.
- Campinas disputou sua primeira final na história.
- Jogo teve pico de audiência de 12 milhões na TV.
- Vôlei brasileiro atraiu 2 milhões de novos fãs em 2024.







